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Tem Tanta Coisa Te Esperando

Para! Para tudo, chega, dá um fim, acabou, ponto final!
E que em voz alta você diga: “Valeu passado, mas agora você vai continua sendo só passado, pois eu quero o presente, quero o agora, quero o amanhã!”
Faça a si mesmo um favor que ninguém será capaz de fazer: jogue fora o livro com todas as histórias que já viveu e trate de começar a escrever novas linhas. Quando? AGORA!

E que se exploda no meio do inferno quem chamar tudo isso de discurso de auto-ajuda, sermão, de filosofia, de moralismo, que seja, você não deve mais ter tempo para pensar em coisas que não te acrescentem em nada além do mínimo. Seus ouvidos só devem ouvir a música que te faz bem. A vida tem que ser no máximo, na maior velocidade! A não ser, claro, que você queira meias emoções, meias verdades, meios sorrisos e meios abraços. Como eu penso que você é uma pessoa inteligente, tenho certeza que vai dar um jeito de mudar esse teu pensamento, vai dar um jeito de enterrar essa lembrança e de acabar de uma vez por todas com qualquer vestígio de saudade que possa nascer.  É você no controle! É você na direção dos teus dias, é você quem dita as regras e escolhe qual curva fazer ou quando para para descansar no próximo Hotel.

Que a sua vida seja como o filme ou seriado que mais gosta, mas que você lembre do que é real, que veja o limite do surreal, que valorize mais o sangue que corre nas veias do  que as lágrimas que já desceram pelo rosto. Desceram, passou, acabou, morreu!

Não é por maldade é que realmente ninguém poderá mudar a sua vida no seu lugar partindo do princípio que estamos falando da sua vida e não de outra. Portanto, se você não colocar esse mundo pra girar na velocidade que tanto gosta, ninguém o fará.

Tem mais gente do seu lado do que você imagina, e caso você não consiga contar com ninguém, terá sempre a si próprio, algo que no caso, é a sua melhor companhia e há de ser o melhor e mais especial motivo para você comemorar no fim da tarde de uma sexta-feira qualquer. Na escassez de motivos-comuns, seja o seu próprio motivo.
Evidente que aqui não está sendo considerada a facilidade com que as coisas podem ser encaradas, mas imagino – e espero muito – que você não esteja pensando no quanto vai ser difícil dar um rumo na sua vida. Espero que perceba que o seu tempo deve ser melhor aproveitado vivendo e tentando do que temendo e desistindo.

Reserve um tempo para pensar em tudo que já viveu até hoje. Sendo pouco ou muito, não há problema, o exercício é o mesmo e só você vai encontrar saídas. Se o trabalho não te faz mais tão feliz ou se o amor não aparece, só você poderá fazer algo para mudar isso, e pense, pra quem não tem nada, poder fazer a própria parte, mínima que seja, pra dar uma mãozinha pro destino já é de grande vantagem, não é mesmo?

Que todas aquelas idiotas pessoas que já foram injustas com você sejam felizes, desde que seja em outro planeta desta galáxia. Você deve continuar desejando o bem à todos, só não precisa ver esse bem.

Para com essa teimosia e esse medo pelo que nem existe. Trate de mandar essa tal da mensagem, ouse, arrisque e ligue confessando saudade. Você tem o poder de mudar o seu dia, sua semana, mês, ano e vida, e não me custa nada aqui repetir: Ninguém fará isso por você! Ninguém vai chegar na sua frente e dizer: “Oi, vim mudar a sua vida!”

Se for pra sentir dor capaz de te fazer chorar, que chore com força capaz de inundar o rosto, agora, se for pra sorrir, se for pra dar a mão, se for pra ter um beijo que te faça sentir especial, que seja mil porcento, que marque a sua vida, que você faça com que não seja só mais um, e sim o 1.
É muita politicagem que somos forçados a engolir, muita gente se achando dono da verdade, muita gente achando que com um mesmo remédio se cura todas as doenças. Talvez seja a hora de mandar a merda esse monte de opinião sobre o que você faz ou deixa de fazer.

Vale pensar que quando for a hora da lágrima escorrer, só você vai poder limpar o rosto, agora, do mesmo modo, se for pro sorriso brotar ele também será só seu baseado em motivos que só devem fazer diferença pra você. É a sua vida, são os seus medos e realizações, são os seus dias, é a sua saudade.

E que você pelo menos tente encarar todos os dias como uma revolução, de fato. Que o café da manhã tenha algo que te faça sorrir logo cedo, que a ida ao trabalho ou aos estudos seja motivada pela sua vontade de ser alguém melhor amanhã, que o seu dia seja vivido recheado de superações e que você possa dormir a noite com a certeza de que o melhor tem sido feito. Aí vai ser só esperar o capricho da vida em te surpreender com exatamente aquilo que você precisa.

A vida te surpreende com o que você precisa e não com o que você quer.

Tenho Motivo, Mas Não Consigo Sentir Raiva de Você

Vem aqui vai, não precisa levantar agora. A gente quase não fica juntos, vamos ficar aqui mais um pouquinho aproveitando essa manhã de domingo. Deixa que a vida pode esperar um pouco lá fora e hoje o nosso almoço pode ser mais tarde.
Lembra no começo? Seus pais não deixavam de forma alguma que a gente dormisse juntos. Até parece que íamos tentar fazer alguma coisa com a presença deles, né? Tá, teve uma vez que tentamos e até deu certo, hahaha e devo assumir que a iniciativa foi minha. Mas vai me dizer que não gostou? Duvido!

Eu entendo eles. É complicado confiar rapidamente em uma pessoa que não se conhece, é até mesmo difícil confiar em quem a gente já conhece, né? Só que eles eram bobinhos no começo, pois o que eles nos impediam de fazer a gente fazia escondido, o que a propósito, era ainda mais divertido. É aquele negócio de tapar o sol com a peneira. Acho que vou entender quando eu tiver meus filhos. Ou melhor, quando tivermos os nossos.

Eu fico tão feliz quando chega as nossas noites de sábado só pra eu viver as nossas manhãs de domingo. Quando a gente morar juntos, uma hora dessas eu vou ser obrigado a te deixar na cama pra dar uma volta com um dos 3 cachorrinhos que vamos ter, tudo bem? Mas pode ficar tranquila que enquanto essa fase não chega, eu não me importo de passar horas passando a mão no seu cabelo falando sem parar.

Apesar de já fazer um tempo, a ideia de dormir na sua casa é meio nova pra mim e eu sempre me assusto quando acordo e vejo que não estou em casa. Acho meio deselegante eu acordar muito tarde sendo que não estou em casa, sei lá, é um respeito que tenho com seus pais, mesmo agora depois de ter conquistado a confiança deles. Penso que a confiança há de ser conquistada e comprovada todos os dias. Por isso que tem que vezes que saio da cama do nada em manhãs como as de hoje.
É que eu vou na cozinha deixar claro que acordei e que estou a disposição caso queiram que eu vá até a padaria comprar uns pãezinhos pra todo mundo. Eu definitivamente não brinco quando digo que a sua família se tornou a minha segunda. Geralmente seu pai não gosta muito da ideia, e gentil embora seco, me diz: “Não precisa, obrigado, ela já acordou?” E faço uso da inteligência e entendo que essa pergunta significa que eu devo deixá-lo a vontade e voltar para o seu quarto.

Abro a porta devagar, te vejo tomando posse da cama por completo e muitas vezes me sento ali perto do computador só pra ficar te olhando. Você não faz a menor ideia de como é bonita dormindo. Solta um sorriso aqui outro ali, faz uns barulhos estranhos debaixo do edredom nos quais acho que não devo dar mais detalhes (você faz sim! rs), isso tudo quando não se enrosca no edredom. É engraçado e lindo.
Enquanto te olho nas manhãs de domingo tenho cada vez mais certeza que quero ter essa imagem para sempre na minha vida, sabe? E que se dane quem acha exagero e quem desacredita no “pra sempre”, gente que pensa assim, na minha opinião, precisa de mais amor na vida e amor à vida.

Dizem que eu sou amor demais, mas na verdade acho que as pessoas que tem sido amor de menos. Dizem que é extraordinária a forma que eu falo de você e eu pergunto se existe uma forma menos importante pra se falar que gosta de alguém. Eu posso sim achar muita coisa mais bonita que o normal, mas todo mundo poderia fazer isso a partir do momento que se confessa gostar de alguém. Eu não aparento que gosto, não finjo, não me limito, não tenho medo de ser brega ou o que for. Eu gosto, é incontrolável.

Me desculpa por eu falar tanto? Que horas são?
Não é nem meio-dia ainda, tudo bem. Ouvi seu pai lavando o carro e o cheiro de algo gostoso que a sua mãe está preparando está invadindo o quarto. Tentador!
E deixa eu perguntar, tem planos de algo pra gente fazer hoje?
Responde, não faz charminho.
Heim?
Hey, não acredito que você dormiu de novo!
Não consigo ter raiva ao te ver com parte do cabelo sobre o seu rosto.

A Fila Corre e Eu Comemoro

Teve uma hora que não tive dúvidas de que esse ano seria o pior da minha vida. Já fazia um tempo que andava meio desmotivado com meu trabalho, mas isso até que dava pra levar. Eu só não contava com o mundo ficando de cabeça pra baixo da noite pro dia. É até meio difícil de lembrar agora como foi… No entanto, fugir do que vivi não vai apagar da minha história, né? Foi assim, eu estava construindo uma história muito especial com uma pessoa, até então, muito especial também. Tudo corria bem e os planos pareciam cada vez mais reais.

Vai ver foi exatamente aí onde nasceu o erro, quando as coisas ficaram sérias demais e ficamos sem tempo pra sonhar. Vai saber.

A gente vivia bem e eu não me importava em gritar pro mundo o quanto eu gostava dessa pessoa. Cheguei ao ponto de colocar uma foto nossa no meu perfil pessoal nas redes sociais. Sabe aquela coisa de gente incontrolavelmente apaixonada? Blergh, “apaixonada” é uma palavra muito estranha, mas enfim, coube aqui.

O tempo foi passando, e mais do que sentimento, dediquei dinheiro em algo que pra mim parecia muito honesto e definitivamente sincero – não vem ao caso explicar no que, mas aí o mundo girou e caprichosamente tudo mudou. Na verdade, você mudou e tudo, absolutamente tudo que estávamos caminhando para construir ruiu. Literalmente ruiu.

Olha, não foi fácil não. E só eu sei tudo o que se passava na minha cabeça toda manhã no metrô indo para o trabalho. Lembro bem de como foi ter que trocar a tal foto do perfil e ter que de uma vez enterrar aquela lembrança. Minha última pá de areia nessa história toda foi algo que está na minha pele e vai ficar comigo pra sempre, algo que representa um sentimento que gritou em mim e que hoje me guia onde quer que eu vá.

Demorou, mas eu renasci e escolhi viver de novo. Eu me permiti ser feliz outra vez.

E no lugar onde eu menos esperava e contava com alguma mudança, você apareceu. Eu nem quero entrar em detalhes de como aconteceu, só quero deixar claro o quanto você me faz bem e também quero dizer que você nunca vai entender o quanto é sério quando digo que apareceu em minha vida no momento em que eu mais precisava de um refúgio pra encarar tudo que estava por vir. Sei que é meio clichê e que no começo é sempre assim “ah, você é incrível”, “ah, que bom que apareceu” e etc. Só que assim, por favor, entenda e acredite, eu não brinco quando digo que você mudou completamente a minha vida.
E hoje eu comemoro nossa volta pra casa depois de um dia longo de trabalho. Hoje te espero na saída pra gente andar de mãos dadas no metrô das 19h.

Você trouxe de volta pra minha vida toda aquela vontade de viver que pensei ter perdido meses atrás. Em pensar que considerei a possibilidade de abrir mão de tudo e fugir sozinho… Só depois consegui entender que se eu sofri em todos aqueles momentos que passei, é por quê eu tinha que me preparar para te encontrar, eu tinha que estar pronto para encontrar uma pessoa pronta pra mim, sobretudo, diante de tanta coisa ruim que me aconteceu, eu tinha que me permitir recomeçar e foi exatamente isso que você me inspirou a fazer. Sem dizer muita coisa, só com o teu jeito que eu sinceramente nunca tinha reparado assim, digamos, de uma forma especial. Você conseguiu chamar a minha atenção sem precisar fazer isso, sabe? Talvez seja aquilo que dizem de “destino escrito”, né? Sei lá, é até engraçado começar a pensar no por quê das coisas terem acontecido, sendo que o que importa de verdade é que aconteceu e que hoje eu posso dizer estou vivendo uma felicidade inédita.

Você está me ajudando a viver diferente. E é tanta coisa boa que temos vivido e que eu tenho pensado pra nós, que olha, eu não consigo me lembrar da vida antes da sua presença.
Hoje eu sou melhor e a tendência, com a sua ajuda, é que eu seja ainda mais. Prometo que se depender de mim você não vai precisar mais procurar um novo motivo pra te inspirar ser feliz. Eu quero ser o seu único para o resto das nossas vidas.

É que teve uma hora que não tive dúvidas de que esse ano seria o pior da minha vida.
Aí você apareceu.
E então comecei a gostar da ideia de me surpreender com essa tal vida.

A Partir de Agora, Sou Eu

Fiz questão de guardar algumas das fotos que tiramos juntos. Não é nada de especial com relação a você, é que eu gosto de me lembrar das coisas boas que já vivi. Procuro, com muito esforço, transformar qualquer lembrança ruim em algo que me acrescente positivamente.
Desde que ousei em tentar traduzir a dor da saudade em algo que me servisse de lição, comecei a respirar melhor o ar dessa cidade. Muito embora, é bem verdade, vez ou outra me vejo asfixiado diante da sua presença involuntária; vez ou outra sinto a sua mão na minha perna no banco do ônibus. Entendo que tudo isso faz parte do processo de cicatrização, tudo isso faz parte.

Se eu tivesse a oportunidade de te ver de novo, certamente algumas coisas eu não deixaria de falar.
Só que, pensando bem, eu não quero te ver de novo e não é nada contra você, é que simplesmente não preciso. Estou dia após dia seguindo com a minha vida, e ter sua presença de volta de alguma forma só vai me atrapalhar, afinal, eu nunca menti quando disse que não queria que terminássemos, quando chorei na sua frente, quando não, pelo telefone, te pedindo e quase implorando pra pensar direito sobre o que estava fazendo com você, comigo e com a gente. Não foi fácil e palavra nenhuma descreve o que eu passei. O que eu, felizmente, já passei.

A sua lembrança é o suficiente de presença em minha vida.

E é por isso que eu brindo sem ninguém andando pelas ruas por aí. Brindo o amor que sinto por mim mesmo, o quanto eu gosto de mim. Comemoro a maior lição que aprendi com a nossa história: Eu jamais posso gostar de alguém mais do que de mim mesmo. No entanto, é claro que entre uma fala e outra, num auge da sensibilidade, a gente até pode soltar um “gosta mais de você do que de mim mesmo”, isso faz parte, faz parte como o tão esperado dia do “eu te amo”. Há ingredientes que precisam ser colocados na receita de um relacionamento para que ele dê certo, contudo, é preciso lembrar o peso de cada um deles, e eu aprendi muito bem a dosar tudo que eu falo e demonstro. Isso não significa que mudei e me tornei mais calculista, pelo contrário, anseio pelo dia de ter um novo amor confesso, quero dizer que isso faz parte de um amadurecimento, de uma defesa, de uma certeza de quem eu sou. Como diz um escritor que gosto: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem”.

Vivo por uma vida sem excessos, mas respeito a exceção dos excessos de vida.

Olha, foram incontáveis às vezes em que faltou eu clicar no “enviar” para te mandar uma mensagem de saudade. Outras muitas vezes eu dei um toque no telefone só pra ouvir o teu “alô”. Já teve vezes também que tentei forjar um encontro você, já que eu sabia dos teus horários. Era tudo desespero. Eram tentativas pra te fazer entender o tamanho do amor que eu sentia, a força que ele tinha e o valor que eu esperava que desse. Só que foi tudo ao contrário, e novamente, não te culpo por isso. Vivíamos em páginas diferentes de uma mesma história.

Reciclei tudo que ouvi de muita gente, de nichos diferentes, pessoas que você conhece, outras que não, para formar uma opinião oficial sobre o que eu penso do que é o meu amor. Às vezes que me pego infantil lendo o horóscopo procurando algum tipo de refúgio e também, por quê não, alguma previsão de quando o coração vai acelerar novamente, são só vezes em que percebo o quanto de amor tenho a oferecer. Isso se aplica também que me vejo protagonista dos mais melosos refrões. E se eu pensar por esse lado, é absolutamente justo alguém que faça por merecer todo esse meu sentimento. É por isso que eu não beijo outras bocas aos sábados, que não me rendo a encantos recheados de intenções maliciosas. É por isso que estou aqui, seguindo em frente e vivendo a melhor fase da minha vida.

Hoje estou vivendo os dias da forma que eu sempre sonhei. Consigo me planejar, desenho meus sonhos, construo minhas felicidades, divido com quem é capaz de me fazer derramar uma lágrima de sorriso e não por dor. Hoje, eu sou melhor, muito melhor e a tendência, custe o que custar, aconteça o que acontecer, é que eu fique melhor ainda amanhã. Nessas horas me vem a boca um gosto ansioso pelo amanhã que está por vir.

Talvez a gente se encontre de novo em uma livraria qualquer, aí a gente se esbarra com livros nas mãos, deixamos tudo cair, nos abaixamos ao mesmo tempo, nos olhamos e então percebemos quem nos tornamos.

Talvez não.
E eu não vou achar problema.

Faça Um Favor a Si Mesmo

Gente que valoriza mais uma briga do que um noite de conchinha. Quantas milhares?
Vejo tanta valorização de problema e banalização das coisas boas que às vezes me sufoca e me pego enlouquecendo sozinho.

Eu não entendo a briga de um casal no telefone por uma mensagem não respondida, enquanto tem gente em todos os lados querendo um par pra ser um casal, com mensagem respondida ou não. Não entendo por quê o ciúmes sobressai diante de todas as coisas, por quê é tão incontrolável a ponto de matar todo o tempo brigando, ao invés de ser vivido sendo feliz. É um raciocínio teórico, mas, tendo em vista que toda prática parte de uma teoria, sugiro a reflexão.

Você aí, para de ser tão chata, para de ser tão insuportável assim com ele! E você, para de ser tão ridículo e tão insensível com ela.

Da mesma maneira que somos urgentes em querer que as coisas aconteçam, devemos também ser urgentes para resolver problemas, para valorizar o agora, para dizer que ama, para dizer que não gosta mais ou para dizer que sente saudade.

É muita desinteligência ir dormir com o clima de briga-não-resolvida. Não acho possível viver um dia inteiro, para resolver este problema só no próximo dia a noite, e olhe lá. É que as pessoas são nervosas, não gostam de falar de cabeça quente, né? E se o problema for justamente o motivo de estar com a cabeça quente? Nem sempre o motivo de toda aquela briga é algo que realmente valha uma conversa.

Um relacionamento significa ceder. Às vezes estamos certos, outras não e outras só podemos deixar de lado pois não vale nem o julgamento.
Somos uma plantação de problemas. Quando a lavoura parece fraca, a gente faz questão de plantar alguma coisa aqui ou ali, que seja reclamar no por quê do amarelo ser tão amarelo, entende? A impressão que dá é que a tranquilidade incomoda e o bom mesmo é quando o bicho pega. Me diz, pra quê?

“Ah, mas que mentira, claro que não, bom é quando tá tudo bem ué” você deve estar dizendo aí. Ok, agora vem cá, tenta lembrar das últimas vezes que discutiu com a pessoa que gosta, agora, pense nos motivos da discussão. Perceba ali em cima o que dissemos sobre urgência. Tente se lembrar se foi você que correu atrás ou você esperou que a pessoa viesse.

“Ah, mas eu sempre corro, toda vez sou eu quem faz isso!” E isso é motivo de chateação? Ora, burra é a pessoa que não valoriza a sua atitude, talvez o problema seja ela. Se você, honestamente, for sempre quem corre atrás e tenta resolver, entenda, só felicidade te espera. Agora, se você tem aquela merda de orgulho e prefere esperar que façam algo pra você, sugiro que resolva todos os problemas saltando do viaduto mais próximo.

Em nenhum momento aqui estamos discutindo a facilidade das coisas. É um raciocínio sobre o que devemos ou não fazer e sobre o que fazem ou não pela gente.

“Ah meu, mas é muita coisa envolvida né, e falando assim até parece fácil, mas só quem vive sabe o que é”. É né, muita coisa envolvida, e também é muita coisa boa envolvida pra ser vivida das formas mais fáceis que existem. Pra sempre vou bater na tecla do “dê peso ao que merece ter peso”, ao “destorce esse nariz e manda essa mensagem”, ao “enquanto você espera que façam algo, tem gente fazendo no teu lugar”. São situações genéricas, e que por serem justamente isso, são facilmente aplicadas em qualquer pessoa, inclusive em você que leu tudo isso até aqui.

Se ninguém nunca te estendeu a mão, faz de conta que esse texto serve pra isso, eu quero te ajudar. Quero que acalme-se e pense nas cagadas que fala e faz, na sua falta de atitude em resolver as coisas, na sua esperança infantil e vã para que as pessoas façam algo por você.

Você aí, não perca outra noite sono e não ganhe uma fatura gorda de telefone polemizando explicações na madrugada, faça algo que realmente solucione. Menos “É culpa sua”, mais “Vamos ficar bem?”.

E você aí, não chore por um amor que não tem, mexa-se, saia de casa, vista sua melhor roupa, chame seus amigos, saia sem ninguém, encontre um jeito e vá atrás das oportunidades, respeitando e considerando as possibilidades. Exija menos e viva mais.

No fim, em qualquer situação, o ideal é menos teoria e mais prática, por favor.

Depois Não Diga Que Eu Não Tentei

Dias desses finalmente parei pra pensar.
Foi em uma corriqueira viagem de ônibus voltando pra casa. Abri mão de um delicioso livro que tenho lido ou de uma porção de minutos divertidos dedicados ao celular e parei pra pensar e analisar como eu estava me comportando ultimamente. Depois de um tempo de dor instantânea provocada por algumas malditas lembranças, cheguei a conclusão que eu estava errando demais. O lado bom é que os erros são reversíveis.
Voltando para as coisas que pensei até cansar de pensar, a principal delas é você. Parece que eu sentia medo de te colocar na lista de pendências da minha vida, vai ver era uma tentativa de defesa por medo de sofrer. Vai saber.

Só que eu esgotei feito gota em fim de chuva.

Vamos pelo início: você não fez nada pra mim. Esse é o início, meio e fim.
É exatamente esse motivo que me fez cansar de você, e se fosse eu no seu lugar, penso que seria interessante brindarmos esse acontecimento, pois pior seria eu pegar nojo do seu rosto e do seu nome e numa circunstância dessas tudo seria muito mais desastroso e definitivo. A verdade é que você me cansou pelo teu jeito de ser. Pelo menos comigo.
Não lembro de outra vez nessa vida em que fui tão paciente quanto todas as vezes em que conversamos. Sem entender muito bem o por quê – só sabendo que eu queria fazer – fui uma, duas, três, 100 vezes, falar com você e te fazer convites para que valorizasse a sua vida.

“Vamos sair?”, “Ah, não vai dar”, “Vamos ao show tal?”, “Ah, vai acabar tarde”, “Por quê não me respondeu a mensagem?”, “Ah, desculpa, esqueci”.

Só que agora eu nem quero mais e acho importante escancarar meu ponto de vista para que de repente, se existir ainda algum resto de inteligência na sua cabeça, que não repita essas mesmas coisas com uma pessoa nova, pois eu, ah, eu, já falei ali, eu cansei de você, só que eu gosto tanto de você que ainda sou capaz de te apontar tudo que me fez desistir.

Sabe, muitas das nossas tristezas são provocadas pela gente mesmo.
Eu fiquei tanto tempo procurando resposta pelo teu jeito indiferente – e que você jura ser coisa da minha cabeça – que acabei vivendo momentos em que sem pestanejar eu apertaria o botão delete na minha vida. Gostaria mesmo de esquecer, no entanto, se não fosse tudo o que você me faz passar, eu não estaria hoje aqui com essa força pra te olhar nos olhos e dizer que você não faz a menor ideia do que perdeu sem sequer ter tentado, você só vai se dar conta quando se ver relendo todas as minhas mensagens no seu celular, e sabe onde eu vou estar quando essa hora chegar? Eu também não sei, só sei que vai ser longe de você e a culpa disso é só sua.

Você foi covarde com o teu coração, foi covarde comigo, covarde com o que eu sinto. Apesar que agora, parando pra pensar e me colocando em seu lugar, começo a ver sentido em toda a sua displicência comigo. Acho que eu não me encaixo no padrão que você gosta, não faço parte da futilidade que te atrai, não uso de artifícios baixos só pra chamar a sua atenção, tipo aquele monte de gente que você gosta. Pronto, vendo por essa lado, nem eu no seu lugar me importaria em aceitar um convite pra sair, que seja pra dar uma volta no parque.

Eu não cheguei a te falar o que eu sinto e você não se deu a oportunidade de viver os melhores momentos da sua vida. É claro que eu não posso garantir que seria como imagino, mas do contrário, garanto que eu não mediria esforços pra te ver bem acima de tudo, e isso, entenda e coloque na sua cabeça, ninguém nunca vai se esforçar mais do que eu queria.

Parece que estou supervalorizando tudo isso, né? Vamos usar a prática então. Acontece que eu cansei do teu jeito de fingir gostar de mim, dos teus elogios prontos nos quais nunca se deu o trabalho de falar de outra maneira. Cansei de correr atrás de você pra te ver, pra saber se está bem, cansei de te convidar pra lugares que de repente você nunca vai visitar na vida, e são em situações como essas que eu fico com raiva, pois não me entra na cabeça o fato de existir gente tão burra como você.

A felicidade é uma soma de oportunidades. Pode ser uma só vez, por de ser trinta delas, mas em todas, a felicidade sincera, real e inédita pode ser vivida. Só que tem gente que não gosta de aproveitar.
Tipo você.

O lado bom é que os erros são reversíveis, neste caso, os meus erros. Dessa vez preferi não virar, mas sim, rasgar a página e pretendo não ser assim na minha próxima.

Te Espero na Roda Gigante

Ê tempo, tempo que passa devagar quando a gente quer que ele corra, que passa depressa quando queremos que demore. Tempo que é inconstante e acima de tudo incontrolável. Tempo severo, que tem horas que tortura, tem outras que alivia. E acima do tempo, estamos nós, eu, você, todos nós, correndo atrás ou na frente do tempo.

É que temos muita ansiedade também, né? A gente não gosta de esperar. Esse negócio de esperar não está com nada! O tempo que a gente perde esperando poderíamos estar aproveitando fazendo, né? É. E não é. Quem pode ter certeza, né? Coloque uma dose de café e temos aí assunto pra uma noite inteira.

Uma noite inteira.
Tem horas que o que bate não é nem saudade, é uma dor de angústia de querer viver uma noite inteira. Ter uma noite felizmente não dormida, celebrando alguns seriados na TV ou algumas revelações na madruga. Uma noite inteira para brindar um ao outro. Todo mundo quer. Eu, você, nós.

E nós, como ficamos nessa história?
Alguns dizem que nós temos que esperar, dizem que temos que fazer por onde, dizem que devemos relaxar, só que tudo é dito pra quem não precisa ouvir. A gente até entende, mas o problema não são ouvidos, é aquele músculo involuntário, também conhecido como coração, que nos mantém vivo. Quero ver alguém convencê-lo desse monte de teoria.

Ter que convencer alguém.
Que coisa mais complicada de se fazer. As pessoas se sufocam nos próprios sentimentos, na própria vontade de fazer com que as coisas aconteçam. As pessoas, repito, eu, você, nós. A gente se enrosca nas palavras de amor, nas palavras de despedida, nas palavras de talvez. Somos um liquidificador de sentimentos. Somos um furacão onde queremos tudo ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo, não queremos nada, onde amanhã amamos e depois de amanhã detestamos. A gente quer convencer alguém que o que sentimos é real e único, queremos deixar claro sobre o quanto gostamos, queremos deixar claro sobre o quanto não estamos gostando mais. Queremos ouvir uma declaração de alguém que talvez ouvirá uma despedida nossa. Abraçamos as possibilidades. “Não tem problema se terminar amanhã, mas fica comigo hoje!”, nos entregamos à submissão da incerteza. Certamente somos uma incerteza. “Continue comigo nesta dança, se caso for, repito a música”, passeamos com a esperança de que algo aconteça, no entanto, com a certeza de que faremos que o amanhã seja especial.

E o amanhã.
Que saudade do amanhã que já tivemos um dia, que ansiedade pelo amanhã que queremos ter, que raiva do amanhã que não chega, que dor pelo amanhã que já chegou.

E chegou o dia de revelar as fotografias.
Criamos álbuns para materializar sentimentos. “Olha que sorriso lindo era o seu naquele dia!” suspira aquele que ama à quem deseja dividir os próximos dias. E a beleza está aí, não na revelação das fotos, mas nos resultados e nos comentários a seguir. A beleza está aí, em toda célula que podemos oferecer.

Isso tudo somos nós, eu, você e nós. Somos uma ferida não cicatrizada, uma ferida ainda não acontecida.
E a verdade suprema é que a gente quer ter alguém pra dizer coisas ao pé do ouvido. Alguém pra suar as mãos dadas num calor ao meio-dia, alguém pra achar graça na travesseia da faixa de pedestres, alguém pra se arriscar na cozinha, pra dizer que ganhamos peso, alguém pra nos ajudar no provador de roupas. Nós queremos alguém, nós, eu, você, nós.

No fim, no fim de tudo mesmo, no fim de todas as fases, nós só queremos alguém.
Nós, eu, você, nós.
Ê tempo.

Quando o Inesperado é o que Torna Especial

Fazia um tempo que a gente não se via, e apesar disso, lembro de todos os detalhes da última vez, lembro até que roupa você usava, onde estávamos e o que falamos. Não que eu seja louco a ponto de guardar tudo na minha cabeça, mas é automático, gosto de quando minha memória funciona e guarda coisas pra lembrar depois, muito embora, é bem verdade, há coisas que eu simplesmente gostaria de não ter vivido, imagina então ter na lembrança. Mas enfim, é algo que eu tenho que saber lidar.

Nem me passava pela cabeça a próxima vez que a gente ia se ver, não por nada especial, é que a gente estava meio distante, só via as coisas que você postava na internet e você as minhas, a gente se falava quando tinha alguma novidade ou quando um dos dois “sumia” por muito tempo. Nunca fizemos planos, nem marcamos data, nossa convivência beira uma amizade natural e simples com alguns momentos de plus, confesso.

Só sei que de última hora deu na telha que a gente combinou de sair. Postei na internet que eu queria ir num show x e você comentou dizendo que também queria ir mas estava com muita preguiça. Te chamei pra conversar particularmente e consegui te convencer pra gente ir juntos.
Combinamos de eu te pegar as 19h mas foi as 19h30 que eu cheguei acompanhado de algumas mensagens suas de “Atrasadinhooooo!”, boazinha, tranquila, mas com uma pitada de impaciência em ter que esperar.

Cheguei e vi que você estava na porta do condomínio. Estava bonita, lembro de ter te elogiado enquanto abria a porta do carro pra você.
Durante o percurso conversamos sobre amenidades, coisas corriqueiras do dia-dia. Você  me contou como estava seu trabalho e eu como estava o meu. A gente sempre se dá muito bem.

Chegamos no lugar do show, alguns amigos presentes e a gente ficou o tempo todo meio perto um do outro, acho automático, afinal, viemos juntos, não faria sentido eu me deslocar tanto, nem você.
Os shows foram acontecendo até que um certo momento uma coisa aconteceu entre a gente e vivíamos então um novo episódio da nossa “história”. Nos permitimos viver um ao outro e um beijo selou esse momento.
Decidimos ir embora, já era meio tarde e estávamos cansados.
No caminho, mais uma porção de conversa sobre a vida até chegarmos na sua casa. Em frente a portaria, nos despedindo, você me disse “Quer beber alguma coisa? Aí você aproveita e conhece minha casa nova”. “Ah, legal, tudo bem!” respondi prontamente.

Já no elevador até chegar em seu apartamento, tentei e consegui te roubar um beijo ou outro no melhor estilho reality show, sendo vigiados pelas câmeras de segurança.
Antes de entrar você me sugeriu que eu falasse o mais baixo possível pois seus pais estavam em casa. Nessa hora, sinceramente, eu pensei em me jogar da janela mais próxima, afinal, eu não sabia que eles estavam lá, esqueci de perguntar quando aceitei o convite, e se eu soubesse, bom, se eu soubesse, acho que eu aceitaria da mesma maneira. A mesma oportunidade raramente acontece uma segunda vez.

Entramos, você acendeu um abajour da luz da sala e me convidou para ir ao terraço ver a vista. É uma paisagem urbana, repleta de prédios e indústrias, mas tem lá sua beleza e eu achei bonito, talvez pelos acontecimentos daquela noite até ali. Mal sabia eu.
Sentamos no sofá e veio sua cachorrinha incrivelmente em silêncio – como se soubesse que estávamos ali – pedir mimo. Brincamos com ela uns 2 minutos até cruzarmos nossos olhares. A partir daí…
Bom, a partir daí voltamos a nos beijar. Enrosquei meus dedos no seu cabelo e te trouxe pra perto de mim. Você subiu em meu colo e o seu peso natural pressionava meu corpo contra o sofá causando uma sensação incrivelmente boa. “Xiiiu”, você me alertava pra gente manter o silêncio. Nessas horas minha cabeça rodava porque eu pensava no que estávamos fazendo, na tal “aventura” que estávamos enfrentando, sem nos importar com  seus pais, sua irmã, sua cachorra, vizinhos, nada. E olha, quer saber? A sensação era muito boa!

Entre os milhares, longos e intensos beijos você me indicou que queria parar pra fazer uma coisa. Saiu de mim e virou-se para o lado. “Acho que assim fica mais divertido!”, me disse acendendo a lareira. Em pensar que a uma hora dessas era pra eu estar em casa me preparando para dormir… Demais!
Acendeu o bastante para que nossos corpos criassem sombras. O bastante para, literalmente, incendiar ainda mais aquele momento.
Voltou para mim e dessa vez me orientou a deitar no sofá. Deitando em mim, arranhava meu peito por de baixo da camiseta enquanto eu já totalmente rendido àquele momento puxava seu cabelo para trás demonstrando que eu estava ali 100%. O clima realmente estava esquentado no sofá, a certa altura eu já estava sem a minha camiseta e o misto daquele momento, com o ingrediente de ser você, da saudade que estava de você, da surpresa como tudo estava acontecendo e com o os seus pais em ca… SEUS PAIS! “Meu Deus, olha ali rapidinho!” Tive que interromper pra te mostrar que uma luz havia acendido no quarto que você disse que era deles. Ficamos parados, intactos esperando o que ia acontecer e naquele momento eu já mandava beijos pra minha mãe pois eu tinha certeza que daquele andar eu seria jogado pelo seu pai.
Então a luz apagou e conseguimos ouvir: “Tomar remédio essa hora é sempre muito chato”, era sua mãe reclamando.
Nos olhamos, rimos e sem falarmos uma palavra nos beijamos de novo e de novo. A partir desse momento, com esse auge de medo/adrenalina perdi minhas estribeiras. Tirei sua blusinha e ficamos os dois sem a parte de cima de nossas roupas. Te levantei andamos pela sala nos beijando, esbarrando nos móveis. Fomos pro terraço. Sentei em uma das cadeiras e você sentou em mim, com os cabelos caindo no rosto, beijava o seu pescoço enquanto tentava abrir o tão misterioso sutiã. Até que consegui e fui tirando suas alças, uma de cada vez. Despi um dos seios e o beijava delicada e intensamente enquanto com uma mão abaixava a alça do outro. Nós já estávamos totalmente envolvidos àquele momento e não nos importamos com o terraço, com as janelas vizinhas, com os vizinhos de condomínio, só importava nós dois. Tirei seu sutiã por completo e me perdi em seus seios, delicados, cheirosos, sensíveis. Beijava e aplicava micro mordidas. Você despencava a cabeça para trás demonstrando estar gostando. E eu continuava, mordia, apertava, lambia, mordia de novo. Então você nos levantou e entramos na sala novamente, eu andando de costas sendo guiado por você que parecia estar certa de onde iríamos naquele momento. Os dois de olhos fechados, lareira acesa, eu sem camiseta, você sem sutiã. Até que entramos no banheiro e eu só me dei conta pela força da luz, mas não falei nada e deixei ver onde ia dar. Me empurrou contra a parede, deixou só a luz do espelho acesa – você adora o ingrediente meia-luz – veio beijando cada célula do meu rosto, pescoço, percorrendo o peito, descendo para a barriga. Tirou meu cinto com força, desabotoou e abriu o zíper da minha calça enquanto a retirava de mim. Fiquei de cueca. Beijava minha coxa, minha virilha enquanto com uma mão me arranhava a perna e com a outra o peito. Naquele momento entendi quando lá no terraço você deixou a cabeça para trás. Fiz o mesmo contra a parede quando subitamente tirou minha cueca. E então eu estava ali entregue à você. Minhas costas na parede fria, na minha frente suór e você prazerosamente fora de si. Beijava, apertava com as mãos, revezando uma a outra toda a minha região mais sensível. Inevitavelmente olhei pra baixo na ansiedade de ver se o que estava acontecendo era real, então você, com a boca delicadamente ocupada, me olhou e deu uma piscada que foi capaz de me incendiar por dentro.
Te ergui e dessa vez fui além, entrei com você dentro do box. Estiquei seus braços na parede e segurei deixando claro que eu iria comandar a partir dali. Você, inteligente, entendeu e não manifestou reação. Então desci seu peito, beijando seus seios, fiz um tempo em sua barriga enquanto lentamente abria a sua calça. Percebendo o que fiz, você deu uma pequena e fatal rebolada para facilitar a calça cair. E deu certo. Me levantei para o seu rosto para matar a saudade do seu beijo. Você tentou me tocar e novamente segurei seus braços. Desci, lentamente mordendo a lateral da sua calcinha, a retirei. Então. Então. Então. Dei os meus mais delicados e intensos beijos e mordidas e lambidas circulares naquele que é lugar mais sensível do seu corpo. Senti seu corpo arrepiar. Segurava seus joelhos e já sem poder controlar suas mãos, notei que vez ou outro puxava meu cabelo, quando não, batia na parede do banheiro até que ligou o chuveiro. Ali era a gente, entregues um ao outro, despidos e embaixo d’água, tudo estava incrível demais, até que:

“Tomando banho uma hora dessas?”

Era seu pai perguntando lá de fora. Um balde não, ali foi um caminhão de água fria na minha cabeça.

“É pai, estou cansada, qual o problema? Vai dormir” respondeu.
“Ah, sim, tudo bem, durma cedo, boa noite”, ele se despediu.

Entre um riso e outro, ficamos um tempo no banheiro, o suficiente para ele voltar a deitar.
“Vamos fazer o seguinte!” você anunciou sem dizer o quê, me dando uma toalha e pegando outra. Abriu a porta do banheiro e eu fiz uma mímica do tipo “Você tá louca?” e você me pediu silêncio com o dedo indicador. Me puxou pelo braço e me levou.

Era o seu quarto. Entramos, fechou a porta e então. E então. Praticamente rasgamos nossas toalhas tamanho o envolvimento, nos jogamos na cama a zero luz. Sem mais nada que pudesse atrapalhar, notei que você deu uma volta na chave da porta depois que fechou.
Jogados na cama, nos enroscando nos lençois, instantaneamente te senti em meu colo delicadamente. Nos tornamos um. Que noite! QUE NOITE! Eu só conseguia falar em silêncio isso, QUE NOITE! Começou a se movimentar em cima de mim, forte, forte, MUITO FORTE, vez ou outra se debruçava em mim encostando os seios no meu peito. Eu já não sabia se era água do chuveiro ou suór tudo o que estava entre a gente. Só sabia que era bom, era ótimo, era demais! Segurei em seu quadril e direcionei os movimentos, cima baixo, cima baixo, cima baixo, estamos entregue àquele momento mais do que nunca antes naquela noite. Aí você saiu e se virou para cama me puxando para cima. Entendi o recado e me fiz presente. Afastei suas pernas e lentamente me aproximei de você. Diferente da hora do box, deixei seus braços livres, para vivermos um momento livre e vivermos como quiséssemos. Então, novamente, nos juntamos e nos tornamos um, mas dessa vez eu estava no controle. Fisicamente no controle e sentimentalmente descontrolado. Iniciei os movimentos de frente e trás, enquanto você optou por entrelaçar suas pernas em minhas costas. Aumentei a força, mais força e você pedia mais, começou a gemer, forte e pra evitar barulho, mordia um lençol, mas eu não parava, eu não queria parar, você não queria que eu parasse, era o nosso momento, poderia não acontecer nunca mais, a gente queria viver aquilo, era nosso, era só nosso.
Me aproximei para o seu rosto escondendo algum cabelo atrás da orelha. Que rosto lindo! Nos beijávamos enquanto vivíamos aquilo lá de uma forma muito especial. Que noite, QUE NOITE!
Me sugeriu que sentasse na borda da cama, obedeci, veio de costas contra mim e sentou em meu colo… E sentou em meu colo… E então você sentou em meu colo… Desabei na cama enquanto você se fazia proprietária de todo aquele momento naquela atitude. Eu só via suas costas, suas desenhadas costas. Você não parava, era um prazer tão incontrolável que eu tinha vontade de rasgar o lençol, que sensação incrível! E o mais especial de tudo era saber que era com você.
Continuou e continuou até ter um logo e sonoro suspiro…
Um longo e sonoro suspiro…
Um longo e sonoro…
Um longo e…
Um longo…
Um…
Desabou então sobre meu peito com o corpo ainda tremendo. Nós dois cansados, exaustos, molhados, incendiados… Que noite, que momento. O que eu estava vivendo? O que era tudo aquilo? Era real mesmo? Eu ia acordar e perceber que só sonhei? A gente nem ia sair, te convenci e olha onde eu parei.
Não tínhamos mais força pra nada, tudo que eu conseguia fazer era alguma porção de carinho no seu rosto que eu nem conseguia ver, afinal, vivemos tudo aquilo no seu quarto. Sem luz.
Só sei que nos rendemos a exaustão e ali adormecemos. Fui embora antes das 5, pra que ninguém me visse, corri pra secar o chão da casa e me certifiquei que a lareira tinha apagado. Não sei se você vai lembrar, mas chegamos a nos despedir e lembro que te falei:

“Oi, vou sair antes que seus pais me encontrem aqui, mas eu queria te dizer que essa foi a melhor noite da minha vida, fica bem e me liga amanhã. E ah, adorei sua casa nova!”
E você falou:
“Obrigada por hoje, estava com saudades e foi realmente muito incrível! Te ligo”.

“Você não sabe o que aconteceu! Minha mãe achou meu sutiã no terraço e me perguntou o que ele estava fazendo ali, só sei que eu desconversei hahaha, que noite!”

Foi a SMS que você me mandou horas depois.

Bem que Eu Gostaria que Fosse Brincadeira

Pronto.
Agora estou me vendo no TOP 3 situações mais complicadas da minha vida. Não sei o que fazer – como se fosse novidade, né? – não sei o que falar, se é que devo falar algo, não sei se devo sumir, se devo enfrentar, se devo relevar. Em pensar que o que eu queria era só ter alguém pra dividir o edredom num sábado a noite.
Voltando ao começo de tudo. Até que eu me interessei muito por alguém. Senti como nunca antes que se eu fizesse algum esforço as coisas poderiam mudar e uma linda história começaria a ser escrita. Você me fez pensar assim, sem fazer nada de muito especial a não ser sendo quem você é.

Foi por você e não por quem você é que eu me interessei.

Ah se eu te contasse. Se eu te contasse todos os pensamentos infantis que eu desenhei na minha cabeça você certamente iria rir de mim. Rir com aquele sorriso que só você tem.
O negócio é que eu não esperava gostar de você assim dessa maneira, tanto, a ponto de me fazer perder algumas valiosas horas de sono e alguns outros momentos importantes do meu dia. Acha que é fácil ficar pensando em uma pessoa um dia todo? Não é mole não, e se for, eu tenho a maior fraqueza e não sei lidar com isso.

Mas o problema não é gostar de você, mas sim, saber que outra pessoa também gosta. E mais, conhecer essa pessoa que gosta de você e como se não pudesse piorar, eu ainda me dou muito bem com essa pessoa.
É Vida, você poderia ser mais fácil, mas caprichosamente  fez com que as coisas fossem assim, né? Não é uma queixa, é uma constatação.

Conclusão: Gosto de você e conheço quem também gosta.

Eu poderia voltar para a minha vida antes de você aparecer. Eu não estava tão feliz, mas também não tinha motivos pra me preocupar. Hoje sou protagonista de uma história onde não sei se encaro e respeito o que eu sinto, se respeito o que essa outra pessoa sente, se ignoro tudo e sumo, enfim, eu não sei muito bem o que fazer.

Eu só sei que quero te ver bem, de qualquer maneira, comigo ou não. E se pra eu te ver feliz for necessário abrir mão do que sinto por você, eu faço isso. Não vai ser esforço pra mim, também não vou comemorar, mas vou ter alívio ao saber que você está sinceramente feliz ao lado de alguém que eu sei – e como sei – que gosta de verdade de você. Amanhã eu conheço um novo motivo para o meu coração acelerar novamente e tudo volta ao normal, e você, você vai ser só uma aventura não vivida, um arco-íris não visto, um dia de sol na sombra.

Eu não lembrava mais como é essa história de gostar de alguém, sabe? Estou me sentindo na época da escola, onde vivi várias paixonites que não passaram de paixonites, até por quê ninguém nunca soube do que eu sentia. Sempre procurei me reservar e não escancarar meu sentimentos. Perdi algum tempo sendo assim, mas ganhei cedo uma visão inédita e valiosa do que é gostar de alguém.

O problema é que eu gosto de você.
E você nem sabe disso.
Você já me fez sofrer sem nem saber o que eu sinto. E não é culpa sua, claro, não é de ninguém, eu sofro em silêncio, sofro ao falar de você com aquela outra pessoa que também gosta de você. Olha, não é nada confortável, não é nada interessante.

Eu não sei muito bem como isso tudo vai se resolver, só sei que de um jeito ou de outro, quero muito que você alcance toda a felicidade que eu imagino. Mesmo não sabendo que um dia alguém gostou de você e abriu mão do próprio sentimento só pra te facilitar as coisas e te ver feliz mais rápido.

Tudo Bem, A Gente Faz Isso Na Semana Que Vem

Será que são em fases na vida como a que estou vivendo que a gente entende e o verdadeiro valor das coisas? Porque olha, se não for, eu não imagino outra situação. Eu sou um exemplo de que é possível dar valor a algo sem precisar perder.
Se a gente guardar cada momento especial vivido lá dentro do coração, é sim possível que dar valor e ter ainda por perto.

A vontade de ser feliz está diretamente relacionada ao seu esforço em não deixar partir.

A gente se dá tão bem. Nossas conversas pelo telefone duram o bastante para eu me assustar quando chega a conta no fim do mês. Nossas trocas de mensagens já me forçaram pedir para que ninguém mais me enviasse mensagem, só pra eu ter espaço para guardar as suas. “Eu não gosto muito de escrever, me liga, é mais fácil” é o que respondo quando me dizem “Te mando uma mensagem!”.

É que a gente mora longe né. Mas não longe o bastante para eu pensar menos em você e também não é nada capaz de sequer arranhar o meu sentimento e a minha vontade de ter de novo, de novo e de novo.
Já vivi algumas histórias antes de você, mas nunca aprendi tanto quanto agora na que vivemos. Todos os dias são lições. Todo dia eu entendo o que é gostar de alguém, o que se esforçar pra ter alguém, o que é tentar resolver na hora, o que é aprender a lidar com dificuldades incontroláveis, o que é lidar com a mais forte dor da saudade, o que é lidar com a ausência física, e sobretudo, todo dia aprendo que o importante é ter no coração, que ao alcance dos olhos é especial, mas dentro do coração é valioso.

Na certeza cega, um dos olhos é o amor e o outro é o valor.

Falto morrer de saudade quando você dá o último tchau e cai a fica que só nos veremos no próximo fim de semana. Não sei se já te contei, mas acho que ninguém no mundo sabe mais dos feriados do que eu. Risquei todos os dias a mais que teremos no ano, o que pra mim significa todos os nossos novos momentos especiais que estão por vir.

Sempre me perguntam como eu aguento manter um relacionamento com uma pessoa que mora longe. E eu sempre respondo que também não sei, só sei que eu sinto algo muito forte que supera qualquer dificuldade, e mais, que transforma toda e qualquer dificuldade em incentivo para viver novos dias. Tem gente que entende e acha bonito, tem gente que me sentencia por loucura, enquanto isso eu continuo sentindo.

Pode parecer fácil lidar com isso falando assim, né? É claro que não é. Gostaria de poder correr na sua casa depois de um dia de stress, gostaria de ver algumas peças de teatro que só passam na semana, gostaria de tanta coisa que a distância dificulta. Mas não é problema. A nossa história nasceu assim e nós dois sabíamos das consequências. Só que repito, não é problema.

Será que faz sentido agora quando eu digo que só aprendo com a gente? Que perto da nossa, todas as outras histórias que vivi foram só histórias? Eu nunca pensei que passaria por isso, mas nunca pensei também que seria tão importante para a minha vida, para o meu crescimento como pessoa, para a minha visão das coisas. Gostar de alguém, ter esse alguém mas não poder tocar esse alguém da forma que a gente gostaria. Quem gostaria de viver isso? Só que a gente não escolhe o futuro e no meu estava você.

E mesmo de longe, todo dia eu te agradeço em pensamento por estar na minha vida.

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