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Agora Vamos Falar de Coisa Boa?

Olha, devo te dizer que pensei que seria difícil, mas não tanto quanto realmente foi.
Esse negócio de ter que virar a página não é o que a gente pode chamar de algo fácil. E tudo fica ainda pior quando aparece um monte de gente falando o que a gente deve ou não fazer, tipo, um monte de gente se achando dono da verdade. É, não é mole não.

É exatamente na dificuldade que a gente encontra a possibilidade.

Explico.
Pra quem, como eu, chegou a pensar que a saída seria mudar de casa, de país, de planeta, sei lá, pra saber se ia conseguir ter de volta bons dias de paz, até que consegui superar com certa velocidade.

É na dor que a gente sente que mora a força da superação.

Então dá pra pensar que: sofrer faz bem.
Que loucura, né? É. É mesmo.
É que a dor rima com amor, que por isso, se faz justo que façamos da dor alguma lição pra fazer a gente sentir amor de novo. Para pra pensar: até que faz sentido.

Por isso eu te larguei.
É, eu te deixei, de uma vez por todas.
E o quanto eu venho tentando fazer isso…
Essa vida de ser refém da saudade não tá com nada e nunca me trouxe nada mais que um monte de lembrança que eu quero esquecer.

Depois que comecei a pensar assim, comecei a entender melhor.
Vou te falar que até sinto uma raiva de mim, sabe?
É que eu me dediquei igual idiota muito pensando nessas de “quem sabe agora”, “vou fazer melhor”, “vou fazer os gostos” e etc, sem perceber que eu até poderia fazer bem pra você, mas no fim das contas jamais estaria fazendo bem a mim mesmo.

Se o tapa não arder a lição não foi aprendida.

Eu nunca ouvi falar de alguém que tenha superado sorrindo.
Eu tive que comer o tal do pão que o diabo amassou pra poder chegar aqui e ter grandeza pra te dizer: quero que se exploda.
Entenda, eu realmente não te desejo mal, não desejo mal pra ninguém nesse mundo, só que aconteça o que acontecer com você eu realmente não quero estar perto pra presenciar.

E quer saber? Eu não me arrependo, na verdade, nem chego perto de pensar nisso.
Vou te dizer a diferença entre nós dois: eu nunca menti ao te dizer o que eu sentia, já você, você sempre fez questão de tudo, menos de me dar alguma segurança sobre o que a gente vivia. E do contrário, pensava que uma noite de sexo me compraria.

Agora deu.
Pra quem vê de fora pode até parecer um exagero me ver falando desse jeito, mas sabe o que eu penso dessas pessoas? Que elas se explodam juntinho de você <3, pois ninguém estava no meu lugar pra sentir o que só eu sei que senti com o jeito que você me tratava, com as coisas que me falava e em como vinha com discurso de “confia em mim” que eu sempre acreditei. Então, eu estou me lixando para o que pensam sobre mim.

Não precisa fazer esforço pra me esquecer, pois quem não consegue lembrar de você sou eu.

É uma pena, sério, uma pena.
Fico triste em ter um sentimento bom transformado em algo absolutamente ridículo. Em outras palavras, fico mal por um dia ter te falado tudo o que te falei e hoje sentir nojo do que você se tornou. Ou do que você sempre foi, vai saber.

As coisas não andam tão bem assim pra mim ainda.
Eu ainda demoro um pouco pra dormir e acordo num horário que eu não gostaria; vez ou outra te encontro nos perfumes de alguém no metrô e nos refrões de algumas músicas, só que isso tudo faz parte, né?

Você vai me ver em todos os lugares que tentar me esconder.

Estarei exatamente lá: no beijo que te fará lembrar de mim e na risada gostosa de se ouvir.

Deixa eu te falar uma coisa.
Tem um negócio nessa nossa vida que se chama: reciprocidade. Essa palavra bonita significa algo do tipo: fazer aqui, receber ali. E isso é aplicado em tudo. Vai ver ninguém tenha te apresentado essa palavra ainda, – e aliás, pelo menos comigo você raramente entendeu – mas funciona assim: o destino também é recíproco com a gente. Apesar da gente não ter controle sobre ele, nós somos responsáveis pelas escolhas que fazemos para viver este destino. Parando de filosofar, o que eu quero dizer é que você vai receber c-a-d-a segundo que me faz passar, dos bons até os, digamos, horrorosos.

Não é questão de fazer algo pensando em algo em troca, mas sim, de fazer algo exatamente do jeito que gostariam que fizessem com a gente.

Eu não quero estar ao seu lado pra ver nada.
Eu não quero saber de nada sobre a sua vida. Sobre a sua família, eu desejo o bem.

Pode acontecer que tudo mude, é verdade.
Você pode aparecer amanhã com um monte de argumento pra tentar me convencer que a gente pode tentar de novo, você pode aparecer com a roupa que eu mais gosto, pode aparecer com os convites mais irrecusáveis, mas entenda, eu já não consigo nem ouvir seu nome.
Você pode querer voltar.
O tempo vai passar e com ele você “pensar melhor” e finalmente rever todas as merdas que me disse e o quanto isso me fez mal, mas sabe o quanto isso vai adiantar? DE NADA.

Entenda que não sou extremista a ponto de dizer que dessa água nunca beberei, mas estamos falando aqui sobre amor-próprio, sobre ter alguém que realmente mereça o que a gente sente, sobre como é bom poder dizer que há sinceridade e comprometimento.

Em tudo isso aqui, desde o começo, estamos falando sobre coisa boa, não sobre você.

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Me Avisa Quando a Minha Voz Ficar Fininha?

Ri devagarzinho e olha pro lado colocando a mão no meu cabelo.
Diz que está feliz e e diz também que não quer que acabe.
E assim a gente vai vivendo, sabe?

Vou fazendo de mim alguém que te faça feliz.

E não dá muito pra gente ver como vai ser no fim, mas dá pra gente pensar que se a gente conseguir manter a sinceridade, a cumplicidade e a vontade de se ver, a tendência é que as coisas continuem exatamente como estão: cada dia melhor.

Vem cá e me fala do teu passado sem precisar olhar pro lado.

É importante pra mim saber que você não estava vivendo uma fase tão feliz assim; é importante pra mim saber que você também errou mas que também tentou até não poder mais.
Gosto de quando se vê no espelho e reclama imperfeição. Do meu jeito, tento te convencer que você sendo exatamente assim como é, já me faz um bem danado e me faz querer ficar cada minuto um pouco mais do seu lado.

Eu amo o seu beijo, mas gosto mesmo é da carinha que você faz depois. Como você solta um riso meio de canto de boca e me puxa deixando claro que quer mais um beijo. Aí seu cabelo fica entre a nossa boca como se soubesse que ali está acontecendo algo gostoso.

Todas as frases feitas que já li e os mais bonitos filmes que assisti não são clichês o bastante para me convencer de que consigo te convencer sobre o quanto você é especial.

Me desculpa por vez ou outra falar do meu passado e com isso relembrar outros abraços? Não me leve a mal, é só uma questão natural de equilibrar os momentos que já vivi, os que vivo e os que eu ainda quero viver. Com você.
Eu não procuro em você coisas que encontrei em outra pessoa, na verdade eu não procuro nada, eu só me faço presente pra sentir se você consegue entender quando eu digo que se pra mim fosse brincadeira, eu não faria tudo o que eu faço. Em outras palavras, não estou querendo nada de você além da sensibilidade de valorizar meus esforços pelos seus gostos. Não é submissão, é motivação.

Eu não sei cantar muito bem os refrões que você mais gosta, mas gosto do fato de você ter pelo menos refrões para gostar. É claro que toda pessoa tem refrões preferidos, mas poucas assimilam a força que cada palavrinha faz em nosso ouvido.

Pouco a pouco consigo sentir que com você eu tenho um mundo inteiro pra conhecer. Você me mostrou que eu gosto de mão na nuca e que mordidinhas fazem bem. Só depois de você que eu vi um motivo realmente convincente para perder uma noite de sono… Mas isso é outra história.

Fico curioso quando diz que falou de mim para as suas amigas.
Eu não sou parecido com o galã da novela das 8, mas tenho minhas dúvidas se ele te acharia tão bonita de moletom do mesmo jeito que eu acho. Será que você conta isso para as suas amigas? Fico com receio de parecer infantil demais ou de parecer que forço ser do jeito que eu sou, quando o que eu mais quero é mostrar que as exceções são bem-vindas. Essa minha curiosidade toda não deve ser obedecida, pois nem tudo que conversa eu preciso saber. Imagina a minha cara ao saber que contou para as suas amigas que choro nos filmes da TV?

Tá, eu tô brincando, pode contar o que quiser para quem quiser, desde que me conte depois enquanto coloca parte do cabelo atrás das orelhas antes de falar,;desde que me deixe deitar no teu ombro e dar uma mordida aqui e outra ali no seu pescoço enquanto fala.

Talvez tudo acabe, né?
Não vai ser legal não mais ter que passar pela sua rua e nem receber suas mensagens de carinho gratuito. Mantenho essa consciência para me preservar e para entender que por melhor que a nossa história possa ser, ela sempre pode melhorar ainda mais; que por mais divertido que seja quando a gente se encontra, sempre pode ser ainda mais.

Ainda não consegui explicar, mas acho que agora dá pra entender porque gosto tanto quando você ri devagarzinho e olha pro lado colocando a mão no meu cabelo.
Só me avisa quando a minha voz ficar fininha?
É que quando essa hora chegar vai ser quando eu vou poder te dar corações de pelúcia, daqueles bregas das lojas de 1,99, vai ser quando eu vou ter certeza que a felicidade chegou e não vou ter medo do amanhã, nem de dizer que sinto saudade.

Sabe fininha? Falando igual neném? Então.

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Falar Demais Pode Ser Algo Bom Demais

A gente nunca sabe das coisas como imaginamos.
Tem coisa que está na nossa cara e a gente vai e: ignora.
Mas essas imperfeições é o que fazem da gente pessoas melhores, pois depois de cada vez que a gente se engana nasce uma oportunidade pra gente ver diferente, parar, pensar e concluir que é hora de mudar.

Eu já me evitei demais.
Eu já pensei muitas vezes antes de fazer as coisas que eu sentia.

Mas aí eu resolvi mudar o jeito de ver.
É que eu sempre me preocupei por não ter certeza de que meus esforços por alguém seriam reconhecidos ou se seriam motivos de cansaço. Sabe aquela coisa da gente se sentir grude e tal? E pior, sabe quando dizem que a gente está sendo grude? Então, eu sempre tive medo de ser. E por isso acabava pisando no freio das minhas vontades.

O tempo me fez ver que eu posso ser tudo que eu quero ser.

E coisas como uma mudança de pensamento e uma ousadia a mais, fazem com que eu me sinta alguém menos limitado e menos fraco.
Por isso estou aqui pra te falar essas coisas, que até podem não fazer tanto sentido pra você, mas que demorei muito tempo pra ter certeza de que você seria alguém pra eu tentar ser de novo quem eu sempre gostei de ser.

É que agora eu penso menos e vivo mais.

É bem estranho ter que explicar uma mudança da gente, sabe? Até porquê pode parecer algo superficial demais pra quem vê de fora ou pode parecer algo forçado demais para essas mesmas pessoas, mas a verdade é que eu mudei e não foi por ninguém, foi por mim mesmo.

As coisas só mudam pra melhor quando a gente toma alguma atitude para isso, do contrário, elas só mudam, e muitas vezes para pior.

Eu gosto de estar por perto e dizer que sinto saudade.
Em pensar que já me preocupei em saber se a minha confissão de saudade seria interpretada como algo real ou como alguma forma de apelo, alguma forma de só “querer ver de novo”. Pode parecer que tenho mania de filosofar demais sobre os sentimentos, e na verdade, parece não, eu faço isso mesmo. É que eu gosto de ver com olhos diferentes as mesmas formas de sentir. E falando nisso, pra mim é fácil lembrar de alguns “eu amo você” que cantaram nos meus ouvidos, sendo que dias depois eu sequer ouvia mais a voz da pessoa. Então, esse meu tipo de raciocínio sobre o que eu sinto faz sentido para eu não me machucar.

Pensar no que a gente sente não evita sofrimento mas conforta o sentimento.

Isso significa que pensar em tudo que eu já senti e tudo o que já disseram sentir por mim, faz com que eu saiba lidar uma pouco mais com essa mudança de sensações que a gente vive a cada novo começo, a cada novo sim, a cada novo beijo.

Hoje eu só quero a paz de poder dizer que o que sinto é verdade sem ser julgado por isso.

Por isso, agora eu gosto de te falar sobre como é bom te ver bem, sobre como me faz bem te ver contente por me ver, sobre como eu faço questão de te deixar claro o quanto você me deixa bem por valorizar o jeito que eu sou.

Teve gente que não entendeu quando eu dizia sentir amor.
Engraçado que isso eu também nunca entendi e nem por isso comecei a falar menos.
Mas essas pessoas me fizeram sentir medo até do sentimento mais bonito que eu já senti na vida. Que coisa louca, né?

O que mais tem é gente pra dizer que o que sentimos é exagero, como se elas soubessem o que é sentir algo exageradamente verdadeiro.
Eis aqui a mudança de ponto de vista.

Se para outras bocas que já passaram por você a meta era te despir e te fazer instrumento de prazer, pra mim é ver o branco do seu sorriso e o meu próprio reflexo no teu olhar. Se sentir bem com alguém é brega mesmo e não tenho vergonha disso.

É que hoje eu não me evito mais e assim vivo mais.
Embora em outras ocasiões eu tenha mesmo me precipitado pensando que existia algo quando na verdade só eu achava isso, hoje minha vida até pode continuar da mesma maneira, mas o que muda é a forma com que eu sinto prazer por isso. Se o que me trazia angústia era a falta do ♥ no fim da SMS, hoje eu mando menos SMS e vejo mais pessoalmente.

Vai ver a nossa vida nunca muda nada, é só a gente que começa a viver a mesma vida de um jeito diferente.

Então, no fim das contas eu continuo com os mesmos medos, inclusive aquele de me expor demais e falar demais o que eu sinto, só que agora eu penso que falar o que eu sinto pode ser algo bom demais pra alguém.

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Digamos Que é Uma Delícia

É bom, né?
E como é bom. É tão bom que nem dá pra explicar direito.
Fazer sexo, fazer amor, tão logo, fazer sexo com amor é tão bom que nem dá pra explicar direito.
Só que a gente precisa respeitar a nossa vida antes de sair por aí achando que “é a hora certa”. Tudo bem que não há uma certa, tipo: “Daqui a 1 mês vai rolar”, porque aí pode acontecer na próxima meia hora. Mas é importante ter consciência de que se tudo tem sua hora, a primeira vez de momentos como esse nos quais a gente vai lembrar pra sempre, também tem a sua.

Mas que é bom, ah isso é.
O descompromissado tem o seu fetiche.
Aquele negócio inesperado que isenta a gente de ficar com remorso depois ou com o sentimento de ter que fazer algo, algum agrado, sei lá, alguma coisa. Aquele que a gente faz quando dá na telha, que a gente faz só por ouvir o corpo gritando, que a gente faz no primeiro encontro (qual o problema?), ou até mesmo quando é organizado e a gente consegue marcar os detalhes, dia, hora e lugar. Faz bem para o corpo, faz bem para a saúde e para a alma. A gente fica mais leve e acima de tudo mais felizes, pois nos divertirmos sem arrependimentos.

Já o compromissado, aquele de fazer parte do dia a dia, que a gente também faz com o coração, consegue ser tão bom quanto. É que ali estamos depositando muitos outros sentimentos além dos convencionais e sensoriais. Ali a gente olha no olho e pensa no depois. É tão bom fazer bem a alguém, né? Poder rechear esses momentos com algumas palavras que moram lá no coração e a gente solta assim meio sem querer só por estar sentindo com mais força que o normal.

Em ambos, há muitas coisas em comum. Primeiro porque são relativamente a mesma coisa.
Bom mesmo é quando para os envolvidos há o pensamento de que tem que ser um momento histórico e não só essa de “mais uma vez”. O limite é imposto pelos dois. São os envolvidos que determinam até onde o negócio pode fluir.
Nesse cenário, é muito bem vindo aquele puxão de cabelo torcendo a cabeça pra cima ou aquele arranhão nas costas que em qualquer outro momento da vida é horrível, mas ali é liberado, bem como o olhar dentro dos olhos falando mais do que qualquer outra palavra. Também é bem-vindo saber demonstrar o que sente, demonstrar um ao outro que há um prazer ali no meio, saber convencer de que está sendo bom, delicioso e mais que isso, de que está sendo especial.

Não deve existir preciosismos.
Se as imperfeições corporais não devem ser nunca consideradas, muito menos em momentos de sexo, de amor ou de sexo com amor. O foco é um só: ter um momento incrível e não ser egoísta, ou seja, proporcionar prazer da mesma maneira com que está sentindo, pois ali um completa o outro, um está fazendo do outro seu atalho para o clímax do corpo, para os momentos em que o corpo se queima em sensações. Não há cartilha, não há manual. O jeito com que as coisas acontecem é desenhado por quem está envolvido, o importante mesmo é fazer com vontade. Ninguém é perfeito em nada, muito menos nisso, então a saída é fazer com que os pontos positivos sobressaiam os negativos.

Sexo é dar um tapa – aquele tapa! – sem pedir permissão. E depois, dar outro. E outro.
Amor também.
Embora normalmente seja praticado como uma coisa diferente da outra, ambas se completam.
Não é porque o sexo é casual que se deve fazê-lo de um jeito casual. É claro que dá pra colocar amor ali no meio. Não precisa falar “eu te amo” mas é importante fazer com se tivesse esperando uma declaração dessas, em outras palavras, se amor é o melhor sentimento que temos, no sexo a gente tem que de usá-lo de uma maneira que represente o melhor que somos. Direto e reto: dá muito bem pra morder, puxar o cabelo, arranhar o corpo, gritar, falar sacanagens e tudo que tem direito, com amor. Até porque, se o outro não for convencido de que o que vai acontecer é bom, pode esquecer, nada vai acontecer. Para tal, nada mais justo que a sinceridade, nada mais justo que se esforçar em fazer daquele momento nu o melhor da vida de cada um.

Amor é cuidar dos preparativos, é fazer carinho com uma mão a mais, é deitar no peito depois.
Sexo também.
As mesmas surpresas do sexo casual podem ser vividas dentro de uma relação estável.
Qualquer lugar pode se tornar cenário para um carinho inusitado, uma proposta deliciosamente indecente e uma atitude escandalosamente inesperada. É a busca pelo nosso prazer e por proporcionar prazer ao outro que importa.

Sexo não é brincadeira.
Fazer amor muito menos.
Por isso que não se deve ridicularizar quando acontece. É um momento onde os envolvidos expõem toda a própria intimidade, – muitas vezes nunca exposta – onde um conhece ao outro em detalhes, sente ao outro por inteiro, e só isso já é motivo de ser valorizado como algo profundamente especial.

Pode parecer meio confuso até aqui, mas é justamente isso que é: impossível definir. Só que dá muito bem pra gente nortear algumas coisas e traçar algumas importâncias.
Não há dúvida de que o respeito também mora dentro do sexo. Infelizmente muitas pessoas ainda tratam esse assunto com chacota e isso só deprecia ainda mais este que deveria ser um dos momentos mais cruciais da vida de qualquer pessoa. O cara que não conseguiu funcionar como o esperado, a garota que não gemia, alguém que não topava alguma loucura, são exemplos de coisas que podem acontecer com qualquer pessoa, só que mais do que transformar isso em piada, pode ser transformado em algo que a pessoa possa trabalhar para melhorar. Muitas vezes não dá certo pela tensão, muitas vezes é insegurança do próprio corpo, muitas vezes é só uma sede de dar prazer ao outro que acaba desfocando o próprio prazer. Mas como a gente pode esperar compreensão e empenho de um mundo sexualmente egoísta onde o cara que faz sexo com várias mulheres é homem de verdade e a mulher é vadia? Mas isso é tema para outro momento.

A gente sabe quando está gostoso quando a gente fica fora do ar. Tem também o tal do suór, a força que praticamente rasga o edredom, a cama que fica desmontada, a sensação ao ver outro corpo ali entregue.
E muitas fatores influenciam um momento como esse.
Tem gente que não tem a beleza que a sociedade exige, mas tem o sex appeal que a sociedade não consegue ver. Tem gente que não é sexy, mas tem beleza que excita. Tem gente que não tem o corpo sarado, mas sabe usar muito bem o corpo que tem.
Tem gente de todo o tipo e isso que faz o sexo ter graça, isso que constrói o amor dentro da gente.

Em últimas palavras, não existe manual e nem esteriótipo do sexo perfeito, existe a consciência do que gostamos e a sensibilidade de perceber do que o outro gosta,
e a partir daí, existe a atitude em dar
o nosso melhor.

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Pra Você Ver, Ainda Faço Mais do que Eu Deveria

Eu não escolhi assim.
E a partir disso, tudo o que eu posso fazer é aceitar.
Quando não tem solução, solucionado está.
E olha, eu não gostaria que tivesse sido assim também.
Eu planejei muitas coisas pra gente viver. Cheguei a pesquisar roteiros pra uma viagem no fim do ano, pesquisei hoteis e até as tendências da moda eu procurei saber, tudo pra tentar te surpreender exatamente do jeito que você gosta.

Faz parte ceder além do normal quando a gente gosta além do normal.

Até porque “ser normal” não está com nada, né?
Não que eu me considere uma pessoa do tipo “uhh, levo a vida desenfreadamente”, muito pelo contrário, mas falo a respeito do normal, dos protocolos e do jeito óbvio de se comportar com os sentimentos.

Há quem faça o que tem ser feito, há quem faça muito mais do que poderia ser feito.

E dentro deste cenário existe um montão de pessoas, inclusive eu.
Faço parte do grupo que abre mão da própria felicidade em prol da outra. O que é bom e ruim. Bom porque por mais loucura que pareça, pra mim é tão melhor inspirar um sorriso do que ver alguém se esforçando em inspirar o meu. E ruim porque isso é realmente uma loucura.
Mas se isso for algo pra ser chamado de egoísmo, eu aceito. Só que prefiro ver como algo mais profundo e sentimental, portanto, inexplicável.

Você já se perguntou se é capaz de viver a felicidade que tanto deseja?

Parece uma pergunta meio estúpida, mas faz sentido.
É que eu fico lembrando das nossas conversas. Você sempre falou dos seus sonhos e suas vontades nessa vida, mas você nunca soube valorizar o que já teve um dia, porque você sempre queria mais, mais e mais. Nada nunca era o bastante.
Depois que eu comecei a pensar por esse lado eu entendi melhor.

Por isso eu acho que o fim vai fazer melhor à mim do que à você.

Suas últimas atitudes mostraram o quanto eu estava perdendo tempo com você.
Entenda. Uma das principais premissas da vida é respeitar as pessoas. É claro que tem vezes que a gente chateia alguém sem nem perceber, mas estou falando das atitudes conscientes, de quando a gente faz alguma coisa sabendo que alguém vai sofrer com isso, mas mesmo assim, a gente vai lá e faz.
Bem, partindo do respeito e ao pensar do jeito que acabamos, me começa a fazer sentido aquela história de que o que a gente planta, a gente colhe.
Por favor, não pense que direciono os piores desejos para a sua vida, claro que não, mas quero que aconteça com você tudo o que for justo e merecido. São coisas diferentes. Agora, o que vai acontecer, não tem a ver comigo.

Não é pra mim que você vai confessar saudade, é pro seu coração.

Aquela história de que “a gente só dá valor quando perde” só faz sentido pra gente quando de fato perdermos alguma coisa, e agora, parabéns, você acaba de me perder. Eu vou te deixar como tanto quer e prometo não mais te procurar tentando te convencer de que as coisas não são bem assim. Eu vou te deixar.

Não vai ser nada fácil pra mim, ah não vai mesmo.
Pra começar pelo fato de que pra mim as coisas já são meio complicadas. Tipo, ou eu gosto muito ou eu não gosto nada, e isso me faz ter saudade dos meios termos. Essa vida de extremos ainda me mata.
É que assim, tenho certeza que vou levar um bom tempo para conseguir te guardar em um lugar específico na minha vida, algum lugar que não atrapalhe as minhas experiências recentes nem as minhas histórias do passado, um lugar só seu. E dada a complexidade de tudo isso, eu sei que vai demorar e que não vou viver sorrindo. Mas vai acontecer.

Agora você está livre para viver tudo que não me cabe mais.

Mas antes é bom a gente deixar algumas coisas bem claras.
No momento eu não consigo olhar na sua cara e muito menos fingir que nada aconteceu.
Outra coisa, agora uma dica pela nossa merda nenhuma “amizade”: Não tenta me esquecer, não. É sério, não tenta.
Entenda que quanto mais a gente força o nosso coração em fazer uma coisa, menos ele faz algo de fato. O coração é independente, ele bate as vezes que bem quiser, dói quando quer, sente falta quando quer, sente amor e raiva também quando quer. Não há palavra, não há conselho, não há frase de efeito que consiga mandar no coração. Muita coisa o estimula, mas nenhuma assegura. Só o tempo consegue entender esse danado.
Então, se eu fosse você, tentaria processar toda essa nossa história. É que tão cedo eu não vou sair da sua vida.
Se eu fosse você, nem pensaria na ideia de não mais ir em lugares onde costumávamos ir, muito menos deletaria nossos amigos em comum do Facebook, pois se você fizer alguma coisa nesse sentido, tudo o que vai conseguir é: me deixar ainda mais forte dentro de você.

A força de vontade para esquecer é a mesma para lembrar.

Só que elas se manifestam em momentos diferentes da vida. Ainda bem, né?
Então me deixa com vida na sua vida, me deixa aparecer nas estreias do cinema que você sabe que eu ia adorar assistir, me deixa viver nos shows das bandas que gostamos, me deixa viver nas noites de sábado e nas conchinhas do inverno.

Você não precisa tentar me esquecer, só precisa deixar com que a gente se esqueça.

E você pode me perguntar: “Como tem tanta certeza que se eu tentar, não vou conseguir te esquecer?” E eu já respondo: Pelo simples fato de que tudo o que eu fiz pra você, ninguém nunca na sua vida fará sequer parecido.
Toda essa minha lucidez em um momento como esse só comprova uma coisa: o que eu sinto por você não é normal, logo, preciso ter uma postura fora do normal para justificar.

Nesse sentido, entendo você não entender o fato de eu até te dar dicas sobre como ser feliz, é que pela primeira vez na vida estou fazendo as coisas que digo, além das que eu faço.

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Vamos Fingir que Nunca Aconteceu Nada

Por que você não facilita?
Sabe, porque você não deixa as coisas como exatamente estavam?
É um negócio meio louco, sei lá, mas quando pareço que vou melhorar vem você se aproximando de mim como se não soubesse que isso vai me fazer mal depois.
Vou te explicar uma coisa. Quando a gente se encontra por algum motivo e depois nos despedimos eu demoro e muito pra parar de pensar em você, eu fico remoendo cada lembrança e querendo cada segundo de volta. A merda é que tenho certeza que você não dá a mínima pra isso e pra qualquer coisa que envolva a gente, a não ser, claro, para o que você mais gosta de fazer comigo: me usar.

Não precisa fazer muita coisa, só a sua parte.

Pra mim é um saco a gente se encontrar.
Primeiro porque me volta uma felicidade desgraçada que eu não consigo explicar, aí eu começo a te contar todas as milhões de novidades, te mostro fotos no celular, mostro vídeos engraçados na internet, e você participa de tudo demonstrando uma empolgação super convincente. É exatamente aí que mora o problema. Você demonstra uma mentira, sabe-se lá porque raios.

Mais fácil do que convencer que estamos gostando de alguém é convencer que não gostamos mais.
Você deveria tentar.

Isso tudo já tem me feito mal porque é sempre igual. A gente se vê, rola aquela sintonia escandalosa, os dois ficam falando coisas ao mesmo tempo, contando a mesma novidade mil vezes, e quando não é pior, quando vez ou outra sobra um carinho a mais aqui ou ali.
Eu não preciso disso, de verdade.
Eu não preciso dos teus encantos me vendendo uma mentira, pois é isso que você se tornou: uma impiedosa mentira.
Saco! Só eu sei como eu fico depois que a gente se vê mesmo sem ter acontecido nada. Esse tal de “nada”, muitas vezes, é exatamente o maior problema. É que na minha cabeça o pouco que você faz já significa muito; na minha cabeça, o fato de conseguir te fazer dar risada já me parece um sinal de que as coisas vão voltar para os eixos. Mas que eixos? Afinal, não temos mais droga nenhuma um com o outro e isso é o que eu menos deveria pensar nessa vida! O que me deixa mais louco depois que a gente se vê e eu fico pensando nesse monte de coisa, é ter a certeza de que pra você tanto faz, que você pra você “não aconteceu nada demais”, que pra você “eu exagero demais”, mesmo sem você ter falado isso uma vez sequer.

Uma troca de olhares explica coisas que palavra nenhuma consegue.

Outro problema é que você não faz ideia do quanto eu me preparo quando sei que vou te ver, sei lá quando sei que vou a um lugar onde você estará. Penso na roupa, penso no perfume e já penso até em alguns assuntos caso a gente converse, mas que fique claro, não faço isso com alguma intenção de te seduzir ou sei lá, te impressionar. Confesso que faz um bem estranho deixar um gostinho de “olha aqui o que você não tem mais!”. Pelo menos deveria, pois o que acontece na maioria das vezes é você vir perto com esse teu jeito, falando alguma coisa ou agindo de alguma maneira que me faça lembrar do que a gente já teve um dia, aí claro, eu fico sensível, eu me desestabilizo e renasce um pensamento de que “será que agora vai?” sendo que a verdade é que não “vai” de jeito nenhum.
Está difícil ou dá pra perceber como estou falando da mesma coisa de formas diferentes?

E tudo isso é culpa sua.
É culpa sua porque você não me facilita e não me deixa em paz.
Você mal sabe o esforço que eu faço pra não pensar em você, pra focar em outras coisas, descobrir outras vontades e conhecer outras pessoas, então, não é justo que você lide comigo como se eu fosse descartável. Não é justo que você use de artifícios pra me sensibilizar, pra me fazer criar uma ideia de algo que nunca vai acontecer.
Você não tem me deixado viver! Acho que também é sua a responsabilidade por eu nunca mais ter me envolvido com alguém do jeito que eu gostaria, porque olha, não é possível, sei lá o que acontece, você deve ter feito alguma simpatia, só pode.

Aconteceu que eu não posso mais ser refém de você.
Eu não posso te ver e ficar mal, muito menos posso deixar que você faça o que tem feito quando a gente se encontra. Por isso não me entra na cabeça o fato de você não facilitar! Que saco! Vá viver sua vida também, se comporte comigo de um jeito como você realmente quer e pare de me usar, pare de brincar com o que eu sinto.

Se não existe mais nada, faça com que não exista mais nada.
E eu nem quero cogitar a possibilidade de existir algo, apesar de você demonstrar exatamente isso quando a gente está perto um do outro. Sério, nem quero cogitar.

Eu só quero pode viver.
Sabe?

Como é Que se Diz Mesmo?

É, como que faz?
Não lembro direito como eu fico e o que eu tenho que fazer quando acho que estou começando a gostar de alguém. Que confusão, meu deus!
Mas é assim que funciona, né? A gente fica bem confuso e os sentimentos começam a virar uma salada fazendo com que uma hora a gente sinta uma coisa, e ali em outra, a gente sinta algo completamente diferente. Que loucura!

E o que seria de nós se não fosse a loucura que nós mesmos criamos?

Acho que estou começando a entender.
Quando a gente gosta a gente fica bobo, né? Isso mesmo! A gente fica! A gente começa a achar graça em coisas que nem sequer percebíamos, tipo o jeito que um bebê ri no colo da mãe ou na música que o cobrador de ônibus canta assobiando. É engraçado porque tudo vira motivo de festa e até o que não é, a gente transforma em pelo menos algo positivo pra lidar de uma maneira mais gostosa.
Esse negócio de gostar faz bem.

Quando a gente menos entende é quando mais estamos sentindo de verdade.

Aparentemente é sim.
Porque tipo, se eu soubesse exatamente o que estou sentindo e como me comportar, eu poderia me poupar e calcular mais as minhas atitudes, aí acho que não seria tão legal no fim. Nessa fase a gente gosta de ser brega mesmo, dane-se. A gente quer passar o dia trocando mensagens, a gente quer saber de detalhes da rotina da outra pessoa para que possamos opinar em algo, estimular em algo e ajudar em tudo. Nasce uma tal de cumplicidade.
É quando a gente se vê sentimentalmente cúmplice de alguém? Aí é sinal que as coisas estão ficando um pouco mais sérias do que diz o horóscopo.

Faz um bem danado fazer um bem a alguém.

Outra coisa legal quando a gente entra numa fase dessa são os novos prazeres que a gente aprende. Normalmente nos sentimos bem fazendo coisas que gostamos, mas aí é só a gente perceber que o coração começou a bater um pouco mais rápido por alguém que a gente começa a ficar feliz em ajudar a pessoa gostamos, mesmo que, de alguma maneira, não gostemos em nada do que fazemos. Mas só de ver alguém ali rindo por algo que a gente disse ou fez já é motivo pra ir dormir sorrindo.

Nossa, e ir dormir então?
Isso é demais! Já bate até uma ansiedade para que aconteça logo! Sabe, aquilo de comprar um montão de comidinha gostosa, escolher alguns DVDs e passar as noites dos fins de semana se fazendo de colo um para o outro, revezando a conchinha, enroscando as pernas e falando sacanagens ao pé do ouvido. Afinal, quem nunca?
Aí a madrugando chega e o sono também. Então a gente acorda torto pela manhã: meias de um lado, edredom de outro, braço por cima, por baixo, cabelo amassado, perna pra fora, perna pra dentro, frio e aquela cena embaçarada de quem dormiu e nem viu a noite passar.

E por falar em nem ver a noite passar, e o tal do relógio?
Aff, é até difícil explicar. Durante a semana ele passa se rastejando, durante o horário de trabalho, nossa senhora, se não fosse pelo Whatsapp, SMS’s, e-mail e chat, não dá pra saber como daria pra aguentar ficar tanto tempo sem trocar um carinho. Se bem que, pensando bem, por essa quantidade de meios que existem pra se comunicar hoje em dia, conforta pensar que já foi pior. Só que a gente quer sempre mais! É que quando a gente tá gostando, nada é demais. Podemos passar o dia inteiro conversando e quando a gente se vê os assuntos só aumentam. É realmente um negócio louco. Mas tão bom.

Se melhorar, não estraga nada. Melhora mesmo!

Concordo que a gente não deve se precipitar.
Às vezes esse sentimento doido não passa de uma loucura temporária, sei lá, algo bem de momento que nasce só pra movimentar a vida – e isso é ótimo. Só que esse sentimento tem total chance de se tornar algo maior e mais forte, e aí, a coisa realmente começa a ficar bem séria.
Por exemplo quando a gente começa a sofrer com a saudade que por algum motivo maior somos obrigados a conviver. Bem como quando a gente começa a ter que lidar com outros sentimentos só que não tão bons assim.  Tipo o ciúmes. E a raiva que dá ver aquela pessoa conversando com quem a gente “não gosta”? E pior, quem não gostamos muitas vezes até sem por quê. Como somos problemáticos! Mas acho que isso talvez seja uma defesa, sabe? A gente não quer que a pessoa sofra e temos o direito de não gostar de todo mundo, daí por algum motivo, que seja um motivo só nosso, a gente começa a imaginar coisas e tentamos de alguma maneira controlar a situação. É, falei bonito, mas estou falando de ciúmes mesmo. Fim.

Ciúmes não faz bem, o que faz bem é fazer bem a alguém.

Pena que a gente não consegue controlar, né?
Vai “curtir” a foto de outra pessoa, não dessa que odeio!
Vai “encontrar sem querer” outra pessoa, mas não essa.
Até que dá pra justificar essas coisas, mas isso só não pode virar algo neurótico, porque aí tudo que a gente fez de bem para a pessoa acaba se desgastando; tudo acaba se transformando em nada e não mais acrescentando e muito menos dando prazer em nada. Por isso a gente tem que tomar cuidado.

É, como que faz?
Falei, falei e falei e praticamente não saí do lugar, só poluí conceitos.
Mas isso tem a ver com aquele estágio que a gente se encontra onde não importa o que falamos, sempre vai ser pensando em alguém, por alguém, pelo bem daquele alguém.
Como é que se diz mesmo?
Ouvi falar que quando a gente tá assim tão dedicado e sentindo alguém mais presente na nossa vida do que nunca, isso é sinal de um troço chamado amor.

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Cheguei Em Casa, Obrigado Por Hoje

Hoje eu ia te chamar pra sair.
Cheguei até a abrir sua janela no chat pensando em puxar algum assunto pra quem sabe depois a gente combinar alguma coisa e aproveitar esse dia. Mas me deu medo.
Me deu de parecer idiota.
Talvez esse medo todo tenha a ver com todas as outras vezes que eu já me esforcei por alguém e não tive absolutamente nada em troca, talvez isso tenha a ver com essa merda de reciprocidade que tanto falam e que faz tempo que eu não faço ideia do que significa.

O problema é que eu sou assim sentimental e incontrolável.

Desde criança, lá nas minhas primeiras paixõezinhas de escola, sempre fui quem sentia o coração despertar ao só chegar perto de quem eu gostava, aí eu ia e tentava falar alguma coisa e em praticamente todas as vezes o que eu falava era algo que não significava nada, mas pelo menos falava.

Transbordo tanto sentimento que tenho medo de morrer afogado em mim mesmo.

Engraçado é que isso era pra ser algo positivo.
Só que o mundo é estranho demais e na prática eu não vejo nada do que as pessoas compartilham sobre amor. Tudo que eu vejo é um monte de gente cansada de tentar, tentar e tentar de novo, um monte de gente calejada de sofrimento e que por isso não sentem mais a mínima vontade de algo novo, pois quando algo de fato novo surge, elas fogem, ela correm, elas ignoram, elas sentem medo.

Hoje todo mundo tem medo de conseguir ser feliz.

Por isso que logo quando a gente conhece alguém, muitas vezes já tratamos de procurar algum defeito na pessoa, pois por mais incrível que pareça, não consideramos que exista alguém que goste da gente como realmente somos. Estamos terrivelmente acostumados com a tristeza. É claro que, na teoria, isso tudo é mentira, inclusive as mesmas montagens de frases de efeito servem de prova sobre como as pessoas desejam coisas melhores. Só que na prática, ah na prática…

Por isso eu abri sua janela pra conversar e só fiquei lendo nosso histórico.
Cheguei a visitar teu perfil pra relembrar das suas últimas postagens e saber como andava o seu senso de humor.
Hoje eu ia te chamar pra sair pra gente fazer qualquer coisa que trouxesse uma alegria pra nós dois, mas eu não me sinto mais confortável para isso. Eu não quero mais ter que pensar: “por que você fez isso idiota?”. Não se trata de arrependimento, se trata de mudança de valor e prioridades baseada em experiências anteriores, que embora eu sei que de pouco valem, hoje em muito me fazem efeito.
Sempre fui quem corre atrás, quem torce o braço e quem confessa saudade. Só que chega uma hora que por maior que seja a vontade a gente tem que ter um controle e pensar se tem valido a pena.

Chega uma hora que a gente tem que pensar na gente.

E nesse sentido, aos poucos a gente vai se acalmando e aceitando as circunstâncias das nossas atitudes, ou seja, se eu tivesse mesmo falado com você talvez eu estaria chegando em casa agora comemorando um dia gostoso ou estaria me punindo por mais uma vez ter feito um esforço a mais por quem tem uma vontade a menos. Ou o que aconteceu: não falei com você, não te chamei pra sair, não tive que ouvir nada da sua parte, não tive sim nem não e aceitei viver meu dia.
Não quero parecer idiota de novo ao planejar um dia legal pra gente viver junto quando tudo o que você mais quer é que não fiquemos juntos de maneira nenhuma.

São as nossas atitudes que comprovam as nossas vontades. Não as nossas palavras.

Então aquele discurso de “ahh, eu queria tanto, mas hoje não vai dar!” – isso quando nem discurso existe – não significa bosta nenhuma quando na verdade você não queria nada e eu acabei de alguma maneira atrapalhando o seu dia, pois eu imagino te chamando no chat, você vendo o meu nome e pensando: “Que saco, lá vem de novo!”. E por mais loucura que imaginar isso possa parecer, é só exatamente o que você mostra.

Corações precisam de abraços e não de mensagens de saudade.

Estou falando que um pequeno gesto de verdade, um pequeno gesto ao vivo, um pequeno gesto sincero é melhor do que a mais linda palavra que a gente possa dizer.

O problema é que eu fico triste, pois se tem uma coisa que aprendi nessa vida é de não policiar meus sentimentos e não deixar de fazer as coisas que eu quero, só que essa vontade toda acaba exatamente no momento que eu me vejo remando sozinho, tentando por dois, querendo por dois. E isso aconteceu hoje.

Isso não é para soar como se eu estivesse desesperado em estar perto de você, isso tudo aqui é sobre o jeito que você leva a sua vida e em como é injusto esbravejar depois por todos os lados sobre o quanto as coisas não dão certo pra você. 

Hoje vi como eu mudei.
Consegui me controlar.
Deixei sim de fazer o que sentia, deixei sim de arriscar, deixei sim de talvez viver algo bem legal, mas hoje, mais do que nunca, hoje eu quis me poupar, eu quis evitar de pensar que tenho tanta coisa pra oferecer mas ninguém sem ninguém pra receber.
Tem coisa boa vindo que eu sei, hoje eu só preferi não desperdiçar o minha SMS de “Cheguei em casa, obrigado por hoje!” pra aproveitar com alguém que me convença que mereça.

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Amanhã a Gente Vê o Que Fazer

Apesar de já fazer tanto tempo, vou te dizer que nunca perdi aquela danada de esperança, sabe?
É claro que eu não teria como prever nada, e sabendo disso, também não poderia deixar de viver em função de uma coisa que nem existia na prática. Embora já existisse pra mim.
Eu sou meio objetivo e gosto de deixar claro logo de primeira as minhas intenções, em prol apenas dos melhores momentos que podem acontecer. No entanto, entenda, consigo controlar minha ansiedade, e você sabe, se isso fosse mentira eu já teria tomado uma atitude mais drástica a muito tempo.

A noite anterior ao mais lindo nascer do sol também é um motivo para celebrar.
Eu nunca vi o céu estrelado de dia.

No começo foi meio engraçado, lembra?
É que como eu disse, comigo não tem essa de entrelinhas, tratei de ser direto ao distribuir uns elogios pra você aqui e ali. Pelo menos eu acho que consegui ser direto. Sentia vontade de falar, eu falava.
Aí as coisas foram tomando um outro rumo. A nossa distância não deixou que novos passos pudessem ser dados da maneira que eu sempre imaginei, mas ao contrário de diminuir, isso só aumentou meu carinho por você e cada dia mais eu ficava entusiasmado em te ver pessoalmente, em saber como você é, sentir teu cheiro e ouvir o som da sua risada.

“Se contentar” e “se conformar” com o pouco, são coisas diferentes.

Por isso eu sempre fui feliz, mas algo me dizia que seria ainda mais, sei lá quando.
O tempo foi meio implacável com a gente e fez o nosso mundo dar uma porção de voltas. Com o passar dos meses ficou mais difícil da gente se falar como antes, a vida corrida, trabalho, estudos, enfim, tudo foi agravante pra gente conseguir manter o que tínhamos. Ou melhor, o que nem tínhamos de fato. Olha eu me engolindo com as palavras.
Só que o engraçado é que quanto mais tempo a gente ficava sem se falar, mais próximos a gente ficava quando conversávamos novamente. E eu sempre achei isso muito legal!

Bom mesmo é quando bate a certeza de que queremos algo a mais.

Durante as nossas conversas eu sempre torci o nariz para muitas das suas novidades. É ué, esse negócio de falar de quem você beijou, com quem estava saindo e etc, sempre foi a pior parte da nossa conversa. No entanto, era algo que eu não podia demonstrar né, até por quê, a gente não tinha absolutamente nada. Mas era natural.
Eu sempre gostei mesmo é de ouvir você falar sobre as suas coisas, planos e desejos, e sempre gostei mais ainda de poder te falar cada uma das minhas ideias meio loucas.

O tempo é certeiro em reservar os melhores momentos.

Você mudou tanto!
Se eu traçar um paralelo dos primeiros dias que falei com você até esses últimos dias, vou chegar a conclusão de que são duas pessoas diferentes. E o mais louco é pensar que mesmo você sendo “duas pessoas” tudo o que conseguiu de mim foi dobrar o meu carinho.
É, eu também mudei um bocado.
Paro pra pensar em algumas coisas que te falava e acho que se fosse hoje eu falaria um pouco diferente, sei lá como, talvez um pouco mais discreto, mas não menos direto.
Posso falar que a gente se viu crescer, apesar de nunca termos nos visto. E o que seria de nós se não fosse a internet com suas transmissões em vídeo pra eu poder ver como era seu rosto de verdade, né?

Chega uma hora que a gente começa a pensar menos e viver mais.

E isso não é exatamente imprudência, me refiro ao pensar menos sobre planejar demais, falar demais, gastar demais, perder tempo demais, e em tudo isso, aproveitar de menos. Foi pensando nisso que eu cansei e resolvi mudar.
Lembra daquelas minhas ideias loucas? Bem, me deu na telha que eu tinha que te ver. Comecei a me organizar e estudar possibilidades. Num primeiro momento parecia que não era pra dar certo, pois tudo que eu planejava empacava na dependência de outras pessoas, até que eu decidi remar sozinho.
Esperei por tanto tempo pra ter alguns dias dos mais de trezentos do ano só pra mim. Isso, férias. Esperei tanto que seria justo aproveitar de um jeito que eu lembrasse pra sempre.

Se eu fosse um pouco menos louco eu seria muito menos feliz hoje.

Peguei minha mochila e caí nesse mundo pra ver como que ele é. No meu plano de viagem a última escala seria com você e isso sempre me esfriou a barriga. Passei por lugares incríveis, conheci pessoas mais incríveis ainda, e claro, vivi mais experiências para colecionar.

Havia chegado o grande dia.
Desci na cidade pensando: e agora? HAHAHA, que engraçado, lembro e me divirto.
Estava tranquilo, embora ansioso.
Até que a gente se encontrou.
Pela primeira vez.
Depois de anos.
E milhões de horas de conversa.
Ainda não processei tudo, mas consigo lembrar de uma felicidade inédita que senti quando o seu abraço me encontrou.
Você se provou ainda mais incrível do que eu imaginava! E pra minha surpresa, estava de fato ainda mais linda do que eu pensava que era! Que negócio louco!

Os olhos denunciam tudo que o coração e as palavras tentam esconder.

Quando a gente saiu pra comer foi incrível. Começamos a falar sobre muitas daquelas tantas coisas que já havíamos conversado virtualmente durante todos esses anos, e o louco é que tudo parecia novidade, tudo tinha um sabor especial. Eu até posso estar enganado, mas fiquei feliz em ter a impressão de te ver super animada ouvindo sobre a minha vida, as coisas que gosto e os amigos que tenho. Eu não queria sair dali nunca mais!

A melhor parte da dificuldade é quando a gente encontra a possibilidade.

Tentei.
Tentei te beijar. Não sei se me achou precipitado, se não estava no clima ou se sequer tinha cogitado algo assim comigo, mas acontece que eu tive vontade de fazer e não consigo viver sem fazer as coisas que eu sinto.
Você, delicadamente, recusou.
Voltamos a falar sobre os nossos milhares de assuntos como se nada tivesse acontecido. Essa vida é realmente louca.

Quando saímos no outro dia eu já fui muito mais contido. Me preocupei em não te pressionar, mas é complicado conseguir isso quando a vontade é grande e seduz.
Então quando eu vi a brecha que eu precisava, tentei de novo.

E consegui.

Dava pra te sentir relutante, talvez pela magia disso tudo, talvez pelo inesperado, talvez por ter “me conhecido pessoalmente” há pouco, ou talvez por tudo isso junto, vai saber. Mas deixei claro que eu não queria te fazer de qualquer e então você, inteligente, se permitiu. Devo te falar que foi um dos momentos mais incríveis da minha vida.

Fraqueza é deixar que um sentimento bom atrapalhe todos os outros.

Me preocupei em como nos trataríamos depois. Sei lá, foi um momento bastante intenso e não queria criar climão.
E então você novamente fez o que melhor sabe: me surpreender.
Parece que o que aconteceu melhorou tudo ainda mais! Pelo menos por enquanto; pelo menos o ‘por enquanto’ é o que importa.

Na sede de ter o amanhã a gente esquece de saborear o hoje.

Nada mudou. E se eu tiver que falar mudou algo, só consigo pensar que mudou pra melhor!
Apesar de já fazer tanto tempo, vou te dizer que nunca perdi aquela danada de esperança, sabe?
É claro que eu não tenho como prever nada sobre como vai ser pra gente agora, mas só de ter comprovado que os sonhos podem ser reais, tudo já valeu a pena.

Tudo já valeu a pena.

Texto especial inspirado em uma história real.

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A Gente Pode Começar De Novo?

Eu fico tentando mudar as coisas, 
fico tentando pensar em algo pra falar quando a gente perde o assunto.
Penso também que seria ótimo se eu conseguisse lembrar de algo engraçado e então conseguisse te fazer mostrar um ou outro riso.
Eu fico tentando.
É mais ou menos por isso que eu sou assim.
Me preocupo em saber se você está bem como eu gostaria que estivesse.
Acordo fazendo planos de coisas pra gente fazer e eu conseguir te agradar.
E claro, isso não significa que eu me submeto à você,
É que me faz tão bem te fazer bem. E isso ninguém nunca vai entender.
Por isso eu abro mão de algumas coisas que eu gosto.
Por isso eu deixo você escolher o filme no cinema.
Contanto que na pipoca tenha manteiga.
Quando você está triste, eu fico pior.
Pois não há espaço para outra coisa em seu rosto
que não seja a carinha preguiçosa de sono ao acordar
ou o sorriso que até mesmo quando irônico não consegue disfarçar beleza.
Há quem diga que exagero demais.
Que é por isso que eu sofro tanto depois.
Só que o engraçado é que essas opiniões sobre mim não significam nada,
a não ser que comecem a pagar as minhas contas no fim do mês.
Então, por mais amigo que que a pessoa pode ser,
prefiro ouvir os conselhos do meu coração.
E ele é meio louco, devo te confessar. Mas qual não?
Tem hora que ele fala coisas do tipo: “Tome alguma atitude agora!”,
já em outras, ele prefere ficar na do: “Calma, respira e respeita”.
E é claro ou óbvio que eu fico confuso?
Só que no fim, pelo menos a minha consciência fica tranquila e me deixa dormir.
Aliás eu gosto tanto de dormir.
Você sabe que basta ter um lugar onde encostar que eu já estou lá: pescando.
Basta você me dar um abraço mais longo, um carinho a mais no cabelo
que eu já estou lá: rendido.
No meu edredom tem lugar pra nós dois.
Mas seria melhor se você usasse meias por nós dois.
Não que pra mim seja problema ter que te aquecer 99% das vezes,
ou ter que te emprestar alguma meia, ou ter que pegar suas meias perdidas.
Entendo que meu edredom não é tão novo assim,
mas talvez justamente o fato dele ser surradinho é o que deixa tudo mais gostoso.
Às vezes eu paro pra pensar nas coisas que já me disse,
fico pensando em como conseguiu aguentar tanto tempo
viver umas histórias onde tudo o que você conseguia era: não ser feliz.
É claro que eu não sou ninguém pra julgar e sei bem que você sorriu ali muitas vezes,
só que você não merece ter momentos de dúvida sobre o que sentir,
dúvida sobre a quem confiar e a quem pedir companhia.
Penso naqueles que já passaram por você
e o quanto não se tocaram de tão privilegiados que eram.
Aí eu paro de pensar quando lembro de mim.
Pois mais privilegiados que eles, sou eu.
Esse meu jeito de ser com você
é a minha forma de demonstrar um pouco do que você merece.
Por isso eu deixo o pacote de bolacha vazio em cima da mesa,
pra você ir pegar na seca e ver que está vazio
e entender de uma vez por todas quem é que manda.
Igual você faz quando deixa claro que está chata pra caramba, 
insuportável, um porre, totalmente descontrolada nos dias difíceis do mês,
e me ordena pra comprar chocolate branco, sorvete e doces diversos.
Aí eu vou lá e compro tudo pra mostrar quem é que manda.
Como eu disse, para alguns pode parecer exagero o jeito que eu gosto de você,
mas para mim, é só o mínimo.
O dia que eu conseguir retribuir pelo menos um pouco
todo o bem que você me faz sem exatamente fazer nada,
eu vou pensar em uma nova forma de te fazer ainda mais feliz.
Percebe como é infinito?
Você me faz bem sem fazer nada específico,
e eu tento te retribuir tentando te fazer bem pelo menos parecido.
Qualquer coisa a gente pode recomeçar, se você quiser.
Entre a gente não há espaço para o passado perdido.
Quanto mais a gente se conhece,
mais eu tenho vontade de saber quem é você,
entender teus gostos, teus sonhos e tuas vontades,
só pra eu me esforçar mais em garantir que a minha mão quentinha
vai ter pra sempre a sua fria pra aquecer.
E completar.

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