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Vocês estão estragando tudo

É difícil ter que continuar nadando nesse mar de gente sem coração.
É por isso que cada vez mais a gente vê tantas pessoas desacreditando sobre os mais bonitos sentimentos dessa vida.
Talvez seja por isso também que os refrões de mais sucesso são os de dor.
Vocês estão estragando tudo!
Esse negócio de entrar na vida de uma pessoa, ajudando a fazer com que 1 minuto se transforme em uma vida inteira, e depois sair dessa mesma vida sem mais nem menos, não é algo que se recomende pra ninguém.
Parece que ninguém mais se importa com ninguém.
As pessoas estão deixando de ser pessoas para se tornarem copos plásticos, daqueles que você usa e depois joga fora sem pensar duas vezes. A metáfora pode ser pobre mas nem por isso menos certeira.

Dizer que gosta de alguém se tornou motivo pra se afastar e não pra se aproximar; parece ser a pior coisa a se ouvir, parece que cria-se então um escudo ou algo do tipo “não me venha com essa história”. Aí vem gente que diz “calma, já sofri demais e não quero passar por isso de novo” e essa reação soa como uma vingança em outra pessoa que nem tem culpa de nada, e que até que prove o contrário, é só mais uma pessoa tentando ser feliz com alguém.
Confessar felicidade pela volta dos sorrisos, todos dedicados à alguém especial, também não é algo para se comemorar, é algo para prejudicar, para colocar por terra todos os planos.

O que vocês querem da vida então?
Não dá pra perceber na segunda palavra que a pessoa está abrindo a vida pra você entrar? Não tem como dizer pro coração: “goste um pouco mais devagar”. Quem consegue esconder que está gostando? Por quê então fazem tão pouco com o muito que tanto fazem por vocês?

Vocês estão estragando tudo!
É mais fácil conhecer uma pessoa que tem uma história triste pra contar do que uma feliz pra inspirar. E isso é culpa de vocês!
Isso é culpa de vocês que não sabem o que querem, que trocam de opinião como trocam de roupa, que passam de um amor pro outro com se fosse uma baldeação no metrô. A vida não é só de vocês que agem dessa maneira, não mesmo!

Um beijo é feito por duas bocas, que fazem parte de duas pessoas, onde cada uma tem um coração e uma reação diferente, onde cada uma aproveita de um jeito diferente. Isso significa que tudo o que você fizer que tenha relação com outra pessoa terá efeito nessa outra pessoa. A língua portuguesa resume isso em uma palavra: respeito.

O olho no olho depois de um beijo é o passaporte para fazer as malas e se mudar para dentro da vida da pessoa.

Mas por quê vocês estão estragando tudo, então?
Por quê vocês inventam tantas histórias como se lidassem com crianças recém nascidas? “Ah, porque eu não quero te ver mal”. Que saco, quanto mais você faz algo que não é sua vontade para não ver a pessoa mal, mais mal você está fazendo à ela. Se a sua vontade é ir embora e nunca mais telefonar, que seja dito isso e não algo do tipo: “Acho que você gosta mais de mim do que eu de você!”. Esta é uma das piores coisas a se ouvir!

Não se vive uma história pela competição, se vive pelo coração.
É este coração que diz o quanto está gostando, o quanto está fazendo bem; ele que diz o tamanho da vontade de planejar coisas e incluir alguém nesses planos. Não existe essa merda de história de alguém gostar mais que outro alguém, as pessoas gostam diferente, de jeitos diferentes, umas demonstram mais e outras menos. O que existe é o fim das coisas. Por mais cruel que seja. Existe o fim da vontade de continuar, de ligar, de perguntar se está tudo bem, de dizer que chegou em casa, de dizer pra onde está indo. Existe o fim, é isso, existe o fim, não existem desculpas, existe o fim das coisas.

“Ah você é uma pessoa perfeita, o problema sou eu e não você!”
Mas é claro que o problema está em vocês que dizem uma coisa dessas!
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém e nem existe um contrato com data de validade das histórias, mas existem as pessoas reais que mergulham e vivem cada segundo construindo momentos incríveis, momentos dos dois, momentos da história dos dois. Também não existe ninguém perfeito. Nem dá pra falar que existe quem erra menos, porque voltamos na questão da competição. Mas existem erros e acertos, didaticamente dessa maneira. Custa falar que cansou e que não quer mais? Custa ser real pelo menos na hora do tchau? O que não dá pra entender é como vocês inventam coisas pra justificar a real vontade de vocês!

A vontade de não machucar só machuca mais.
A mentira pra esconder só traumatiza mais.
A preocupação em manter uma amizade só diminui as chances disso se tornar verdade.

Vocês estão estragando tudo!
Vocês e essas desculpas e esse jeito de lidar com as pessoas; jeito de lidar com o que as pessoas sentem. “Ah, mas você é sentimental demais, por isso fica mal assim!” É ISSO! Vocês precisam aprender que as pessoas não são iguais à vocês. Existem as que vão sofrer e vão chorar sangue com o fim de uma história, assim como existem as que vão sair pela porta sem olhar pra trás. O que não deve existir é essa falta de respeito de vocês para com todas as outras pessoas do mundo.

Valorize quem quis te dar um beijo, poderia ser qualquer outra pessoa, mas você foi a escolhida. Valorize quem te pede pra avisar se chegou bem em casa, poderia ser uma preocupação para qualquer outra pessoa, mas é por você. Valorize quem transa com você e te entrega o corpo, poderia ser pra qualquer outra pessoa, mas é com você. Valorize quem te pede desculpas, poderia ser qualquer mentira, mas é uma desculpa pra você. Que saco, valorize quem diz que gosta de você, poderia gostar de qualquer outra pessoa, mas gosta de você.
É tudo uma questão de valorizar o que realmente importa nessa vida: o coração das pequenas coisas; a origem. Ao invés de ver possessividade no pedido de “me avisa quando chegar”, veja como alguém que se preocupa. Ao invés de ver como quem reclama demais as conversas tipo “você parece distante, não me manda mais mensagem” veja como alguém que está tentando melhorar a vida dos dois.
Vocês, vendo com esses olhos egoístas, só estão estão estragando tudo!

Quem somos é tudo o que temos nesse mundo.
E por isso, somos responsáveis em fazer desse mundo algo melhor na medida do possível.
Existe amor dentro das pessoas, sabiam? Que vocês um dia percebam isso e parem de olhar só para os próprios umbigos e percebam que estão estragando tudo, antes que seja tarde demais. Vocês estão matando o que de melhor nós temos: nosso coração.

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por Márcio Rodrigues.Instagram: @marciorodriguees
umtravesseiroparadois@gmail.com

É claro que eu tenho medo, caralho

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=pJfm4xfPoic&w=420&h=315]

Ou você acha mesmo que só você tem medo de não dar certo de novo?
É engraçado como as pessoas olham apenas para os próprios umbigos e esquecem de considerar a vida dos outros.
Eu definitivamente não sou melhor que ninguém, mas eu sou alguém de carne e osso e estou de saco cheio dessa minha vida que joga gente na minha frente pra brincar com o jeito que eu sou. Que bosta!

Se eu pudesse escolher quem sou, talvez eu seria uma daquelas pessoas filhas da puta que usam outras pessoas como copos de plástico e depois fica tudo bem. Amanhã o sol nasce outra vez. Mas eu não conseguiria por dois motivos: primeiro porque isso vai contra o jeito que encaro a vida e o respeito que as pessoas precisam cultivar entre si; segundo que, meu, sério, ser uma pessoa desgraçada a ponto de prejudicar outra pessoa e não se importar pode ser qualquer coisa, menos ser humano, menos ser digna de ter vida.

Então assim, se for pra começar com essa de que “tem medo de viver de novo o que já viveu um dia” eu sugiro que se tranque no seu quarto pelo resto dos seus dias. Nem você, nem eu temos como saber como vai ser o futuro, sequer o amanhã ou o próximo segundo, mas me irrita esse discurso furado de “já passei por isso antes” como se TODAS AS PESSOAS FOSSEM IGUAIS E FOSSEM FODER COM A SUA VIDA SEMPRE.
A raiva aqui é pra expressar de forma clara toda a minha indignação sobre esse jogo barato de pisar em ovos sobre a vida, ao invés de só viver a vida como ela deve ser vivida.

Eu não quero perder meu tempo falando das coisas que já vivi e de quantas pessoas infelizes passaram pela minha vida, mas posso te dizer que apesar de não ser a pessoa mais experiente do mundo, eu sei bem o que é chorar de doer, e por mais que a minha dor não seja a pior do mundo, PRA MIM POR UM SEGUNDO FOI. Eu sei bem como é não conseguir dormir por ver a vida indo pelo ralo só porque uma pessoa se achou no direito de entrar na minha vida e sair como se nada tivesse acontecido e como se eu fosse só uma paisagem pela janela do ônibus.

Teve gente que quis me usar pra se distrair. Teve gente que me usou pra se vingar de quem nem conheço. Teve gente que fez com que eu me entregasse e me revelasse só pra ter o gostinho de dizer aquela bosta de “acho que você gosta mais de mim do que eu de você”. Teve gente também que me falou que o passado ainda é muito presente e que não se sente confortável pra viver o presente. E teve outras vezes em que me falaram que estavam com medo do futuro, assim como você tem feito. Entenda, o que me irrita não é o medo pela incerteza sobre como vai ser, mas sim, a covardia de nem tentar conhecer as exceções da vida.

Falto morrer quando ouço alguém dizer que “a vida é assim mesmo”, “as pessoas são todas iguais”, “normal fazerem isso”. Normal é o cacete! Não estou dizendo que não acredito nisso e que isso não faça algum sentido, estou dizendo que é injusto viver nivelando as coisas por baixo, na busca do “mais ou menos”, onde tudo que não for muito ruim já é motivo pra comemorar.
O que busco pra mim é a pessoa mais capaz de me fazer o máximo feliz possível. Eu nunca vou me sujeitar a viver por migalhas ou a aceitar uma vida mais ou menos, simplesmente porque eu me esforço em fazer com que a vida da pessoa que está comigo seja a melhor de todas, com que os momentos que dividimos entre para a lista dos inesquecíveis e não só fiquem na lista dos “momentos que já vivi”.

Me vendo falar assim pareço ser a pessoa mais durona do mundo, mas isso é totalmente o contrário. O que hoje me faz falar com tanta firmeza é a certeza de que eu quero o melhor dessa vida e vou correr atrás disso; a certeza de que eu sei bem que existem pessoas horríveis nesse mundo, mas que também existem pessoas incríveis, prontas e capazes de me fazer feliz de um jeito que eu nunca pensaria ser. Não consigo provar isso, mas consigo sentir isso.

Eu entendo os seus receios e como eu disse, são justos e fazem todo o sentido.
Mas por favor, não tenha medo de fazer com que a sua vida seja renovada, não tenha medo de deixar alguém entrar nela pra mostrar que tudo pode mudar, não tenha medo de arriscar e deixar com que tentem mais uma vez colocarem no seu rosto um sorriso que você gosta de exibir. Não tenha medo de eu estar aqui pra tentar te dar da vida o melhor, pois eu também já conheço muita coisa do pior. Eu também tenho medo, caralho. Só que mais do que medo eu tenho é vontade de viver as melhores coisas que a vida puder me proporcionar.

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Em Dezembro de 2013 lancei o primeiro livro desse blog: “Um Travesseiro Para Dois”
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Deixa eu te falar umas verdades

Eu vejo em você alguém que já passou por alguns bocados.
Dentro desses bocados, alguns foram bons, outros nem tanto.
Isso não te faz nem melhor ou pior que ninguém, isso te faz você.
E é assim sendo exatamente como você é que você tem mudado o mundo devagar.
Eu sei que tem dias que esse mesmo mundo conspira contra tudo,
e que a vontade de mandar isso tudo à merda é grande,
só que maior que essa vontade, eu sei também que é a sua vontade de viver
coisas pra temperar a vida mais com sorrisos do que com lágrimas.
Não que eu queira adivinhar quem você é,
mas essas são algumas coisas que deu pra perceber no meu primeiro “Oi” com você.
Lembro que rapidamente ficou claro como você batalha para que
a sua opinião seja a última a perdurar. E achei graça nisso.
Você também gosta de compartilhar dos refrões que mais fazem sentido pra você,
e sem querer, consegue inspirar as pessoas ao falar sobre isso.
Você sorri.
Aponta com o olhar pra onde gostou e não pensa duas vezes para exibir um =).
mas também não hesita em usar o mesmo olhar para reprovar alguma coisa.
O jeito que o seu cabelo fica quando brilha no sol dá pra perceber que é alguém diferente.
Isso te faz especial.
Ser do jeito que você é te faz uma companhia gostosa pra compartilhar.
Também dá pra perceber isso no jeito que você abraça.
É engraçado mas os seus braços envolvem de um jeito que não dá vontade de parar.
Entenda, não quero romantizar de um modo clichê o jeito que eu te vejo,
mas esses são só alguns detalhes que podem passar despercebidos a olho nu,
mas que dá pra sentir no ao presenciar você mexendo no cabelo.
Dá pra encontrar valor nas suas entrelinhas recheadas de energias positivas.

De um jeito ainda primário já consegui ver parte da dor que viveu.
Sem detalhes pra comprovar, mas com um coração no lugar
é possível entender que de todas as coisas que você precisa nessa vida,
a última delas é de novos motivos para exibir mais choro do que riso.
A felicidade não é um privilégio só seu,
mas é um direito que você merece desfrutar.
E a propriedade pra dizer isso vem de como você enxerga as pequenas coisas.
É bonito ver como você compartilha de uma coincidência de cores em um dia qualquer
e posta foto pra mostrar como achou diferente.
Ou fotos de frases em muros dessa cidade. Você gosta de mostrar o que faz bem!
Tem também a lista de filmes que diz já terem te feito emocionar e cujo os quais
indica sem pestanejar: “Você precisa ver esse filme, é sensacional”.
Indica num tom como se a vida fosse ser dividida e isso é legal de sentir.

Por essas e por algumas outras é que dá pra sentir alguns dos bocados que já viveu.
Não é qualquer pessoa que vê beleza em coisas em que todas as pessoas só veem; não é qualquer pessoa que dá carinho só por carinho fazer bem a alguém; não é qualquer
pessoa que parece dormir sorrindo.

Você não é qualquer pessoa e imagino não ser eu quem te fala isso pela primeira vez,
mas caso sim, não me importo em te lembrar de algo que deveria saber e que é bonito
em você. É que ao saber que o seu dia teve momentos que te impediram o riso, já é algo para lamentar, pois se tem algo que o mundo precisa de você é da sua forma de ver a vida.

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Eu quero mesmo é que se exploda

Uma vez eu falei que amava uma pessoa e aí pensei que nunca mais diria pra outra. Fazíamos planos e até os nomes dos filhos nós já tínhamos. Aí quando surgiu outra pessoa eu tinha certeza que ela essa a pessoa que eu mais amava na vida. Já tínhamos escolhido onde morar e onde seria a nossa lua de mel. Essa pessoa me abriu os olhos pra ver que eu posso me enganar e que isso nem sempre é problema, desse modo, me fez acreditar que todo o amor que eu já senti um dia não se comparava ao que eu sentia por ela, e que pra mim, ela seria a última pessoa a ouvir confissões de amor da minha boca. Até aparecer outra pessoa que me fazia rir com coisas que nunca imaginei. Até aparecer outra e depois outra.

É claro que eu já quis o amor dos filmes.
(e tenho o direito de ainda querer!)

Já quis viver aquela felicidade que a propaganda mostra e já quis fazer aquelas viagens no fim de ano pra ter um monte de foto depois. E eu quis isso tudo com todas as pessoas com quem vivi algo digno para se chamar de história.
Não me arrependo, porém, de nenhuma delas, não me arrependo de não ter dado certo como eu imaginava e nem de eu ter me decepcionado tantas vezes. Na verdade, devo dizer, na verdade eu posso dizer até que devo agradecimentos pra cada uma delas, pois foi graças à essas pessoas que já passaram por mim que eu me tornei quem eu sou hoje.

O amor é algo muito bom pra ser sentido apenas uma vez. A vida é justa.

Evidente que injusto é querer comparar o que sentimos por cada uma das pessoas, até porque nós gostamos de uma coisa em cada uma delas, gostamos mesmo é de pedaços das pessoas, mas onde quero chegar é que em todas as vezes em que estive certo de que aquele era o amor da minha vida e de que aquilo jamais acabaria, eu me enganei até conhecer o próximo amor da minha vida.

O amor mora em cada piscada de olhos que damos.

Eu poderia enumerar algumas centenas de motivos para me fazer desacreditar nessa história de gostar de alguém de novo. O fato de eu ser uma prova de que podemos gostar de muitas pessoas nessa vida me gabarita pra espalhar por aí que essa história de uma pessoa só pra vida toda é tudo história pra boi dormir. Mas eu não faria isso. Eu não brincaria com o sentimento de ninguém nem em brincadeira.

Minhas decepções trouxeram mais que lágrimas; trouxeram lições.

Foi em cada “não estou mais afim de continuar” – ou algo do tipo – que já ouvi nessa vida que percebi quão forte a gente consegue ser quando quer. Depois de juntar os cacos do que sobrou de mim a cada novo fim, sempre me reergui de modo que parecia que eu nunca tinha passado por algo ruim antes. Eu nunca menti, eu nunca fingi! Acontece que eu preferi mudar a forma de ver e simplesmente coloquei na cabeça que essas pessoas não me merecem. Nós podemos ter o orgulho do que sentimos!

Nem toda pessoa é digna da nossa companhia.
E nós sempre seremos a nossa melhor companhia.

Só que quando estamos envolvidos, bem lá no meio do furacão, faz sentido ignorar qualquer conselho e o que vale mesmo é mergulhar sem olhar pro fundo do mar. E eu acho isso bonito porque é muito legítimo! Vivem a vida aqueles que se permitem.

O que mudou em mim daquela pessoa que pensou se apaixonar pela última vez, para essa que hoje brada que o amor sempre vai acontecer, é que hoje eu prefiro parar de planejar as coisas. Parei de pensar que porque não deu certo uma vez nunca mais dará de novo. Parei de pensar que todas as pessoas são iguais. Parei de ser tão calculista sobre o que eu devo sentir – o amor não se calcula. Que saco ficar lendo um monte de coisa que me diz o que fazer, música que falta dizer como é bom sofrer, eu quero que tudo isso se exploda. Parei de querer ser de um jeito que acho agradável e comecei a ser do jeito que eu sinto que devo ser. Parei de sentir tanto medo em recomeçar de novo. Parei de ficar lembrando de quem já gostei.

De tudo que eu parei de fazer, o que ainda permanece intacto em mim é a minha vontade de viver dias bons pra comemorar, venham do jeito que vierem. E parecer clichê, né? Que assim seja, que seja clichê não querer sofrer também.
Hoje eu só não quero mais pensar em coisas que não deram certo na minha vida e nas pessoas que dela partiram, prefiro dedicar minha vida pra tudo de bom que está chegando.

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Márcio Rodrigues.
instagram: @marciorodriguees

Eu já falei sobre isso antes?

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wYBCiN401ds&w=560&h=315]

Não é preciso sorrir todo dia.
Digo, é fundamental e valioso caso consiga, mas tem dias que as coisas simplesmente não funcionam. Isso faz parte de todos os dias que vivemos, uns melhores, outros nem tanto.
E existem algumas coisas capazes de melhorar o dia de qualquer pessoa. As conversas com amigos ou um episódio bom do seriado favorito ajudam, bem como um passeio despretensioso em dias de sol ou uma mensagem de saudade. Mas tem também outras coisas além dessas que salvam qualquer pessoa.
Tem o que eu gosto de fazer com você.

Isso que fazemos é de fato algo que podemos chamar de nosso.
É um momento em que construímos um mundo pra nós dois; um mundo onde só vivem nós dois. Não se trata de egoísmo, se trata de particularidade, de um tempo nosso.
Eu fico bem em te fazer bem e pra mim sempre vai ser um privilégio conseguir te ajudar assim dessa maneira que tanto gostamos.
Há um prazer que cada um de nós sente se manifestar de maneiras diferentes, mas é louco ver com os corpos reagem e como gostamos de viver esse segundo.

Tem dias que nem os refrões que mais gostamos são capazes de melhorar alguma coisa, o que queremos mesmo é algo que não podemos comprar nem buscar na internet. E que bom isso!

Não há facilidades que substituam a realidade.
Não há frase de efeito que dê mais efeito que uma atitude com afeto.

E esses nossos momentos são até meio que não planejados.
É um negócio de “deu na telha, vem”, sem muitas regras ou modos de como e onde fazer.
É engraçado que muitas pessoas fazem do mesmo que fazemos, mas talvez nós vemos isso como uma cereja do bolo das coisas boas da vida e talvez, vai saber, as outras pessoas até vejam da mesma forma que vemos, mas a questão é o valor que aprendemos a dar sobre isso que é tão nosso. Não quero dizer que somos melhores que ninguém, mas só que gostamos de um jeito que ninguém pode gostar mais.

Eu gosto de quando percebe que não estou bem e sem falar me lembra de como isso é bom. Gosto de quando reage sorrindo quando isso acontece pela primeira vez no dia.
Talvez nem nós saibamos ao certo como mensurar os efeitos que isso tem em nossa vida, mas pelo menos nós sabemos muito bem aproveitar. E assim funcionam algumas das melhores coisas da vida: só pra aproveitar, sem saber o por quê.

Às vezes eu morro de ansiedade pra te encontrar e contar como foi o meu dia, falando sem parar ao desabafar sobre coisas que não concordo do trabalho ou o stress que passei por algum motivo, que geralmente não foi por culpa minha. Isso tudo dura até que nos presenteamos com esta que é uma das coisas que mais gostamos. O mundo meio que para e eu simplesmente não consigo mais pensar em nada; as coisas fogem da minha cabeça como se nunca tivessem aparecido antes. É louco, mas é ótimo.

Eu não quero ousar e entrar na discussão de tentar definir, sei lá, como se tornasse uma fórmula pronta que estará sempre ali quando eu precisar. Eu não quero. Não quero, até porque toda vez que fazemos é de um jeito diferente. Funciona igual o “oi” que damos no chat na internet, é igual todas as vezes, mas todas as vezes é igualmente bom trocar um “oi” sincero. Até que faz sentido, né?

Nessa de tentar explicar as coisas, esquecemos de aproveitar cada uma delas.

Me faz bem te ter por perto pra me encontrar aí com você.
A ideia aqui não era falar sobre o quanto a gente se dá bem e com isso talvez causar alguma inveja em alguém, ou pior, causar algum preguiça sendo ‘mais pessoas que falam sobre como se gostam e o quanto não querer se largar’, blá blá blá, a ideia não é me viciar na nossa história. A ideia aqui é só desdobrar em algumas palavras como fico quando sinto a sua respiração no meu pescoço, quando sinto o seu coração bater colado ao meu, quando sinto você deitada no meu peito fazendo dali um lugar que não quer sair, quando sinto que esse é um jeito nosso de celebrar as micro vitórias da vida, da vaga no estacionamento ao sucesso em qualquer outro evento do dia a dia; é um jeito nosso de também encontrar força para superar as derrotas que podem aparecer, um jeito de dar um oi e tchau, um jeito nosso de melhorar o que já é bom, de ver que o “dar as mãos pode ser ainda melhor. A ideia aqui é falar sobre o quanto nós gostamos de abraços.

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Se eu nem lembro do jantar, quanto menos de você

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Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=3g-hEYf7wKo&w=420&h=315]

Que fase boa é essa a minha.
Já vivi tanta angústia que nem lembrava mais do gosto da comida.
Pois você sabe né, tem aquelas dias que a gente briga que nem dá vontade de comer, quando alguém termina com a gente então, nem se fala, é normal ver uns quilos indo embora com a pessoa que deixou a nossa vida. Tá vendo como nem o fim é de todo um mal? Mas passou, ainda bem que passou.

Hoje eu nem reclamo mais, parei, da vida mais do que querer alguém eu quero paz.
Se eu tiver um beijo pra animar meu fim de semana ou algum flerte pra me tirar o riso no meio da rotina, eu já vou gostar.

Meu horóscopo só me diz que “mês tal vai estar retrógrado”, mas dizer que uma pessoa especial vai chegar além das minhas contas pra pagar que já chegam, ele não me diz, né? Então eu passei a ignorar.
Sei que até pode parecer um certo desapego, um desprendimento e até um ceticismo sobre ter alguém comigo, mas é aí que qualquer um se engana.
É claro que ainda solto um choro com uma cena que me amolece o peito nos filmes, bem como solto um riso sincero quando vejo um casal aqui ou acolá, o que mudou é que ao invés de eu desejar me tornar um casal assim também, algo tipo  “que bonito os dois, queria poder andar de mãos dadas também ♥”, passei a pensar: “que coisa bonita é o amor!”. Sabe? Eu mudei a forma de viver o que sempre vivi.

“Ah, então assim você pode se considerar ileso de qualquer decepção?” Não, claro que não. Até porque, como eu disse, ainda me permito ter uma queda por um sorriso que ilumina ou meia dúzia de palavras sobre o que é bom dessa vida, mas posso assumir que isso é uma maneira que encontrei pra me proteger de caprichos.
É, caprichos! Aquela negócio de gente brincar com o que a gente sente ou aquilo que chamam de gente que tá “tocando o puteiro”. Vou te falar, sei lá qual é o meu problema mas eu só me meti em furada enquanto eu queria mesmo era meter viver outra coisa. Mas também não tem como fugir, né? Do nada a gente se vê ali derretendo por alguém que enxergou um ponto fraco na gente e pronto: ja saímos cantando os refrões cafonas e achando graça nas crianças pelas ruas com o pensamento de “imagina ter um filho um dia” e aquelas coisas que a gente planeja sem nada ter acontecido.

Já fui vítima daquele tal do “é que acho que você está gostando mais de mim do que eu de você”. Teve também aquela do “o problema sou eu e não você”, isso sem contar uma das minhas preferidas: “eu gostaria que a gente continuasse amigo, gostaria de continuar falando com você etc”. Já quis matar mas hoje da vontade de rir quando lembro disso, porque cada uma dessas pessoas que me falaram isso um dia vão procurar em outra pessoa o que só encontravam em mim. Não é um desejo, é uma verdade.

Não me tornei menos sentimental, tampouco menos confiante no amor sincero, só me tornei mais pé no chão. E também não dá pra garantir até quando isso vai funcionar, mas já tá me fazendo bem como tem funcionado.

Passei pela fase também de rejeitar todos os convites pra sair.
Hoje eu comemoro quando desejam a minha companhia, até porque o jeito que a noite vai terminar não depende só da pessoa, mas de mim também. Eu também estou no controle!

Acontece que nós só queremos viver a vida mas nunca paramos para organizá-la. A luta é sempre contra nós mesmos e contra o que pensamos. É mais fácil ouvir o refrão depressivo quando a saudade chega do que ouvir um refrão feliz pra sacodir a poeira. E o problema está bem por aí, o problema está na acomodação, no modo que consumimos a vida fazendo com que ela consuma a gente.
Ué, se eu sei que ouvir essa música quando me dá saudade me faz ainda pior, pra quê vou ouvir? Foi pensando nisso que troquei o disco.
Não esqueço de nenhuma boca que beijei nem dos corpos que me entreguei, mas guardei todos num lugar valioso do meu coração e ficarão lá até que eu sinta vontade de relembrar pra compartilhar com alguém.

Que fase boa é essa a minha.
Mas é só uma fase, logo mais a vida me traz novidade sobre o coração capaz de me fazer ignorar isso tudo e cair na cilada de colocar “amor” na agenda do celular ou dos “me liga quando chegar” depois de partir. E não tem problema também, vai ser bom e serei diferente quando chegar, o fato é que pelo menos por enquanto estou sabendo lidar com quem mais vale a pena na minha vida: eu mesmo.

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Não adianta ficar lendo essa mensagem mil vezes

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ibmKeyEZiLo&w=560&h=315]

As pessoas cansam da gente.
Uma hora também cansamos delas e assim vamos vivendo o calendário.
Sei que tentamos entender, tentamos decifrar o que diabos significa alguém dizer que gosta de você um dia e no outro não querer mais te ver como te via, mas se não dá pra ter certeza de muitas coisas em histórias iguais a essa, da pra ter certeza de pelo menos uma coisa, por mais vaga e assassina que seja: é assim mesmo.
E as coisas melhoram quando paramos de brigar e preferimos aceitar.
A vida é a trombada sem querer que damos em desconhecidos no metrô. Vez ou outra aceitam as nossas desculpas, vez ou outra nos pedem desculpas, mas vez ou outra também torcem o nariz e nos ignoram, bem como sequer compadecem do nosso desconforto o que dirá pedem alguma desculpa.

Na colheita da vida sábios são os que plantam para ter e não pra vender.

Dá pra gente mergulhar mais nessa angústia toda.
É louco pensar que entregamos o nosso corpo a alguém que julgamos merecedor, que abrimos espaço para companhia nos planos tão nossos, que abrimos mão de coisas que gostamos para aprender a gostar de outras também, e então, esse alguém desiste de continuar; esse alguém prefere seguir pela mesma estrada que a gente só que sem dar a mão. Aí nos vemos lá, assistindo esse mesmo alguém sumir no futuro que parece tão distante mas está logo ali naquela mensagem que não queremos apagar. E até que isso aconteça somos obrigados – não há outra palavra – somos OBRIGADOS a conviver com uma série de situações que pioram ainda mais o estado que nos encontramos. De uma hora pra outra os seriados perdem o sentido, os amigos em comum se tornam empecilho e os mesmos lugares onde íamos juntos, voltamos sozinhos. É isso. Cruel e real, mas esta é a vida que nós temos e as fases que a recheiam.

É natural perder algumas horas trocando palavras com amigos em busca de algum tipo de conforto. Eles são os melhores nisso! Repetimos o mesmo ponto de vista como se algo fosse mudar o que aconteceu. Gostamos, no entanto, de ver por outro lado – pelo menos nessa hora – e então cavamos motivos pra trazer alívio já que o coração falta saltar pela boca às vezes de tanta raiva, às vezes de tanta dor e em todas as vezes de tanta saudade.
Então faz bem ouvir pontos de vista de quem gostamos. Muitas vezes a nossa vontade é ouvir coisas que materializam as cenas que a gente imagina, tipo: “Já já a pessoa vai te ligar e vocês vão se acertar” e frases otimistas como essa soam como música e injetam sorrisos nos nossos rostos já tão enrugados de chorar. Só que o tempo passa, ninguém liga, nada se acerta e as contas não param de chegar. As folhas do calendário não param de passar.

As pessoas cansam da gente por vários motivos.
Umas se encantam com novos sorrisos, outras pelo fascínio que uma vida sem saudade é capaz de proporcionar. Tem também os que cansam por simplesmente não conseguirem mais se esforçar, por não conseguirem mais se manter a altura e não conseguirem retribuir o esforço que fazemos.

Alguns motivos para o cansaço das pessoas que gostamos até que fazem sentido, outros só sentindo.

Dói porque parece que a partir de então vivemos todos os dias para apagar qualquer tipo de lembrança e cada vez que a gente tenta esquecer, mais forte fica essa lembrança. O nome dos atendentes pela cidade são os mesmos e até as pessoas novas que conhecemos fazem a lembrança voltar involuntariamente.
O processo de desapego é doloroso. Leva tempo até que as músicas percam o sentido que ganharam. Demora muito até que seja possível passar naquela mesma rua de novo. Mas não podemos nos tornar reféns da vida que temos! Esta mesma vida, que embora incontrolável, é por vezes deliciosamente imprevisível e tão responsável por nos fazer renascer quando o buraco mais parece não ter fim.

A vantagem de chegar no fim do poço é valorizar o esforço que é preciso para voltar.

Isso significa que por mais doloroso que seja o fim, ele sempre terá uma lição pra colecionar.

A vida é boa demais para ser vivida com migalhas.
É necessário saber diferenciar esperança de caprichos.
As mensagens de “Oi, sumiu, você tá bem?” não necessariamente significam uma reconciliação, podem significar exatamente o que expressam, ou seja, nada mais que um ‘oi, sumiu, você tá bem?’. E nós somos os responsáveis por consumir a vida que temos!
Nós somos o que queremos ser! E o que somos é fruto do que já fomos.
Migalhas de esperança estão longe de preencher um coração.
Então é importante manter os pés no chão e não ceder à possíveis caprichos, pois as pessoas são ruins.

As pessoas são terrivelmente ruins quando querem!
Tem gente que gosta de provocar só pra ver a nossa reação. Tem gente que provoca ciúmes só pra que ver como será a nossa reação. Tem gente que inventa história pra ver se vamos nos comover. Tem gente que conta mentiras pra ver se vamos ceder. As pessoas são terríveis quando querem. É claro que seria tolice generalizar, mas a moral disso é que é preciso respirar.

É preciso respirar quando o coração quiser acelerar.
Não significa que conseguimos, mas sim que é preciso.

As pessoas cansam da gente.
E delas, porém, nós também cansamos.

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Eu sou tudo o que eu gostaria que fossem

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=mo1vXnmGOEw&w=420&h=315]

Quando eu paro pra pensar no que passei vejo como é bom ver como eu posso errar.
Logo eu que já pensei nunca mais conseguir superar algumas coisas que já vivi, hoje me vejo aqui vivendo mais um dia novo nessa minha vida que recomeça a cada dia.
Doeu pensar que o problema sempre era eu.
É normal eu sempre me perguntar sobre as coisas que faço, sempre me julgar, sempre me cobrar, sempre me vitimar, sempre me matar muitas vezes sem por quê.
Algumas vezes eu pensei em acabar logo com isso tudo, pensei em resolver de uma vez e eliminar as possibilidades de viver qualquer coisa ruim de novo, mas isso tudo dura até que eu sinta meu coração bater de novo. E é assim até hoje.

Vez ou outra lembro de algumas bocas que já beijei.
Lembro e tento imaginar quem hoje pode beijá-las.
Não lembro, no entanto, com alguma dor ou arrependimento, com sequer saudade, lembro como se eu estivesse relendo um livro que já gostei, pois as pessoas que passam pela nossa vida são como livros que a gente gosta e um dia gente pode até esquecer dos detalhes, mas nunca esquece dos livros.
Gosto de relembrar pra me encontrar.
É no passado que vivi que encontro tudo o que me faz presente aqui e pronto pra viver.

Tem vezes que lembro também dos motivos pelos quais já chorei.
Também não me cabe julgar se eram ou não motivos suficientes para tal, mas foram coisas que de algum jeito me faziam mal e tiravam as minhas noites de sono. Por um lado me frustra lembrar que algumas desses vezes eu chorei pelas boas intenções, chorei por estar pensando uma coisa e a pessoa outra, chorei por estar sentindo uma coisa e por mais que a pessoa demonstrasse o mesmo, no fim dizia que era outra. Chorei um bocado.

As folhas do calendário são as folhas do nosso próprio diário.

Isso quer dizer que apesar de eu riscar um por um dos dias que já passaram, eu não os ignoro, tampouco me envergonho, cada um deles fazem parte da coleção que eu sou.

Neste diário que escrevo todos os dias vejo espaço também para os dias que já sorri feito criança. São dias que me voltam o riso só de lembrar assim tão rapidamente. Dias em que tive companhia para conversar sobre os desenhos das nuvens ou sobre as estreias do cinema; dias de deliciosamente gigantes filas no cinema. Não falo agora num tom nostálgico ou algo como “será que eu nunca mais vou viver algo parecido?”. Do contrário, falo num tom de “Olha como essa vida é gostosa, embora caprichosa pra acontecer”.

E as vezes em que meti o pé pelas mãos? Ah, essas vezes.
Mensagens que talvez eu não deveria ter mandado, bem como ligações que eu não precisava ter feito ou demonstrações que eu não precisava ter desperdiçado. Por um lado me convence pensar que são erros passados nos quais não devo cometer outra vez, por outro lado, entretanto, eu quero mesmo é que vá a merda quem não soube valorizar cada um dos meus valiosos esforços e todo dia faço questão de exibir o melhor dos meus sorrisos pra quem eu posso confiar: eu mesmo. E quando me for necessário decido o jeito que eu vou ser, sendo eu mesmo do jeito que cada um merece que eu seja.

É no espelho de toda a manhã que eu vejo quem sou, quem já fui e quem gostaria de ser. É neste mesmo espelho que vejo cada vez que chorei e cada sorriso que já dei, e então, ao me arrumar pra ir viver mais um dia nessa cidade, procuro mentalizar coisas boas e novidades do bem para o meu dia, que seja mais semáforos verdes que vermelhos ou mais e-mails respondidos que ignorados.
Saio de casa carregando bem mais que a chave do portão e um celular cheio de saudade e flertes de fim de semana; saio de casa carregando um coração recheado de vontade de viver coisas pra me orgulhar e contar para os meus filhos um dia. Pode ser coisas tipo o dia em que consegui relevar o aperto no transporte público e apreciei melhor as minhas músicas favoritas, ou o dia em que salvei alguém na faixa de pedestre. Eu não sei. O que sei é que cada dia pra mim não é apenas um dia a menos para um novo fim de semana, cada dia pra mim se trata de mais um monte de oportunidades de me sentir melhor com as coisas que sinto e quero viver. Sou quem planta o que quero colher.

Sou eu que devo arregaçar as mangas e fazer jus ao salário que me traz comida no prato, sou que devo semear mais vontades de dar risadas do que motivos pra reclamar, sou eu que devo oferecer meus ombros pra quem eu gosto quando precisam de um canto pra desabafar. Também sou eu que devo ser o amor que eu tanto valorizo, sou eu que devo colocar efeito nas frases de efeito que leio, sou eu que devo aumentar a duração dos abraços, sou eu que devo convencer que gostei do beijo, sou eu que devo deixar claro o quão o sexo é especial pra mim apesar de eventualmente casual. Sou uma coleção, sou um álbum de fotos, sou verso e refrão, sou dias de sol e chuva, sou frio e calor, sou praia e campo, eu sou.
Se não sou tudo que eu gostaria que fossem pra mim, eu deveria ser. E serei.

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Um frio na barriga pra chamar de meu

LEIA OUVINDO:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wvN8EH9V3Ck&w=560&h=315]

Não precisa se esforçar muito não,
já vou gostar se conseguir fazer do mínimo algo pra gente comemorar.
Eu não quero ter motivos meus pra celebrar, quero construir com você os nossos próprios motivos.
Pra me ganhar não precisa de muita coisa não, alguns abraços sem hora pra acabar e uma mão no cabelo quando eu precisar já cumprem o papel de me chamar a atenção, sabe?
Talvez por falar isso pareça que estou ridicularizando os esforços que podemos fazer por alguém, mas não vejo assim. Mas não é por aí.

Prefiro que o mínimo seja feito na intenção do que o máximo na obrigação.

Meu brilho no olhar é mais incontrolável que o meu coração.
Isso quer dizer que tenho riso frouxo, às vezes com pouco eu já me sinto contente. E também não se trata de gostar de migalhas, se trata de valorizar o que se tem ao invés de reclamar pelo que se quer ter. Do contrário disso, também tem o fato de eu não conseguir me animar muito com ideias que valem cifras incríveis se o beijo a gente não conseguir completar.

Por isso você não precisa se preocupar em me impressionar.
Mais importante do que me contar o quanto viajou é me mostrar o quanto é capaz de fazer a gente viajar sem sair do lugar.
Será que estou conseguindo explicar do que eu gosto nessa vida?
Pensando aqui, talvez eu esteja falando a mesma coisa de formas diferentes, talvez se eu falasse que gosto mesmo é das “pequenas coisas” eu nem precisaria contar todo esse resto com essas versões. Mas sabe, eu gosto de ajudar.

A certeza do que eu gosto é o que me distancia do que me faz mal.

Isso quer dizer que eu não vou dar abertura pra viver coisas que só vão me dar dor de cabeça. Prefiro ter clareza sobre o que é bom pra mim e direcionar meus esforços nesses sentido.

No fim, eu só quero ficar bem, melhor ainda se for com alguém.

Se você for daquelas pessoas que gosta de telefonar, eu juro que vou gostar, mas se for daquelas que preferem uma SMS, em nada vai atrapalhar.
De alguma maneira, eu juro que sempre vou achar algum motivo pra ficar feliz por algo que fizer por mim, nem que seja lembrar todos os dias daquele seu “sim”.

Vou ficar sinceramente contente se você me inserir nos planos do fim de semana. Se me escolher pra contar alguma parte exclusiva da sua vida então, nem se fala.
Talvez a gente brigue algumas vezes por não conseguir se entender direito, mas se isso acontecer e for por isso, acredite em mim, vai ser sempre na melhor das intenções.

Minha teimosia em ser feliz é maior que a minha humildade em aceitar a tristeza.

Então assim, quando a gente brigar, vamos combinar que vai ser sempre melhor a gente sentar e ouvir o que o outro tem a dizer. Não para querer convencer, mas pra evitar piorar. Talvez a gente nem se entenda e por isso mesmo a briga nem vá pra frente, mas talvez algum de nós entenda melhor, facilitando pra nós dois. Ceder não é submeter, é aprender.

Espero que goste de mordidas no meio do beijo.
Se você curtir uma massagem nas sextas à noite, você também vai ganhar e muito.
Nos shows que a gente for eu não vou me importar muito em você insistir em ir mais perto do palco; no meio daquela muvuca toda. Desde que não reclame dos gritos que eu der também.

Não precisa se esforçar muito não, viu?
Se você garantir que tudo o que fizer pra gente será feito com amor, não necessariamente amor por mim, mas o amor que gostaria que fizessem por você, eu já vou gostar.

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Nos clichês você pode confiar

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=3N04dGy6big&w=500&h=70]

Você vai se apaixonar e vai dizer que nunca sentiu nada igual antes.

Você também vai dizer que é essa pessoa que você vai querer morrer ao lado.

Vai chegar uma hora que você vai sentir ansiedade pelo primeiro “eu te amo”.

É normal você ir mais vezes ao cinema e começar a acompanhar as estreias já pelos jornais.

Você vai rir de coisas que sempre achou sem graça.

Você vai ver beleza em coisas que nunca sequer reparou que existia.

Você vai se ver nos refrões que nunca imaginou na vida. E vai ter vergonha deles. Mas não vai se importar.

Você vai falar no diminutivo e vai dar apelidos que só vocês dois sabem. #oun

Você vai passar a não se importar com a demora das outras pessoas na escada rolante.

Geralmente no começo você vai se vestir melhor e tentar usar sempre um bom perfume.

Você vai querer fazer surpresas e dar presentinhos sem motivo especial. (ou deveria)

Apesar de você saber que não se dá bem com as palavras, você vai escrever alguma coisa e justificar: “eu não sou bom com as palavras”.

Você vai começar a rir quando ver outros casais nas ruas.

Você não vai se importar em passar algumas horas no telefone falando sobre as mesmas coisas. Todos os dias.

Você vai postar na internet ainda mais coisas sobre paz e amor.

Você vai amar feriados como nunca pensou que conseguiria amar mais nessa vida.

Você vai comer pipoca como nunca pensou que conseguiria comer mais nessa vida.

Você vai gostar de dividir suas coisas. Tipo a sua cama.

Você vai gastar um pouco mais de dinheiro indo à shows.

Você se permitir dividir seus programas preferidos da TV.

Você vai dar nomes para os filhos mesmo mal sabendo lavar a louça.

Você também vai escolher o bairro onde e morar e já vai ter a casa planejada.

Você vai revelar suas músicas preferidas.

Você vai querer conversar pra definir uma música que sirva de trilha sonora os dois.

Vai ter uma hora que você provavelmente vai se afastar dos seus amigos.

Vai ter um dia que você vai precisar de todos eles de novo. E eles estarão lá.

Talvez você não queira pedir desculpas um dia esbravejando: “sempre sou eu quem corre atrás”

Você vai querer de todas as maneiras se desculpar por alguma coisa.

Você vai lembrar do passado de um jeito que não deveria. Mesmo sem querer.

Você vai ver que as sextas-feiras são mais divertidas no sofá.

Se você não gosta do calor, você vai começar a dar mais chances pra ele.

Se você não gosta do frio, você vai começar a achar mais graça nele.

Você vai querer fotografar vocês dois de algum jeito que pareça espontâneo.

Você vai mandar links durante o dia só pra ganhar um: “hahaha gostei”, “nossa, que legal!”, “vamos também?”

Aliás, você vai começar a aceitar mais convites como nunca conseguiu aceitas antes na vida.

Você vai pedir pra avisar quando chegar em casa.

Você vai se esquecer de avisar quando chegar em casa.

Você vai detestar as noites de domingo.

Mas vai amar as sextas às 18hs.

Você vai querer comprovações adultas: “Você gosta quanto? Muito? Mas muito quanto?”

Você não vai se importar com a cara amassada ao acordar.

Em alguns casos, você vai querer usar um pijama que nem é seu.

Você vai deixar com que a pessoa sente na janela.

Você vai querer alertar sobre o carro à frente.

Você vai preferir ficar por cima.

Você vai pedir pra ir com mais força.

Você vai ver que xingar, em alguns momentos, até que faz bem.

Você vai ver que alguns tapas não doem tanto assim.

Você pode até não perceber, mas estará dentro de um monte de clichês. E com isso, você vai perceber que se não em todos, em alguns clichês você pode confiar. E você vai se entregar de um jeito sem igual, e se caso acabar, você vai achar que vai morrer e que nunca mais vai viver algo parecido de novo, até você gostar de alguém de novo. E aí você vai se apaixonar e vai dizer que nunca sentiu nada igual antes. <3

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