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Se não quiser me contar nada, pelo menos conta comigo

Deita no meu colo e chora devagar,
deixa a maquiagem se desmanchar e me diz o que aconteceu.
Me conta se é o teu passado de novo voltando pra te atormentar ou se o que sente é aquele velho medo de viver algo novo de novo, ou se é só mais um dia ruim que você não está conseguindo atravessar. Eu quero te ajudar.
Pode me dizer que você não se sente uma pessoa pronta,
talvez te ajudará me ouvir falar que nunca cheguei nem perto disso.
Pode chorar, mas enquanto isso me deixa contar um pouco sobre nós dois.

Sabe, assim como você já me disse uma vez e eu nunca esqueci, também sinto medo do futuro. Sobre nós dois, sinto medo de não conseguir te fazer feliz exatamente do jeito que eu gostaria que alguém me fizesse ou do jeito que você tenta.

Já te contei algumas vezes das vezes que fiquei mal por socos que deram no meu coração, lembra?
Mas só você conseguiu me aliviar toda a dor que já senti na minha vida. E você conseguiu isso ao me fazer chorar.
De saudade.

Fazia tanto tempo que eu não me sentia tão à vontade e com tanta vontade de fazer as vontades de alguém.

Por isso eu gosto de passear com você, porque é algo que você gosta de fazer. Por isso eu não me importo em acordar antes de você, só pra te ver dormir um pouco mais e te ver respirar feito brisa em tarde de verão.

O nosso medo sente medo de quando estamos juntos.

Isso quer dizer que aos pouquinhos, sem pressa alguma, nós estamos nos tornando melhores e mais fortes um com o outro, um pelo outro.

Eu gosto de cuidar de você.
Me preocupa saber como foi seu dia e não me tranquilizo até receber sua mensagem de que chegou em casa. Gostaria de ser às vezes um pouco menos como eu sou, todo sentimental demais, mas é só a gente ficar pertinho que esqueço isso e gosto do meu jeito com você.

Eu gosto do jeito que eu sou com você; é um jeito meu que você pegou pra você; um jeito meu que nunca fui igual pra ninguém.

Essa minha boca que hoje você beija já bebeu muita lágrima em outros verões.
Teve uma época em que das poucas certezas que temos nessa vida, uma delas, pra mim, era que eu definitivamente não conseguiria ser feliz.
Eu já cobrei demais, já exigi demais, já esperei demais.
Nas vezes em que me fizeram chorar até doer o peito e não conseguir respirar eu pensei em desistir e acabar com essa vida ingrata.

É difícil ver que usam de má fé quando deveriam usar do coração.

Vivi algumas coisas que por pouco não me fizeram desistir de viver.
As pessoas que me machucaram mal sabem do estrago que me fizeram e do quanto eu luto pra cicatrizar.

Aí eu parei de pensar em coisas ruins.
E hoje estou aqui dentro da sua vida.

Eu apareci porque você precisava de mim pra te ajudar em alguma coisa, que fosse pra te ajudar a dormir com um carinho que talvez só eu saiba fazer.

Eu apareci na sua vida pra completar a sua risada quanto te faltar o ar.

Eu não sei muito bem se estou fazendo as coisas direitinho, se estão do seu agrado, mas eu só vou conseguir melhorar se você me disser no que é preciso.

Me conta o que passa pela sua cabeça.
Me fala sobre uma possível insegurança que você está sentindo sobre o presente e o possível tal medo do futuro. Não precisa me dizer em detalhes se não quiser, mas sei que, nem que seja indiretamente, eu faço parte desses seus sentimentos.

Eu não quero te atrapalhar de viver, eu quero te ajudar a aproveitar a parte boa e a superar a parte ruim do que é viver.

Você tem um espaço na minha vida que ninguém vai ocupar.
E agora ao te ver aqui chorando de tanta angústia, eu preciso te pedir: coloca a cabeça no lugar e deixa teu sentimentos voarem, leve o tempo que achar justo, mas só não deixe o tempo ser injusto e te levar.

Nem sei se consegui te ajudar falando tudo isso aqui sem parar,
mas só de perceber que o som do seu choro abaixou,
você me traz mais um motivo pra te dar um dos meus melhores sorrisos.

Ninguém precisa ser forte o tempo inteiro.
E a fortaleza de uma pessoa está em admitir fraqueza.
Eu nunca vou te julgar, eu só quero te respeitar e quero estar pronto sempre que você precisar, quero te ajudar sempre que me pedir, eu quero te proteger e aprender junto com você todas as coisas que temos pra aprender pra viver melhor.

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Este é um dos piores

(ATENÇÃO: é importante ler ouvindo a música!)

“Foi sem querer!”
E é este o maior escudo que usamos quando a casa cai.
É difícil ter que admitir que o erro foi nosso, mas o louco é que seria tão mais bonito admitir que de perfeito nada temos.
Outra dia parei pra pensar em coisas que já disse, que fiz e nas que deixei de fazer e falar.
Pensei e senti vergonha do que havia me tornado.
Eu que sempre cantei a qualidade em uma pessoa ser certa sobre as coisas que pensa, fiz dessa também minha qualidade algo que me tornasse refém e me fizesse um lixo.

Todas as vezes que pensei estar certo,
eu mais tive perto de estar errado.

Mas ora, claro que em muitas delas eu acertei, mas a gente não precisa bater no peito por um orgulho de ser, em tese, detentor da razão.

Há razões que bons argumentos podem dissipar.

Nós pensamos estar certos até que a primeira pessoa vire nossos olhos e nos faça enxergar as mesmas coisas de outra maneira.
Esse processo de aceitar a perda é doloroso mas eficaz, igual remédio na cicatriz quando criança. Entretanto, é um processo que se não for devidamente tratado, pode causar terríveis e profundas cicatrizes não na pele, mas na vida.

E quanta bosta eu já falei pensando estar falando sonhos.

Eu não sou ninguém perto de como eu gostaria que alguém fosse pra mim.
Isso é sobre se reavaliar e sobre reconsiderar todas as coisas que pensamos estar certos.
Mas também não sou uma pessoa do mal e possuo algumas boas qualidades, eu só não posso me abraçar em cada uma delas e fazer com que sejam o resumo do que sou, pois eu sou erro e acerto.

Eu sou erro e acerto, mas nem sempre acerto o erro certo.

Terrivelmente pior do que não conseguir se refazer é não aceitar que algo precisa ser refeito.
E hoje eu passo mais horas do que já passei em toda a minha vida olhando pra quem eu sou procurando quem eu gostaria de ser. Neste exercício, me arde os olhos ao ver que quando era pra eu esperar foi quando eu mais acelerei; quando era pra acelerar foi quando eu mais parei; quando era pra continuar foi quando eu do alto me joguei.

O poder de cura da fala,
também é o poder de vírus do coração.

Como recheio da minha imperfeição, ouvi coisas que me fizeram ruir por dentro e que cortaram meu peito feito navalha. Eu nunca pedi pra ser julgado, nunca pedi que me valorizassem em nada, eu nunca pedi pra ser tolerado. E aí nasceu um erro: eu nunca deixei que me ajudassem.

E então pergunto pra mim mesmo:
Como é que eu gostaria de ver onde errei sem que houvesse estrago na minha cabeça?

Já que a verdade é que não consigo controlar as coisas que pra mim são ditas, me cabe saber diferenciar o efeito de cada uma delas dentro de mim e pegar sempre o melhor, sempre o melhor de cada efeito e me tornar alguém melhor por mim mesmo.

Você sabe o que é sentir vergonha de si mesmo?
É não conseguir nem respirar de tanta raiva, é querer rasgar a roupa do corpo, é querer se jogar na frente do primeiro carro na rua. Sentir vergonha de si mesmo é sentir uma facada do pescoço à cintura. É se sentir o resto do que existe de ruim nesse mundo de uma vez só.
E aí, há quem sinta vergonha de si e alega “foi sem querer”.
A roda não gira sem querer, só se algo ou alguém empurrar.
Já errei milhões de vezes, muitas delas sem ser por alguém específico, mas por algo que me empurrou e que me induziu ao erro.

Quando temos idade de ir pra escola é a dita fase que começa o bordão “já não tenho mais idade”.

Desde o primeiro dia na escola aprendemos uma coisa nova por dia e cada uma dessas coisas vão formando aos poucos o que seremos quando adultos. No exemplo dos amigos que não tem comida pra levar para o recreio, das crianças que beijam cedo demais, das crianças que brigam por bolas de papel, em cada um desses exemplos nós aprendemos lições que levaremos para o resto dos nossos dias nesse planeta.

Por isso eu me sinto um lixo.
Por lembrar que muitas coisas que aprendi quando criança ainda não consigo colocar em prática. É claro que algumas delas sim, não serei cruel comigo mesmo, mas a repetição dos mesmos erros que cometia na escola me fervem o sangue agora que tenho contas à pagar.

Só que as coisas mudaram, ou melhor, eu estou fazendo as coisas mudarem.
Há muito tempo aprendi que não posso contar cegamente com ninguém por uma questão de segurança, mas reconheço que sou frequentemente driblado, pois quem determina essa confiança é o meu coração, por isso ela varia de pessoa pra pessoa.

Bem, tive que tomar toda a água salgada que chorei pra colocar na cabeça que reclamar por tudo que já errei não ia melhorar em nada. Então hoje eu quero mais é que se exploda os modelos de como ter uma vida feliz, um jeito feliz, uma pessoa feliz. O que eu preciso mesmo é encontrar o meu jeito de ter uma vida feliz, um jeito meu de ser feliz. Não vou, no entanto, viver minha vida me matando todo dia, tenho o cérebro no lugar. Mas é chegada a hora de ser feliz de um jeito que eu sempre tentei.

Eu sou uma das pessoas que mais erra, mas agora quero ser uma das que mais tenta acertar.

Nessa de lembrar das coisas que fiz ou falei mas deixei de fazer ou falar, lembrei do mundo onde estava vivendo. Era um mundo em que não existia amor. Um mundo que me cobrava todo dia em ser uma pessoa adequada no trabalho, na família e com o meu coração. Este era um mundo de cobrança, não de aprendizado. Infelizmente, não pude fazer nada pra mudar o que já passou, mas ao parar pra pensar, enxerguei que posso ser a pessoa adequada que eu quiser, desde que ela seja adequada com o amor que eu gostaria que sentissem por mim.

Desculpas não vão trazer as coisas que perdi nem vão se transformar em palavras que curem o que já machuquei, mas já é um começo pra me aceitar, pra entender que não tem problema se eu errar, que eu só não posso me cegar e pensar em ter a vida perfeita.

Eu só prefiro fazer da vida que tenho algo que me faça feliz, respeitando, respeitando e muito as minhas limitações e os meus defeitos, mas sobretudo, arregaçando as mangas não mais pra reclamar – ou na pior das hipóteses revidar – mas pra fazer diferente, pra provar que eu posso surpreender. Não saber a hora de se rever, de parar e recomeçar: este é um dos piores; um dos piores defeitos do ser humano que tenta ser humano.

Hoje eu quero mudar.

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Dê mais beijos do que desculpas.

Legal, então você se dá conta que mais um ano da sua vida está acabando.
Se dá conta das coisas que poderia ter feito, das coisas que poderia ter dito, das pessoas que poderia ter visto mais, das pessoas que poderia ter visto menos, das vezes que poderia ter chegado em casa mais tarde, das vezes que poderia ter chegado em casa mais cedo. Nessa época é normal e até saudável a gente repensar nas coisas que fizemos nos últimos meses.

Não é pra fugir do passado, é pra não transformá-lo em presente.

Fim de ano nós lembramos de saudades que pensamos que nunca esqueceríamos. Lembramos também das bocas que beijamos, das camas que dormimos, do dinheiro que gastamos e de mais um monte de coisa que fez parte do nosso ano.

Agora já não adianta mais remoer o que já passou.
Não adianta se culpar por não ter respondido as mensagens do jeito que deveria, não adianta se culpar por não ter dado a atenção devida. Agora não adianta pensar em mais nada que poderia ser feito.

A verdade é que todo dia é um recomeço.

É que existem pessoas que se apegam nas promessas de ano novo. Sabe quando a pessoa fez cagada o ano todo e agora que o “clima do bem” está no ar, ela começa a pensar em recomeçar coisas e lutar contra os erros?
Nós não precisamos esperar nada acontecer para mudarmos as nossas vidas, nós só precisamos mudar. Precisamos lembrar que mudanças são bem-vindas e que datas comemorativas são só datas comemorativas, pois as contas vão chegar de novo no mês que vem, independente de ser um novo ano ou não, o que tem que mudar é o jeito que você se planeja e encara as partes boas e ruins da vida.

“Mais um ano acaba e continuo aqui sem ninguém!”
É, que pena, só que mais do que lamentar, dá pra pensar sobre o que você fez para ter alguém durante os 365 dias desse ano. Não adianta ficar no pensamento de “ahh depois das férias vou dar um rumo na minha vida!” se à partir do dia 01 cada minuto perdido é um minuto que pode ser ganho.
Vai ver ter teve um monte de gente esse ano que gostou de você e quis te mostrar que você merecia uma certa felicidade, mas você deixou alguém se aproximar? Você estava disposto a gostar de alguém gostando de você? Pode ser que não. Pode ser que você tenha recusado todos os convites e que pensou que os elogios eram maldosos; pode ser que você exigiu tanto de alguém que não enxergou o quão pouco você se dedicava pelas suas coisas, em outras palavras, pode ser que você tenha esperado alguém muito melhor do que você merece.

Não precisamos do que queremos, precisamos do que merecemos.

“Mais um ano acaba e a saudade só aumenta!”
Mas também pudera, pensando dessa maneira, se prendendo a tudo que te faz andar pra trás, se prendendo a um monte de lembranças que só te trouxeram dor e não companhia, é de esperar que você não conseguiria superar saudade alguma.

O problema é quando aproveitamos a dor ao invés de aproveitar o tempo.

A escolha sobre o que viver é nossa. É claro que não temos domínio dos nossos pensamentos e sentimentos, mas nós sabemos exatamente tudo aquilo que nos faz mal, e com isso, sabemos exatamente o que podemos evitar. Nós sabemos bem como não dar sopa pro azar. Mas não né, você foi e ouviu as músicas que lembrava a pessoa, comprou perfumes que lembravam a pessoa, fez de um tudo que lembrasse a pessoa menos alguma coisa que lembrasse da sua própria felicidade. É preciso se rever.

“Mais um ano acaba e o amor só aumenta!”
Ah, que coisa boa, né? Como é bom viver aquela fase boa das infinitas conversas no whatsapp, aquela fase de “estou passando na sua casa” ou de “que filme vamos assistir hoje” né? A felicidade é um direito de todo mundo.
Quando as coisas vão bem nesse sentido, mais do que comemorar, o importante é saber valorizar, é saber que “as coisas não estão no jeito” e que quanto mais encantadora a história possa ser, mais encantadora de fato ela deve ser.
Nós sabemos bem o que podemos fazer pra melhorar. E acreditar naquela história de que “se melhorar, estraga” nada mais é que desculpa de gente conformada, de gente que vive na média e que “é isso e tá bom”.
Ninguém é propriedade de ninguém, ou seja, todo dia nós precisamos nos superar e provar para quem gostamos o quanto essa pessoa nos faz alguém melhor; alguém especial.

Cada reencontro deve ser melhor que o primeiro encontro.

A verdade agora é que mais um ano acaba.
Em 2014 teremos mais 365 oportunidades de falar mais sobre amor do que indiretas, de gerar mais risadas do que discussões, de dar mais beijos do que desculpas, de abraçar mais do que falar que sente saudade, de curtir mais dias reais do que fotos que registrem dias reais.

Que este ano novo que se aproxima sirva também de inspiração para você se renovar e se tornar uma boa pessoa, preferencialmente, se tornar aquela pessoa que gostaria que alguém fosse pra você.

Que o sentimento de ano novo se faça presente não só no brinde à meia-noite, mas também em todos os outros segundos seguintes.
Não dá pra garantir que tristezas não vão acontecer, mas do mesmo jeito que sabemos como evitar viver ou reviver coisas ruins, é melhor preferir pensar só em todas as coisas boas que estão por vir.

Feliz ano novo,
com amor,
Márcio Rodrigues.
(Quero agradecer à todo mundo que acompanhou este blog em 2013, que compartilhou textos, que curtiu a página no facebook e segue no twitter, que comprou o livro e que de alguma maneira dedicou algum segundo da sua vida às palavras que escrevo aqui. Obrigado mesmo! Vocês contribuíram para que 2013 fosse o melhor ano da minha vida!)

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Parar pra quê se eu não quero e nem você?

É que você me conhece menos do que imagina,
ou pelo menos, por enquanto, menos do que eu gostaria.
Nunca fui daqueles que gostam por gostar, que se entregam por se entregar. Acontece que sou sempre muita verdade nas coisas que sinto e que falo.

Meus amigos sabem bem das vezes que deixei meu coração acelerar.
Não foram tantas, mas foram boas. E nunca me arrependi.
Apesar de não ter vivido tantas histórias assim, fiz com que todas fossem histórias para nunca esquecer. Sempre me dediquei e sempre fiz questão de deixar clara a importância que tinha – e terá – na minha vida cada boca que um dia eu já beijei.

É bem verdade que o tempo me ajudou a amadurecer e as histórias que de amigos já ouvi, me fizeram ter uma consciência mais lúcida sobre o que é se envolver, sobre o que é ter certeza se estou gostando tanto assim como penso. Porque sabe como é né, esse negócio de falar que gosta de alguém é muito sério, só que às vezes a gente fala uma coisa quando estamos sentindo outra, ou sentimos uma coisa e no fim falamos outra.

Sobre gostar, normal é se enganar.

Mas devo te falar, viu? Apesar de ser ansioso até demais, as coisas tem mudado para o meu lado.
Como na mais clássica e sedutora história de cinema, eu não estava lá nos meus melhores momentos quando você apareceu. O louco é colocar na cabeça que a vida, ah essa danada de vida, faz os dias passarem no capricho que ela bem entende.
Bem, eu estava saindo de um longo relacionamento e por isso é normal rolar aquela ferida de “que pena”, apesar, entretanto, de a minha história só ter tido o fim oficializado, pois já tinha acabado de fato há mais tempo do que eu queria aceitar.

O problema é quando deixamos de gostar e começamos a nos viciar na pessoa.

Chegou um momento que eu não sabia muito bem o que estava vivendo, mas por algum motivo continuava vivendo aquilo. É louco, né? É sim.
Fazia muito tempo que não via mais a pessoa do jeito que me fizesse suspirar como é importante ver para manter a relação num nível médio de convivência. Sem querer – ou não – a gente foi se afastando e o que nos prendia, talvez aquele vício, não nos prendeu mais.

Mas quer saber?
Essa história de se prender em história que ficou pra história não está com nada.
Vou guardar o que é bom, esquecer o que foi ruim e deixar isso pra trás.

Aí você veio com esse teu jeito todo seu de ser.
Por um momento pensei ter desaprendido como é se envolver com alguém de novo, sei lá, não que eu não confiasse em mim, mas rolou aquele pensamento de “que bom que ainda sou interessante, mas como lidar?” e o lado bom foi que eu até que me dei muito bem com essa situação entre nós dois.

Em pouco tempo me vi rendido ao velho jeito de entrar alguém novo na minha vida.
Nós não nos pressionamos, pelo contrário, gostamos mesmo é daquele vai-e-vem e quando pisquei os olhos a sua boca já era minha. Que coisa louca! E então quando dei outra piscada estávamos fazendo de uma noite para dois.

Bom é quando a gente lembra que a vida escorrega.

É, escorrega, sabe? Sabe quando a gente acha que tem o domínio da situação e tchãram, não temos o domínio nem do que estamos fazendo muito menos do que sentimos? Então, é tipo isso.

Gosto dessa brincadeira de gostar de novo de alguém novo.

Acontece que agora vem aquela temida hora que a gente se pergunta sobre como vai ser, né? No caso, eu me pergunto.
Tenho tentado fazer dos nossos momentos juntos, momentos pra você não querer viver com outra pessoa na sua vida, mas não sei até que ponto isso é forte o bastante como eu gostaria que fosse.

Tem que começar uma história fazendo história.

Ou seja, estou tentando, sem forçar nada, te mostrar que gostei da sua companhia no carro e do som da sua risada pra acompanhar a minha. Gostei do jeito que você me olha, das músicas que ouve e de como vê os dias de sol. Gostei também de como cuida do seu corpo e até das suas unhas assumidamente não tão bem feitas assim como diz. Gostei do frio que você fez voltar na minha barriga.

Gostei de um montão de coisa que vivemos até aqui e estou tentando fazer tudo o que estiver ao meu alcance pra te mostrar como é legal ter alguém ao seu lado que sabe gostar de você.

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(fotos do lançamento em São Paulo: http://migre.me/haGLh)

É muito simples: O valor do livro + tarifas é R$ 40,00.Mande um e-mail para: umtravesseiroparadois@gmail.com com seu endereço completo + uma foto do comprovante de depósito, e então, assinarei seu livro (se quiser, claro!) e mandarei para o correio.

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Agência: 0758
Conta Corrente: 08708-4
Márcio Rodrigues dos Santos.

Antes tarde do que mais tarde

(leia ouvindo a música!)

Já percebi que se eu reclamar não vai mudar.
Entendi que nem todas as coisas vão acontecer como eu gostaria, simplesmente vão acontecer.
Hoje consigo ver o limite da minha insistência.
Liguei tantas vezes e nunca tive resposta, chamei tantas vezes no chat e só tive “mensagem visualizada”, deixei recado e não tive retorno, confessei saudades e não fiz bem algum.
Mas no fundo acho genuína essa minha vontade de acertar.
Só que ela nunca pode ser maior que a vontade de viver, sendo que, viver é acertar e errar.
Tem coisas que eu falei que não fizeram tão bem quanto pensei.
Tiveram outras coisas que não quis falar mas que poderia curar.

Ouvi cada história louca e cada tipo de conselho que dou risada só de lembrar. É que acho engraçado como as pessoas tentam descobrir as respostas da nossa vida. Umas dizem “mas já passei por isso”, outras “é isso que você deve fazer”, mas a verdade é que ninguém sabe na verdade sobre o que deve ou não ser feito.
Não culpo ninguém além de mim mesmo. Eu expus algumas coisas da minha vida na tentativa de encontrar algum refúgio e alguma palavra que, sobretudo, acalmasse meu coração. Tive que arder os olhos de tanto chorar pra entender de uma vez por todas que ninguém pode me ajudar do jeito que eu quero ser ajudado, e mais do que isso, que eu não devo forçar com que as coisas passem, que as lembranças se apaguem e que saudade acabe.

Fui me deixando respirar.

Tem vezes que meu coração bate tão rápido que não me deixa respirar.
E esse é um problema. Pois a partir do momento em que nosso coração faz alguma coisa que atropele todas as outras, a gente deve repensar. É claro que não estou dizendo para não seguir o que o coração diz, pelo contrário, mas que é importante a gente saber listar as prioridades da nossa vida.

Amor é importante, mas viver é tudo.

É melhor ter uma noite de sono feliz do que viver em busca de um motivo feliz para ter uma noite de sono.

Ou seja, nem tudo que pensamos precisar, precisamos de fato.
Algumas vezes coloquei meus desejos e minhas vontades de ter a quem mandar mensagens de saudade na frente das minhas necessidades de viver.

Isso tudo tem a ver com a ansiedade de ver as coisas acontecendo!
E o nosso desejo de pisar no acelerador e viver tudo o mais rápido possível. De ver a dor passar, ver o tempo passar, ver a saudade acabar e tudo mais que for possível acelerar. Só que isso não faz tão bem assim. Pois indo pelo mesmo pensamento, o amor vai passar, o tesão vai acabar, a saudade não vai durar, a lição não vai ficar. E vamos vivendo um ciclo idiota sem fim correndo, ao mesmo tempo, atrás do que já temos, do que queremos e do que precisamos.

Por isso percebi que se eu reclamar não vai mudar.
Mas gosto de parar e repensar a minha vida até aqui.
É o jeito que encontrei de ficar mais perto de ter tudo o que eu sempre quis.
E dentro das vontades da vida,
sem receita certa, o que precisamos mesmo é ser feliz.
E tanto eu, quanto você, sabemos exatamente o que fazer nessa vida, não digo exatamente pra ser feliz, mas para evitar ser triste.
Isso já é um belo começo.

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MÚSICA: Confira agora o novo clipe do meu amigo Eric Matern da música que faz a trilha do texto de hoje: http://www.youtube.com/watch?v=WzN9GL57jqE

LIVRO: Mandem e-mail com endereço completo para umtravesseiroparadois@gmail.com para comprar o seu livro do Um Travesseiro Para Dois. Vou responder com detalhes sobre os próximos passos. Ok? =)

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Ninguém vai te ajudar, mas também, dane-se

Eu não falo por falar.
Se eu te falo que sei como se sente é porque eu já passei por algo parecido.
Mas entenda: não estou dizendo que o que tem vivido seja algo fácil de superar, muito pelo contrário, estou dizendo que sei bem como é, e que o esforço que a gente faz para conquistar todas as coisas que a gente quer, é o mesmo que a gente deve fazer para esquecer.

Eu não sou melhor que você nem distribuo mais sorrisos por aí.
Mas eu gosto de me colocar no seu lugar e pelo menos tentar entender o quão difícil pode ser pra você superar. Não garanto que vou conseguir te ajudar, não garanto que você vai conseguir esquecer assim, mas garanto que você não perde nada por tentar.

Tem dias que acordo me sentindo a pior das pessoas.
Meu cabelo fica rebelde, não gosto de nenhuma roupa pra vestir, mal consigo comer algo antes de sair de casa, o ônibus atrasa e quando chega vem lotado, enfim, mas todos esses gigantescos incômodos do dia a dia não chegam aos pés das vezes em que perdi horas de sono ao ficar pensando em saídas para coisas que eu simplesmente precisava deixar com que saíssem do mesmo jeito que entraram: naturalmente.

Acho que consigo te entender.
Nós queremos acelerar as coisas e fazer com que tudo que de ruim que estamos vivendo passe num piscar de olhos. É natural, ninguém gosta de sofrer. Só que a gente esquece do tempo que precisamos para conviver com as lições que a vida nos traz; lições que a gente só aprende no tempo certo e que nenhuma tentativa de atalho pra superar vai ajudar. A solução não está num copo de bebida ou numa cama de motel; a solução está no seu travesseiro.

Me desculpa sair falando assim sem parar, mas tem coisas que eu gosto de compartilhar.
Nossos problemas podem até não ser os piores do mundo, mas sempre serão os piores pra gente.
Tudo que pode parecer fazer sentido não significa que faça justiça. Ou seja, por mais clara que alguma ideia pareça na sua cabeça, não significa que ela vai se concretizar do jeito que você gostaria, ela vai se concretizar de um jeito que você precisa viver.

Não vivemos por viver, vivemos por merecer.

Não me leve a mal, mas não espere que te entendam.
As pessoas, em geral, não são muito pacientes e normalmente fazem qualquer coisa, menos se esforçar pra entender alguém. É que se colocar no lugar do outro cansa e “não se ganha nada em troca”. Por isso, pra começar, a melhor coisa a ser feita é não contar com ninguém. Pode parecer um pouco egoísta, eu sei, mas é melhor ver como uma forma de preservação.

Em um mundo onde pouco se ajuda, muito colabora quem não atrapalha.

E se tem uma coisa que a gente precisa nessa vida é da distância de pessoas que não ajudam. Faz bem ter com quem contar e ter pessoas reais para ajudar sempre que precisarmos, mas isso não deve ser uma premissa da vida, isso deve ser uma possibilidade.

Então, não tenta explicar para as pessoas o que você sente.
Não tenta transformar a saudade em algo simples de entender.
Não se preocupe em agradar, não se preocupe em ter compreensão.
Quem está do seu lado vai te ajudar sem que você peça ajuda.

Você não precisa ser melhor em nada mas precisa tenta fazer o melhor em tudo.

Espero de alguma maneira ter te ajudado.
Sou daquelas pessoas que você pode confiar de olhos fechados, mas também vou gostar caso me escolha pra ser quem vai te beijar de olhos fechados.

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ATENÇÃO pessoal de São Paulo:
Neste Sábado, às 17hs, farei uma sessão de autógrafos do meu primeiro livro, o “Um Travesseiro Para Dois”, no VÃO DO MASP, na Avenida Paulista. Tinha marcado no Starbucks da Alameda Santos, mas tive que mudar de última hora.
O livro custa R$ 32,00 e por favor, levem trocado para me ajudar, pois eu não terei troco =/

Obrigado à quem compareceu no último dia 14 no primeiro lançamento oficial! Foi muito legal e fiquei muito feliz em ver todos!

Até sábado! =)

#pra #você #é #muito #importante

Eu não sei se gosto mesmo de você.
Mas aos poucos tenho parado pra pensar se eu realmente gosto ou se é só uma carência na qual te escolhi pra me ajudar, seja lá qual for o motivo disso.

Pra me ajudar a ter certeza do que sinto, comecei a reparar na sua vida.

Vejo pela internet todas as coisas que você gosta de fazer.
Vejo o quanto é importante ter uma baladinha no fim de semana e ter uma foto bonita para postar falando “que comecem os trabalhos”, enquanto eu já fico feliz se alguém me chama pra comer esfiha ou pra andar de bike. Vejo que pra você faz diferença fotografar e postar a roupa nova que comprou, aparentemente valorizando qual marca é, já eu, eu nem lembro a última vez que comprei uma roupa nova e quando compro prefiro não mostrar pra não “cansar as pessoas”, pois quando a roupa é nova eu não paro de usar. Vejo que você gosta de mostrar onde vai, fazendo check-ins nos lugares mais descolados e eu mal sei falar a palavra “check-in”.

A primeira impressão só fica se a gente quiser.

Pensando nisso que eu tentei puxar assunto com você e te conhecer um pouco mais.
Lembro quando perguntei quais filmes gosta, você disse que filme é chato demais e que sente sono quando precisa ler legenda.
Eu não entendi muito bem, porque pela sua resposta, pareceu que me referi a filmes mega intelectuais, mas eu só comentei de filmes, se você gosta de ver, nada demais.

Te chamei pra jantar e você disse que isso era chique demais e que preferia um bar.

Eu ri porque a impressão que me deu é que te chamei pra jantar em um lugar chique que precisasse de uma roupa ainda mais chique, onde teríamos uma orquestra particular, garçons que falam duas línguas e a água custando R$ 9,00. Eu só te chamei pra comer: um pastel ou uma pizza, de um jeito ou de outro, é um jantar. Comer a noite é jantar.

Quando você respondeu que preferia um bar a minha cabeça deu um nó. É que fiquei em dúvida se eu estava sendo chato ou coxinha demais com os meus assuntos e convites.

É sempre melhor falar o que quer do que o que querem que seja dito.

Bem que eu poderia entrar na sua onda e falar sobre coisas normais só pra te agradar.
Eu poderia te chamar pra uma balada open qualquer coisa no fim de semana; eu poderia falar que tenho VIPs pro show do momento, sei lá, qualquer coisa do tipo. E não significa que estou te julgando, mas que, em tese, essas coisas são praticamente irrecusáveis e todo mundo tende a aceitar.

O meu problema não é o quão profundo sou, mas sim o quanto eu gosto de me aprofundar.

Se fosse pra eu me basear na sua beleza seria muito fácil.
Você está na categoria das pessoas que possuem uma beleza indiscutível e um corpo em dia, mas percebi que pra mim isso não quer dizer muita coisa não. Reparo mais no bom gosto no tênis do que no tamanho do seio.

Não lembro bem, mas a gente chegou no assunto de falar sobre o “futuro”.
Eu disse que não gostaria de parar de estudar e que quero me dar bem profissionalmente para comprar uma casa e poder viajar pelo mundo. Você disse que o seu foco é no #projetoverão e que está ansiosa pela viagem do carnaval que se aproxima.

Vai ver eu fui impreciso demais no que significa “futuro”.

A gente até vive sem oxigênio, mas sem interpretação de texto não dá.

Então o assunto morreu em um daqueles “a gente marca qualquer dia”, que claro, nunca vai chegar.

A nossa conversa me fez pensar nessa experiência que é conhecer um pouco mais de alguém.
Acho que me atraí bem mais pelo tipo de pessoa que você parecia ser do que pela pessoa que você realmente é. E isso não quer dizer que você é uma má pessoa, pelo contrário, mas sim que apesar das diferenças serem valiosas, não adianta a gente insistir em coisas que não vão nos trazer conforto. E só dá pra gente ter certeza disso quando a gente tenta.
Vai ver você me vê como um coxinha que só pensa em coisas cult, come em lugares chiques, ouve músicas que ninguém gosta, passa o fim de semana vendo filmes e coisas do tipo. Quando na verdade eu só gosto de conhecer mais coisas que as cotidianas, gosto de comer em lugares novos e que não sejam caros, ouço músicas que me tocam e não só as fáceis de decorar, passo o fim de semana vendo filmes e indo ao parque – quase sempre com meus amigos.
Mas não faz mal o que você pensa de mim, a verdade é que aparentemente a gente não ia se encaixar muito bem.

Nós dois tiramos fotos do pôr do sol, mas eu gosto de falar o que senti com a foto e você #gosta #de #mostrar #como #a #sua #foto #é #bonita.

As diferenças se completam mas também despertam.

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Faça um favor a si mesmo: poupe seu tempo

Não foi uma, nem duas,
nem três vezes que eu tentei, você sabe bem.
Foram muitas vezes que escolhi conversar ao invés de ver tudo acabar como acabou, mas a gente só deve insistir no que a gente acredita que vai conseguir, e você me fez crer que eu ia conseguir qualquer coisa, menos que a gente ficasse bem.

Por muito tempo eu tive certeza que de alguma maneira ia conseguir te convencer que levar as coisas do jeito que a gente levava não ia chegar a lugar nenhum, mas fui parando aos poucos. Fui parando de tentar e ao mesmo tempo eu começava a me afastar.

O esforço que fazemos para esquecer há de ser o mesmo que nos faz viver algo bom de novo.

Não quero dizer que consegui controlar o tempo e me obriguei a te apagar da minha vida, pelo contrário, mas eu tive uma ajuda na qual tenho à quem agradecer: você.
Foi você que me afastou de você.
Foi você que me jogou pra longe da sua vida de qualquer maneira.
Foi você que, até mesmo sem saber, me fez ver que eu errava enquanto insistia e nada acontecia, foi você que me deu um monte de dicas que não ia valer a pena ir atrás, tentar conversar e ficar bem. Foi sempre você.

Até que resolvi aceitar.
Resolvei aceitar que realmente ali era o fim.
Não ia adiantar querer insistir em algo que eu achava ser bom, mas que no fundo só me frustrava e me fazia sentir mal por me ver rastejando por você enquanto eu tinha tudo de você, menos a sua atenção.

E aí eu me perdi.
Pensei que tudo tinha acabado ali e que eu não era uma pessoa tão boa como eu pensava, pois não era justo passar pelo que eu estava passando. Muitas vezes me perguntei se eu lidava com a vida de um jeito certo ou se todas as vezes que pensei fazer algo certo eram todas as vezes que eu errava. Dei muitas voltas sem sair do lugar.

A melhor lição mora dentro da solidão.

Então, eu tive que sair de casa e ir para os mesmo lugares que a gente já foi um dia, eu tive que rever os filmes que a gente viu juntos, eu tive que te encontrar nos shows sem você estar lá, tive que dar risadas sem ninguém das mesmas coisas que a gente já riu um dia.

Eu tive que fazer muita coisa para conseguir fazer a principal delas: te deixar pra trás.

Eu não sei no que você se transformou, no que você ouviu, ou o que for enfim, no que aconteceu pra você agir assim, a verdade é que acho engraçado agora você agir como se nada tivesse acontecido.
Acho engraçado vir me chamar pra sair e perguntar sobre a minha vida.

Sua sorte é que ocupo com amor todo o espaço que seria do rancor.

E por isso eu ainda te respeito, respeito o amor que cultivei por nós dois, o que não significa que eu de novo te quero.
Por isso eu digo que não adianta vir me falar todas essas coisas, não adianta confessar saudade ou até mesmo apelar com os filmes que mais gosto, eu não vou ceder, e quer saber por quê?

Aprendi a te ver como qualquer um te vê e não mais como alguém impossível de esquecer.

E eu nunca pensei que isso aconteceria.
Eu não quero mais te ver, não quero mais saber da sua vida e das coisas que tem acontecido com você.
Também não te desejo mal, muito pelo contrário, não te desejo nada e na verdade até tenho que te agradecer, pois uma das coisas mais importantes que aprendi com você foi como eu devo valorizar meu tempo, portanto, o mesmo tempo que eu perderia te aceitando voltar eu ganho deixando com que coisas ainda melhores possam chegar.

E não se trata de ingratidão, não tem lugar pra raiva no meu coração.
É que a gente aprende devagar, mas uma hora aprende. A gente aprende na mesma velocidade que a gente chora e isso serve pra mostrar que é preciso valorizar cada gota de choro fazendo de cada segundo perdido, um novo segundo para ser vivido.

Não precisa mais se preocupar com a minha vida nem com a minha família.
Se tudo correu bem na medida do possível sem ter você, não teria porque ser diferente só porque agora você diz se arrepender.

Inclusive eu não tenho mais tempo,
tenho alguém para mandar todas aquelas mensagens que te mandei mas que nunca me respondeu.

Uma coisa é deixar o tempo passar,
outra coisa é deixar o tempo escorrer.

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ps2.: O livro “Um Travesseiro Para Dois” está mais perto do lançamento que podem imaginar!

Isso vai doer mais em você do que em mim

Sei que pode parecer conversa fiada,
mas eu não gostaria que fosse assim.
O que eu sinto não é ingratidão pelo teu sentimento por mim,
mas também não é o amor que eu gostaria de retribuir.
É que tem coisas que a gente simplesmente não controla. Isso é viver.
Bem que eu gostaria de poder apertar um botão para sentir ou não as coisas que eu bem entendesse, mas como sabemos, isso não é possível. E se fosse, me pergunto: até quando seria saudável para a minha própria vida?
Talvez se eu pudesse escolher o que sentir acabaria agradando algumas pessoas, mas eu não posso dizer o mesmo com relação à mim mesmo. E no fim, a gente tem que viver por nós, por mais egoísta que pareça.

Eu gosto de você.
Gosto do seu jeito comigo e do jeito que me faz dar risada, mas acho que a gente gosta de um jeito diferente um do outro. Eu jamais entraria na desculpa de achar que você gosta mais de mim do que eu de você, porque isso é uma bobagem. Por mais competitiva que essa vida possa ser, não tem como a gente medir a intensidade com o que o nosso coração sente as coisas, menos ainda, como o coração do outro sente as coisas. O que dá pra pensar é que gostamos muito um do outro só que não exatamente do mesmo jeito.

Eu também não quero pedir a sua amizade.
Não sei como vai ser daqui pra frente e de que maneira você vai encarar a novidade de eu não estar na mesma sintonia que você. Sério, eu não quero entrar em nenhum clichê de desculpinha fajuta só pra tentar suavizar as coisas entre nós dois.
Penso que se for pra gente se dar bem, que seja de um jeito que os dois se sintam felizes.

É injusto ser feliz sozinho.

Eu não sou uma má pessoa.
É que a sinceridade é o meu pior defeito.
Eu poderia procurar palavras para suavizar o efeito em você, mas acho que seria desonesto, porque na verdade eu só estaria encontrando uma maneira de desenhar um mundo menos verdadeiro, uma maneira de evitar com que você fique mal. Ao mesmo tempo, entenda, não que eu não esteja me importando com você, pelo contrário, mas prefiro falar as coisas como realmente são do que como elas poderiam ser.

As melhores palavras são as que merecemos ouvir, não as que gostaríamos.

É claro que você vai encontrar alguém legal.
Seria uma palhaçada sem tamanho falar que “vou torcer para você encontrar uma pessoa que te mereça e que valorize todo o seu sentimento!”, pois é claro que eu penso isso de você. Penso que essa história de falar essas coisas é só um joguinho de “foda-se, pelo menos não é comigo” onde as pessoas falam todas as coisas que elas odiariam ouvir. E onde está a verdade nisso? Não está porque não há. Isso não é gostar ou respeitar alguém, isso é humilhar.

Nós sabemos quando estamos fazendo cagada.
Então aquela conversa de “não quero que fique mal” é uma das mais retardadas que existem. Eu sei que vou virar as costas e você vai se sentir mal, eu não posso ignorar esse fato. Sei que vai levar um tempo até que consiga se recuperar e direcionar seu coração para outras coisas que não seja a possibilidade de nós dois. Faz parte.

Te falar isso tudo não significa que eu não me importo, significa que eu me importo exatamente por gostar de você. É que a sinceridade assusta e a verdade pode até machucar, mas no fim é sempre a escolha mais justa e sempre vai cicatrizar.
Também não comemoro que “tudo ficou claro entre nós”, mas há muito tempo que prefiro falar todas as coisas que sinto ao invés de encontrar maneiras de amenizar todas as coisa que eu sinto. A verdade vem do coração e ela indestrutível. Há muito tempo que prefiro fazer dos meus momentos inesquecíveis, seja no amor ou na dor, do que fazer destes mesmos momentos algo para usar de chacota ou vantagem depois ao falar: “ahhh, teve um dia que aconteceu isso e isso, mas aí eu falei isso e isso e resolveu” como se eu tivesse ganho alguma coisa e fosse super experiente. Não é bem é assim.
Quanto mais pensamos que sabemos das coisas, mas coisas temos que aprender.

Eu só te falo tudo isso exatamente desse jeito porque eu me coloco no seu lugar e tenho consciência de como deve ser esse momento pra você, apesar de cada pessoa reagir de uma maneira.

Eu só te falo todas essas coisas porque eu passei exatamente pelas mesmas coisas.
E não foi só uma vez. E talvez a última não tenha sido a última.
Por isso eu falo que logo mais vai passar e você vai ficar melhor, mas sem precisar mentir, reconheço que agora isso vai doer mais em você do que em mim.
Não preciso fingir, preciso te respeitar por eu gostar tanto de você do meu jeito.

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Seus pés são gelados, mas por mim tudo bem

Deixa chover lá fora, agora não importa.
Vamos deixar a chuva bater na janela antes da gente deitar.
Se você quiser, hoje eu deixo a conchinha começar de mim para você.
Vou ficar feliz se vez ou outra, assim no meio da noite,
você apontar que quer deitar no meu peito.

Deixa o mundo lá pra trás, pelo menos agora.
Da janela pra fora agora não importa.
Temos um ao outro aqui para falar sobre o que a gente gosta.
Podemos rir do passado ou podemos planejar o futuro,
qualquer coisa, desde que seja juntos.

Não fica com medo do escuro quando quiser ir ao banheiro.
Eu vou reclamar, mas você sabe que vou levantar para te acompanhar.
Você é assim mesmo e eu gosto da minha parte em aceitar o seu jeito.

Quando o edredom sair do seus pés no meio da noite,
eu deixo você pegar a minha parte para te cobrir.
Você não consegue dormir sem se mexer, você não consegue parar.
Você não consegue desligar e sonha tão alto que eu até consigo ouvir.

Por mim tudo bem a gente acordar para comer na madrugada.
Sabe como é né: nós fazemos as nossas próprias regras e
construímos a nossa própria felicidade.
Os bons costumes dizem que essas coisas não são elegantes,
mas o que eu acho elegante mesmo é você acordando amassada no travesseiro.

Você nunca percebe quando eu te fotografo no meio da noite.
E só eu sei o quanto me enrolo para disfarçar o flash.
É que eu gosto de registrar o jeito que você dorme,
para eu poder ver depois nos momentos que você não estiver comigo.

Seus pés são gelados mas por mim tudo bem.
Até porque eu só lembro disso quando uma das suas meias escapa.
Eu nunca fui atrás de nenhuma delas para você,
mas eu sempre tento te cobrir sem você perceber.

Quando você dorme ainda de maquiagem você reclama pra caramba.
Não gosta do jeito que acorda e eu dou risada,
pois nunca vi alguém falar que não acha bonitinho um panda.

Engraçado como a indiferença dói mas mesmo assim há quem não ligue.
Nós ignoramos o celular gritar para acordar e mesmo assim ele continua tocando.
E quando não é o meu, é o seu.

Você também reclama das suas imperfeições.
Diz que tem uma barriguinha a mais aqui,
diz que queria ter “mais peito” ali.
Mas por mim tudo bem.
Eu gosto da sua parte não perfeita,
pois pra quem esperava por alguém só pra conversar,
um barriguinha aqui ou “pouco peito” ali, não quer dizer nada.

E é mais ou menos isso o que acontece com a gente
antes, durante e depois de dormir.
Pensando bem,
talvez agora falando sobre isso faça algum sentido
toda vez que te elogio e você diz:
“obrigada, são seus olhos”.

São os meus olhos que veem a gente de um jeito nosso.

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