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Um Recado Para As Pessoas Ridículas

Leia ouvindo:

É uma receita simples: Não precisa querer ajudar, não falar nada já está ajudando. Continua vivendo a sua vida.
Eu só não quero mais saber de gente na minha vida falando das coisas que eu vivo como se soubesse o que fazer, como se fosse com elas elas saberiam o que fazer, ah por favor, pra cima de mim não. No entanto, devo reconhecer que a culpa também é minha, porque eu me exponho demais e acabo hora ou outra virando motivo pra chacota quando o que eu quero é ter motivos para não pensar nas coisas que não me fazem bem.

Nós e a mania de prejudicarmos a nós mesmos.
É uma pena, mas faz parte.

Isolando essa parte de ser assim, não aguento mais gente que esfrega a felicidade na cara das pessoas. E olha, isso em hipótese alguma significa dor de cotovelo ou algo do tipo, pelo contrário, até acho bonito e acho mais que tem que mostrar pro mundo como está feliz e como as coisas tem dado certo. Só acho errado vir falar com opinião de quem soubesse o que é dor, e não, não sabe. Só viveu algo que por mais parecido que tenha sido, foi apenas parecido e nunca a mesma coisa.

Um mesmo filme desperta diferentes reações nas pessoas.

Sabe aquelas pessoas que se fazem de amigas mas que no fundo falam com a gente como se a intenção fosse mesmo dizer: “Olha aqui, eu fiz isso e isso e isso, estou feliz com meu amor, enquanto você, ah, você continua aí vendo os dias passarem embaixo do teu nariz.” Por quê não vão a merda?

Felicidade existe para ser compartilhada e não exibida.

Quando você compartilha, você quer contar para as pessoas que gosta como tem vivido uma fase feliz e como isso tem te feito bem, agora, quando você exibe, você só quer falar das coisas que tem feito, dos presentes que ganhou, dos lugares que visitou, dos filmes que assistiu. Que inferno!

Estou aqui seguindo a minha vida do jeito que ela tem se mostrado pra mim. Tem hora que acerto, outra que erro, mas continuo acima de tudo sempre tentando, sempre me permitindo e me deixando disponível para vida especialmente para as surpresas dela. E não estou nem um pouco a fim de ser espelho para as realizações alheias. Compartilhe comigo, me diga como tem sido pra você, mas não jogue na minha cara o fato de eu não ter as mesmas notícias pra te dar. E vocês sabes quando estão fazendo isso.

Não existe reincidente para o “não reparei que estava fazendo isso”.
Existe maldade.

Já não basta ter que viver dia após dia sonhando com um recomeço, com um motivo pra sorrir a cada manhã, com um novo número de telefone pra mandar mensagens de saudade, com novos abraços e beijos em uma noite de inverno, já não basta, e ainda tenho a obrigação de ouvir sobre o quanto a sua vida é boa? Obrigado, não preciso.

Essa situação é facilmente confundida com inveja, mas tem uma explicação pra isso. Quando a gente gosta de alguém, em geral, perdemos um pouco do senso do exagero. As fotos nas redes sociais e as declarações de amor nunca são “demais”. Estamos cegos – por causa do amor? -, queremos contar as novidades, queremos gritar até pro papa como tem sido tudo muito legal e especial. Só que existem maneiras de se fazer isso e aí se justifica o por quê de não ser inveja as reações como as que tenho tido.

Primeiro que é importante respeitar a fase das pessoas que conversamos. Se o seu amigo está desempregado, não tem por quê falar todo dia que comprou uma coisa nova, muito menos falar sobre as viagens que fará em breve. Acho que ficou claro com o exemplo. Segundo que é importante ter sensibilidade e ser mais útil. Ao invés de falar das realizações que o dinheiro tem comprado, convide esse amigo para comer uma coisa que há tempos ele não come por motivos óbvios, ou simplesmente, fale de coisas que tenha certeza que ele vai gostar de falar. Isso é se colocar no lugar.

Não precisamos ser lembrados das coisas que queremos mas ainda não temos.

Ninguém mais além de quem passa por uma fase difícil sabe o quanto é difícil e ninguém que está vivendo uma fase dessas vai explicar todo o dia sobre o que gosta e quer conversar.

Às vezes a gente só quer conversar.

O respeito também entra na questão de criar situações desagradáveis. Entenda, se você e todos os seus amigos estão namorando, como você quer que aquele amigo ou amiga solteiro queira sair com vocês? Não é óbvio que em algum momento vão distribuir beijos carinhosos, vão relembrar situações do namoro, vão se chamar apelidando e etc? Qual a graça de comer algo gostoso sem ter alguém pra também colocar carinhosamente na boca? Qual a vantagem de ir ao cinema sem alguém pra dividir a pipoca, rir, chorar ou ficar com medo junto, em meio a um monte de gente que está fazendo isso?

Quem namora, sabe muito bem quando está sendo desnecessário.
A não ser que tenha menos de 10 anos e namore alguém com idade igual, neste caso, faz sentido, teu senso ainda está sendo formado.

No fim, todos queremos ser ridículos; deliciosa e apaixonadamente ridículos.
Gostar de alguém é ser ridículo, ou vai me dizer que só a sua voz não fica de neném quando quer fazer mimo? Pois é.

Só respeita quem ainda não pode celebrar a delícia em ser ridículo.

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A Gente Gosta Mesmo Da Coisa, Né?

(ATENÇÃO: post especial para maiores de 18 anos)

Leia ouvindo:

Vou falar algumas coisas sobre a gente.

Nos damos bem em muitas coisas, especialmente você em muitas das que você dá.

Se tivesse aqui agora iria fazer aquela cara de desentendida; aquela que eu não aguento.
A verdade é que pouco a pouco gente foi se conhecendo melhor. Levou um tempo, não muito, para que nos sentíssemos íntimos o bastante para ousarmos em um novo passo para nós.

Até descobrirmos que gostamos dessa brincadeira.

Gostamos do jeito que fazemos tudo.
Vou te falar que é quase impossível resistir te vendo se arrumar pra gente sair. Tanto que daquela vez eu não aguentei, você lembra?

Deitado na sua cama enquanto se arrumava em frente ao espelho. Te vi dando voltas e definindo se estava gostando do que estava vendo. Discretamente abaixei o volume da TV e me levantei sem você perceber e cheguei perto de você. Te fiz me ver pelo espelho e com um gesto de silêncio pedi pra não falar nada. Nós gostamos de coisas não convencionais. Me aproximei do seu pescoço e lá comecei a suspirar mais devagar enquanto segurava uma das suas mãos. Afastei seu cabelo da sua nuca e por ali fiquei algum tempo. Um beijo aqui e outro ali, algumas lambidas e mordidas te faziam entender qual era a minha intenção ali. Você apertou minha mão se virou pra mim soltando os pinceis da maquiagem no chão. Me puxou contra você e fomos contra o seu espelho.

Você fez aquilo que tanto gosta, colocou a mão debaixo da minha camiseta e me arranhava devagar enquanto eu puxava o seu cabelo pra trás me entregando o seu pescoço por inteiro pra mim. Comecei a abaixar a alça da sua blusinha. Você já estava toda arrumada e eu nem dei bola pra isso, mas foi por um bom motivo. A essa altura eu já estava sem camiseta e seu espelho estava embaçado com a minha respiração e todas as marcas da minha mão. Te puxei de lá e te joguei na cama. Lá deitada, sensualmente abria os braços e acariciava os lençois me vendo tirar o cinto da calça. É tudo uma questão de ganhar tempo. Deitei sobre você e os beijos recomeçaram dessa vez pelo seus pés. Lentamente, cada centímetro de você. Te sentia arrepiar ao me ver subindo pelas suas pernas e parando logo após as coxas.

Isso, lá mesmo.

Com os dentes demonstrei minha vontade de tirar sua calcinha. Delicadamente fui retirando devagar até ela enroscar nos seus pés e você fazer a sua parte. Então, me puxou para você, mas para eu ficar deitado na cama. Sentou em meu colo. Mordia os lábios e deixava o cabelo cair lentamente sobre o rosto. Eu já não estava nem um pouco preocupado com o que faríamos naquele dia, eu só queria estar ali, até a hora que quem entendermos.
Desabotoou minha calça e fez brincadeiras de voltar a abotoar. Ao ver minha cara implorando para parar com essa tortura, foi descendo minha calça e passava as mãos nas minhas pernas. Arranhava com a velocidade das nuvens toda a minha perna e era inevitável, me tremia em arrepios. Você sabe das coisas. Colocou a mão por dentro da minha cueca e pareceu gostar do que viu. Eu não precisava e nem sequer conseguia esconder o meu estado naquele momento. A minha vontade era avançar para cima de você, mas deixei com que fizesse o que tinha em mente. Depois de alguns momentos praticamente me matando de excitação, tirou minha cueca e me vi ali por inteiro já entregue. Teu sorriso ousado denunciava suas prazerosas intenções à partir dali. Se aproximou do seu maior interesse em mim ali e buscou felicidade particular. Com uma das mãos segurava para ter firmeza e com a outra arranhava – de novo – meu peito. Movimento de vai e vem, salivados, intensos e eficientes, era você ali visivelmente tendo prazer e eu escandalosamente já fora de mim. Enquanto continuava, tirava parte do seu cabelo e recolhia atrás da orelha. Parecia que você queria que eu visse você tendo e me dando prazer ali. Suaves trabalhos com a língua, salivando na horizontal, na vertical, até a extremidade. Visivelmente feliz, era assim que você estava. E eu me retorcia, tremia minhas pernas e te apertava entre elas.
Se despediu daquela região e percorreu meu peito até minha boca. Nos beijamos com um sabor nosso, um sabor de prazer e era tudo que buscávamos ali.

“Então você é dessas?” Sussurrei ao pé do seu ouvido e sem esperar resposta dessa vez eu que virei-a para a cama. Estiquei seus braços explicando que gostaria que ficasse imobilizada. Desci pelo seu rosto, novamente pescoço e estacionei nos seus seios. Ali é um dos lugares que mais gosto de estar na vida. Maciez sem igual e sensibilidade que te faz ofegar. Confesso, é algo bom de se ver. Usei minha língua ao redor de um dos seios enquanto acariciava o outro.

Notei que começamos a suar. E mal sabia que isso só ia piorar. Ou melhorar.
Alternava os beijos nos seus seios com leves mordidas nos mamilos. Nada que te machucasse, tudo que te desse prazer. Percebi que começava a puxar o lençol da cama, seus arrepios aumentavam e parecia beirar o descontrole. Desci pelo seu corpo e optei por parar perto do umbigo. Ali fiquei alguns bons momentos, em toda aquela região, beijando toda  sua barriga, lambendo, mordendo, apertando, te querendo, acima de tudo, te querendo. Os movimentos são coordenados, enquanto meus lábios estavam na sua barriga, uma das mãos voltava para os seus seios e a outra… Bem, a outra…

Isso, lá mesmo.

Era uma introdução do que eu gostaria de fazer. Comecei a acariciar aquela que é região mais sensível do seu corpo. Primeiramente com leves toques e carinhos de “gosto de você”. Num segundo momento, aumentava a pressão até te sentir envolvida à minha mão.

Entrei.

Você lembra?
Era eu pela sua barriga, uma das mãos nos seus seios e outra já nos interligando e nos tornando um só. Lá, suavemente dentro de você. Talvez essa seja uma das poucas coisas que consigo fazer ao mesmo tempo, afinal, esse dom é só das mulheres.
Aumentei meus movimentos. E coloquei outro dedo. O polegar ficou de fora aliviando a parte externa e fazendo o seu papel de um carinho a mais.

Te senti molhar. Ou melhor, te senti encharcar. E quer saber? Isso é sempre tão bom, é o sinal que preciso para saber que as coisas estão ficando boas.
Resolvi descer e levar minha boca até você, até dentro de você. Fiquei por ali, delicada e intensamente eu beijava e lambia, enquanto isso apertava o seu quadril com as minhas duas mãos, fazendo uma pressão não convencional. A intenção era somar todas as alternativas para pressionar e te fazer ter ainda mais prazer.

Entenda que o meu maior prazer é te ver sentindo prazer.
Nossos corpos já transpiravam sem parar. Esses momentos são inexplicáveis porque somam-se milhares de sentimentos, tudo se mistura e sobressai uma vontade de acabar logo e de não acabar nunca mais.
Fiz minha boca de despedir e subi para encontrar a sua. Inteligente, percebeu minha aproximação e levemente me convidou abrindo suas pernas, aceitei o convite e relaxei.

À partir dali, definitivamente, éramos um só.
Movimentos oficiais de vai e vem, leves alternâncias de posição ao erguer uma das suas pernas.

Posições definem prazer.

Já não havia mais procedimento. Era beijo, puxões de cabelo, cama encharcada, mordidas, arranhões, um dose de palavras impronunciáveis em outros momentos. Éramos nós dois. Indiquei que gostaria de ter suas pernas sobre os meus ombros. Rapidamente você entendeu e foi um novo ponto de vista para nós dois. Eu entrava, eu saía, eu entrava, eu saía e você se retorcia. É claro que nem preciso mencionar o gemidos que nasceram ali, né? Sua semblante passeava em uma expressão de prazer incontrolável e aparente dor, e nessas eu vezes eu suavizava, mas você se enfurecia e deixava claro que eu NÃO PODIA PARAR.

Novas posições, novos prazeres.

Resolveu me sentar na cama com as pernas para no chão.
E sentou em meu colo.
Olha, devo te falar, faltou pouco para eu perder a vida ali mesmo. É o tipo de coisa que não se explica. Sentou de costas. Ver o teu quadril aumentar de tamanho quando intensificava os movimentos sobre mim me fazia respirar ainda mais rápido. Pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, sem parar, pulava, pulava. Apoiou as mãos nos meus joelhos e continuava pulando, pulando e pulando. Era natural, eu segurava sua cintura e deixava claro que eu queria mais, mais e mais.
Tomei a iniciativa de uma nova posição. Aquela que me leva mais perto de perder a vida de tanto prazer. Te inclinei sobre a cama, flexionando seus joelhos e demonstrei que gostaria que permanecesse daquela maneira.

De quatro.

Me aproximei devagar, penetrei e nos sentimos irreais. Você inclinava seu quadril pra cima, apoiava os cotovelos na cama deixando os cabelos cobrirem seu rosto.

“Vem, vem, vem, vem, vem!” Era o que me ordenava.

E eu, claro, rui. Forte, cada vez mais forte, surreal, incontrolável, indescritível. Segurava seu quadril e repetia a pressão de outrora. O som dos nossos corpos colidindo só aumentavam as sensações.

“Não para, não para, não para!” Me suplicava.

Juntei uma porção do seu cabelo na minha mão e puxei. Queria sua cabeça para cima. Enquanto eu pressionava por trás, eu te queria pra cima o bastante para ver um pouco do teu rosto. E o que vi foi você mordendo os seus lábios. Dois corpos suados, um só.

“Vai, vai, vai, vai!” E eu não pensei duas vezes: Fui.

Fomos.
Após uma intensa sequência de tremidas dos corpos, deitamos juntos, praticamente colados, encharcadamente envolvidos. Eu não conseguia respirar direito.

Então você virou pra mim e com o melhor sorriso no rosto me falou: “A gente gosta mesmo da coisa, né?”

A partir daquele dia entendemos que tudo pode ser BEM especial, se quisermos que seja.

Até o simples ato de se maquiar.

 

 

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ps.: Este é um texto ESPECIAL, não é um blog de textos eróticos. Estes textos são eventuais.

Começou Comigo Querendo

Leia ouvindo:

Já ouvi e não foi só uma vez o discurso batido de “Você gosta demais”, “Você se apega demais”. Como se fosse algo que a gente pudesse pegar o controle remoto e simplesmente desligar dizendo: “chega, esse é o limite.”

Quem muito pensa no limite, se afasta do inesperado.

Pois se for pra viver pensando em até que ponto eu posso ir, é melhor parar por aqui e procurar uma caverna pra esperar a vida passar. Esse negócio de querer controlar o que se sente não está com nada. Há uma diretriz impulsionada por experiências que já tivemos, que  nos fazem ver melhor até onde podemos insistir e quantas vezes podemos tentar de novo, mas não há uma regra. É só uma ressalva.

A aula da vida começa pela lágrima.

É quando as coisas não vão como o esperado que a gente aprende mais. Quando tudo está dando muito certo, acredite e não se encante demais, algo está desequilibrado. É claro que não quero dizer que o ideal é a desordem e a falta de paz, mas sim que é importante pensar que faz parte as coisas não darem tão certo às vezes. Tem dias que a gente pega muito trânsito, tem outros que só pegamos trânsito.
A precaução não evita sofrimento, mas alerta a gente.

Por isso eu sou assim: se for pra viver algo que seja algo para eu lembrar depois. Experiências que não rendem histórias não são lições. São só experiências como o garfo diferente de ontem que você pegou hoje.
Depois que comecei a pensar nesse sentido foi que eu comecei a valorizar as coisas que me acontecem e as pessoas que aparecem na minha vida. Continuo o mesmo dos 15, que fantasia uma perfeição surreal de como as coisas poderiam ser, – e pensar assim até me faz bem para manter o pensamento de como às vezes as coisas acontecem só por mágica, – a diferença é que agora eu uso os meus olhos de um jeito mais inteligente. Aprendi a fazer com que todos os meus sentidos ajudem o meu coração a se decidir. Nisso, incluo a intuição, a incerteza, a dúvida, a cautela, entre outros que fazem parte da gente.

Somos uma cachoeira de acontecimentos, onde tudo acontece num piscar de olhos e quando nos damos conta já são águas passadas. Vale aprender a surfar pra poder lidar com isso.

Então eu me pergunto como se comportam as pessoas que me perguntam como eu sou. Imagino que elas se envolvam com as pessoas seguindo alguma espécie de mandamento, não sei, algo no sentido de: “Melhor eu parar, acho que estou gostando demais!” MAS ORA, se essa é a verdade, por quê parar? Se uma vez não deu certo, não significa que não dará nunca mais. Preciso de meia hora conversando com gente assim pra perceber que elas só sentem uma coisa: medo. Medo de ser feliz, medo de arriscar, medo de gostar de alguém como se isso fosse uma punição, medo de sofrer, medo de aprender, e tudo isso misturado, resulta no medo de viver.
Ninguém sai de casa sabendo como vai ser o dia, que apesar de ser o mesmo para todas as pessoas, é vivido de uma forma diferente por cada pessoa nesse mundo.

Feliz foi o dia que permiti que gostassem de mim. Nunca fui de me policiar, mas as mesmas lágrimas que hoje me emocionam já foram refúgio para as dores que vivi. Só que faz parte. São os dias que nos fazem melhores, não os “eu te amo” que nos falam.
Me permiti e a minha vida mudou.
Me afastei das pessoas que mais preferiam me apontar o dedo do que estender a mão, me afastei também de gente que na lista de prioridades me colocava sempre na última posição. Em outras palavras, me aproximei da minha própria vida.

E de presente, a vida me trouxe você.

Ainda não tenho certeza se realmente mereço as coisas que você me faz, por isso, aos poucos também estou mudando o pensamento de “Deve ser mentira, deve ter algum interesse, que seja passar o tempo” para “Até que enfim, agora é minha vez de ser feliz”. Você me fez acreditar mais em mim mesmo. O seu jeito me inspirou a melhorar coisas que eu não conseguia mudar, mas pudera, nunca tinha enxergado espaço para melhora, só que estava tudo errado.  Essas coisas entram no assunto de você me ajudar sem falar uma palavra, como eu já te falei antes.

Não dá pra prever como vai ser amanhã, mas já me faz bem ser feliz hoje, pois é esse hoje que estou vivendo e o amanhã é só mais uma das incertezas que recheiam essa vida.

E incertezas não necessariamente são ruins.

Dois Pontos, Parágrafo e Travessão

Leia ouvindo:

A gente se falou pela internet uma duas ou três coisas e não falamos mais nada. É claro, a minha intenção era estender o assunto, plantar alguma coisa interessante, sei lá, algo que você gostasse de falar, mas sabe o que eu consegui? NA-DA.
É, basicamente não consegui pensar em algum assunto relevante e pra falar bem a verdade já que o momento é esse, não senti que você tinha gostado de falar comigo. Pode ser coisa da minha cabeça eu sei, e ela é cheia dessas, mas foi a impressão que eu tive.

O fato é que ficamos meses sem conversar. Cada um foi seguir a própria vida, fazendo suas coisas e nenhuma nova palavra nós trocamos. Eu não curtia seus posts e nem você os meus, parecíamos invisíveis. Mantivemos o contato virtual por um motivo: não sei. Mas mantivemos. Acho que fomos naquela da conveniência de “não faz bem, nem mal, então ok”. Vai saber. Chuva de interrogações.

Aí essa vida caprichosa fez as coisas mudarem aos pouquinhos e sem querer  a gente se encontrou. Você lembra?
Era show de uma banda que só descobri no dia que você também gostava, afinal, como já falei, a gente tinha trocado umas 4 ou 7 palavras nessa vida.

O legal é quando é inesperado.

Estávamos entre amigos em comum e ali vivemos uns momentos engraçados, recheados com sinceras risadas e muita desenvoltura na pista da balada  e os dois ali cantando os refrões da, então, banda da noite. Você vestia jeans e jaqueta. E aquele dia foi assim. Me despedi e voltamos pra estaca na qual havíamos parado: a zero.

Olha, não sou muito bom com calendários, você é? Se não me engano, poucos dias depois em uma ocasião especial a gente se viu outra vez. Um pouco diferente, trocamos menos palavras e as circunstâncias impediram que refrões fossem cantados. Daí quem foi embora mais cedo foi você. “Um beijo” e tchauzinho.

Logo no dia seguinte, alguma força do além me fez te convidar para ir num lugar muito legal que eu ia com amigos. Você disse que provavelmente não daria e eu, incansável, te seduzi convenci e você apareceu lá depois de horas, de vestido azul. Naquela ocasião sim, ficamos boas horas falando sobre as interrogações da vida, sobre o modo que os nossos corações já bateram nessa vida e mais coisas assim que a minha memória manda beijos.

É curioso pensar que fazem uns 120 dias dessa sequência de acontecimentos e que antes disso, vou repetir, não havíamos ido muito além no que configura-se um diálogo, muito embora, (posso repetir as coisas sem parar?), eu tinha intenção de prolongar o assunto desde meados da primeira vez, mas por motivos de: não consegui. Eu simplesmente, não consegui.

Tá, perdi e cronologia dos acontecimentos mas lembro que finalmente começamos a nos falar mais vezes, tanto que, intrigado, voltei a nossa conversa no bate-papo para a primeira vez que havíamos conversado (aquela que já mencionei 4564874 vezes) e faziam, basicamente, 12 meses desde que nos falamos. Te revelei isso e uma porção de “Hahaha” nós trocamos ao relembrarmos.

E assim os dias foram passando. Conversas despretensiosas aqui e ali, meia dúzia de palavras bonitinhas para colocar flor em tudo e marcamos um novo show. Em tempo: é visível nosso gosto por shows.
Continuando. Lembro que num gesto de ousadia e atitude masculina maiúscula no qual me orgulho até hoje, me antecipei e comprei nossas entradas dias antes do show e só te avisei quando já havia comprado. Me dei por convencido quando você dissertou “Hahaha” como se aprovasse minha atitude.

Já mencionei que desde o seu vestido azul aumentamos consideravelmente os nossos diálogos e a consistência dos mesmos? Quero enfatizar, foi um aumento muito significante, a ponto de entrar para a minha rotina de momentos do dia.
Conversávamos – e até hoje é assim – num delicioso e liso jogo de entrelinhas, no qual já confessei me fazer bem por entre outros motivos, aguçar minha agilidade em raciocínios rápidos. Filosofei agora para agregar valor às nossas conversas.

Fomos ao show e tudo foi muito especial. Exceto eu que fui 30% de mim mesmo e a justificativa que tenho para isso é: fiquei tímido. Esse argumento é válido depois dos 20?
Bem, dentre todos os refrões que cantamos ali, os únicos que eu sabia e ma-le-má, eram os da língua que não é minha de origem. Já você, sabia até o nome das músicas das revelações da noite. Impressionou. Encontrei conhecidas mas com sucesso consegui despistá-las rapidamente. Até que eu consigo fazer alguma coisa, e mais, fazer alguma coisa rapidamente.

Sua realização pelo show foi de 47% por problemas na organização que te impediram de cantar os refrões de quem mais queria. Fizemos piadas com a situação, exercitando a tal “é rir pra não chorar” e esperamos o espetáculo acabar.
Fim da música, partimos para fora e te convidei para uma esticadinha visita a um lugar que eu nunca havia ido e que julguei ser pertinente para a ocasião. A intenção era comermos algo diferente e consolidarmos nossas conversas, no entanto seu sono foi mais convincente que eu e fomos embora. Entre uma dose ou outra de risadas aqui e ali chegamos na sua casa. No maior estilo Esse Cara Sou Eu, abri a porta do carro e me certifiquei de que chegava em casa igualmente estonteante, e diferente do azul, dessa vez com um vestido preto (rendado?) como opção fatal de look da noite.
Beijos de gratidão, instruções de volta pra casa e parti rumo a minha.

Na volta, tenso pelas solitárias avenidas, comecei a relembrar cada segundo da ocasião e ali já me gritava o arrependimento pelos meus 30% de desempenho, muito aquém do que posso oferecer. Águas passadas.

Mais semanas e dias foram passando, um “feliz natal” pouco após a meia-noite de você eu ganhei e um “feliz ano novo” nas primeiras horas do primeiro dia do ano eu te dei.

As coisas são mais ou menos assim na vida: tem gente que faz de qualquer jeito, tem gente que faz de um jeito especial.
E vai lá, vai lá saber, tem alguma água pra correr nessa cachoeira, até por quê, a quantidade de filhos já foi definida.

Por enquanto foi assim.

Então Ok, Vou Te Dizer A Diferença

Leia ouvindo:

“Qual o seu tipo de pessoa?”
Vale responder: “Aquela que me faz feliz!”? ou somos obrigados a descrever a cor do cabelo, o bairro onde mora, que roupa usa ou algo do tipo? Desejamos alguém que nos complete ou alguém perfeito? Há alguém perfeito?

Perfeito não há né, há pessoas bonitas, estilosas, inteligentes, sexys e bem sucedidas. E quem garante que essas características garantem felicidade? Nós não somos nada nesse mundo e vamos morrer sendo nada, mas toda essa busca por alguém que seja “ideal” nos afasta de tanta experiência boa, de tanta gente especial e principalmente, nos afasta de quem realmente merecemos.

Acontece que tem gente que não conhece pessoas, mas as escolhe. E sobre essas pessoas é justo que sintamos dó.

“Ah, olha pra ele, gordinho e meio sem estilo, ela é tipo modelo, não combina em nada!”,
“Nossa, cê viu a nova namorada dele? Sei lá, cabelo estranho, meio brega para se vestir e ele é tão lindo!”

Acredite, quem aponta essas coisas, só quer viver a felicidade que esses casais certamente vivem. Só que é mais cômodo apontar o dedo do que estender a mão. É uma pobreza de espírito que enoja.
Gente assim, quer alguém para desfilar no shopping e não alguém pra chorar quando ninguém tiver paciência para dar o ombro, gente assim quer alguém para tirar foto e postar nas redes sociais esperando comentários do tipo: “Ahh lindos!”, “Oun, casal perfeito!”, “Casal mais lindo do mundo!”. Tudo amor de plástico.
Que fique claro, pelas forças do bem, é de se celebrar quando um casal inquestionavelmente bonito se forma e todos os elogios são justos. Mas, por exemplo, o gordinho com a menina modelo também não pode ser elogiado? Será que eles não são mais felizes do que essas pessoas de beleza unânime? Conta mais uma foto com mil curtidas ou curtir uma relação com alguém?

A sinceridade possui uma beleza que só quem a pratica enxerga.
Dentre as coisas mais bonitas desse mundo, entram algumas situações bem corriqueiras e que nos ceram por todos os lugares.

Ele que deixa ela entrar na frente do ônibus; ela que passa horas se arrumando, pede opinião pra mãe, amiga e até pro cachorro, pra sair impecável e acaba saindo básica; ele que demora dias para escolher um presente e acaba comprando um coração de pelúcia; ela que sente um perfume igual no metrô e manda mensagem pra dizer que lembrou; ele que acorda ela com uma mensagem de bom dia;

Ele, ela, eles…

… eles que riem do jeito que um e o outro ri; eles que dividem o mesmo guarda-chuva; eles que abrem mão da vez na escolha pelo filme no cinema; eles que fazem de um picolé a sobremesa mais gourmet; eles que dão sinal na plataforma como se o metrô fosse parar; eles que fritam a orelha mas deixam um o outro desabafar sobre o dia, mesmo que tenha repetido mil vezes; eles que mandam mensagem de “chega logo fim de semana” logo depois de se despedirem; eles que se avisam quando chegam em casa; eles que atravessam a faixa de pedestre sempre correndo por se distraírem aos beijos na calçada; eles que fazem compras no supermercado como se já fossem uma família; eles que escolhem os nomes dos filhos; eles que também leem o horóscopo do outro; eles que compram chocolate surpresa; eles que vão ao parque para fazer meia hora de nada;

Eles podem até não ser completamente, mas são quem mais chegam perto da felicidade completa. Eles há de serem nós.

O tipo de pessoa certa pra gente é aquela que a gente merece. Baixa, alta, rica, pobre, dane-se. E devemos nos permitir que essas pessoas entrem na nossa vida, devemos aceitar a nossa vez de também sermos felizes.

A diferença é que tem gente que vive pra ter alguém para celebrar e tem gente que vive por celebrar como é bom ter alguém.

Quero Te Falar de Ontem, Chega Logo

Leia ouvindo:

São coisas que não dá pra fugir e por isso é melhor encarar.
As decepções que vivi até que me fizeram ter ideia de até onde as pessoas podem chegar. É claro que os limites sempre podem ser superados, mas a experiência nos dá a noção do nosso próprio limite.

Outro dia em que declarei os meus melhores sentimentos, tive em troca uma boa dose de “não sou o bastante pra você”. Teve a vez também em que só fiz um convite e ao ser forçadamente recusado notei que eu estava vendo coisa onde não tinha. Experiências.

Há também as ocasiões onde não conseguimos retribuir. E isso é tão injusto. Pessoas especiais nos definem como ainda mais especiais e o máximo que conseguimos fazer é agradecer, nada de retribuição, nada de reciprocidade, só gratidão. Nessas ocasiões, todas as outras aquelas em que a lágrima dói ao escorrer começam a fazer sentido pra gente.

Como dói gostar de alguém sozinho.

E pode colocar aí na lista a dor de gostar de alguém que nem conhecemos.
Sendo didático, significa a dor de querer ter alguém para gostar. Uma dor que só sabe como é aquele que está vivendo, pois quem já viveu algo parecido, foi só parecido. A gente se identifica no dia a dia com histórias que parecem com a gente, mas elas nunca são iguais.

Aquele que sente dor vive colecionando pontos de vista que abracem o coração.

Gostaria de ter uma explicação convincente para entender os Médicos de Ocasião. São aquelas pessoas que sabem tudo o que sentimos, o que devemos fazer, falar ou não. É tanta vontade de ajudar que acaba atrapalhando.
Quando abrimos o nosso coração recheado de lamentação por uma fase não favorável, nem sempre a gente quer definições acadêmicas, opiniões experientes ou algo que o valha, tem horas que só queremos ouvidos novos emprestados, e isso acontece quando a parede fica cansada de nos ouvir. Pois ela é sempre a quem primeiro recorremos.

Assim como centenas de coisas inexplicáveis dessa vida, sentir falta de algo que não existe acaba fazendo todo o sentido. É sobre a falta que a falta faz.
No fim das contas é melhor passar horas no telefone tentando resolver uma briga do que não ter briga para resolver. Sabemos do quanto isso faz sentido.
É uma fase já tão delicada e as situações ao redor parecem contribuir para dificultar tudo ainda mais. Reconheça-se sozinho e verá um aumento no número de casais pela cidade,  verá a estreia dos melhores filmes, verá que as noites serão cada vez mais frias, verá que os fins de semana passarão ainda mais devagar. Basta reconhecer que está sem ninguém.

De nada vale uma promoção com acompanhante se não há um acompanhante para presentear. E não seja tolo você que discorda, pois sabe exatamente o que isso significa. Há ocasiões para todas as pessoas que cercam as nossas vidas: amigos, colegas, família e ocasiões que queremos viver com apenas uma pessoa.

Nossa vida é feita de todos os sentimentos, ninguém vive sorrindo ou só chorando. São dias, fases. Faz parte sentir raiva, faz parte amar demais, assim como faz parte se sentir sozinho demais e o perigo está em isso ser o atalho para uma solidão infindável. Existem pessoas que não conseguem sair de casa, pessoas que só tem amigos virtuais. Outras que não conseguem fazer novas amizades, que não conseguem fazer nada além da rotina de trabalho de segunda à sexta e da espera pelo começo da semana aos fins de semana. Louco, né? São perfis, são fases, somos nós seres humanos.

Nesse sentido a melhor saída é só respeitar, não precisa se sentir na obrigação de ajudar em nada, de falar a palavra certa. O respeito é um nobre sentimento que precisamos todos os dias e em todos os momentos da nossa vida.

O amor, por essência, é imprescindível para os nossos dias, basicamente por ele ser manifestado em diversas situações. Já o amor designado a outro alguém, é crucial para a manutenção dos nossos sorrisos. A gente vê mais felicidade na vida quando chegamos em casa e podemos telefonar para alguém contando sobre o que vivemos. A rotina é mais divertida, as dores de cabeça são mais passageiras, os filmes de terror não aterrorizam tanto assim, as filas de espera são toleráveis bem como a espera pelo ônibus. Quando temos alguém, a vida tem outro sabor. Quando amamos alguém, a vida ganha um novo sentido.

Amor à vida e a si próprio acima de tudo e ter a quem amar a favor da vida.
Essa é a meta.

Ainda resta alguma paciência. Te espero.

Poderia Ser Pior, Poderia Sugerir Sermos Amigos

Leia ouvindo:

Ok.
Eu não aguento mais. Tentei ser elegante, tentei te fazer entender rápido, mas pelo jeito você só funciona quando perco o limite, né? Pois bem. Acontece que está tudo errado!
Não está fazendo o menor sentido o modo com o que estamos lidando com essa situação toda, e pra usar justiça, vamos relembrar. Pela última vez, vamos relembrar.

Você por acaso faz ideia de quantas vezes eu tentei fazer com que a gente ficasse numa boa? Olha, eu me esforcei tanto, mas tanto, só com o objetivo da gente se acertar. E sabe o que conseguimos? Tudo, menos se acertar.

Aí foi inevitável acontecer o que aconteceu. Nem você, nem eu temos culpa, era uma situação que tínhamos consciência que cedo ou tarde chegaria, era uma definição que não poderíamos fugir e se caso fizéssemos isso, com certeza a gente ia sofrer muito mais. Chegou uma hora que entramos em realidades brutalmente diferentes. Em outras palavras, não dava mais certo e cada um foi seguir sua vida e viver suas novas histórias. Ou pelo menos deveríamos.

Queria te falar que quando eu coloco uma coisa na cabeça, ninguém me tira, e aliás, você bem deveria saber disso. Ou seja, eu não brinquei quando disse que se fosse pra gente terminar, que seria definitivo, pois pior que sofrer com o fim é sofrer por um recomeço que não deu certo. Apesar de eu concordar com segundas chances, lembre-se que demos terceiras, quartas e quintas chances pra nós e fingir cegueira com o desgaste é loucura. Não tivemos força pra fazermos uma receita de bolo nova para o nosso fatiado.

E é fácil você me entender. É só a gente realmente parar pra pensar pra ver como as coisas andavam pra nós. Como andavam mal.

Aí eu virei todas as páginas e felizmente tive a sorte de conseguir começar uma nova história em um momento em que eu mais precisava. Era um momento em que eu me sentia um lixo, totalmente desinteressante e desnecessário. Não foi nada fácil ter que encarar “numa boa” mais um fim.
Só que essa dor tem data de validade e um estímulo para acabar mais rápido é no momento em que alguém nos prova que somos sim interessantes, que somos importantes, que podemos ser mais, e o mais legal, que podemos ser sempre melhores e que podemos encontrar alguém que nos valorize da forma que somos. Eu encontrei alguém assim. Hoje, enquanto estamos juntos e mesmo que acabe um dia, vou poder comemorar por viver uma fase tão especial.

Você insiste em viver do que aconteceu ao invés do que pode acontecer.

E da noite pro dia, começa a me encher o saco vindo atrás de mim com mil argumentos e chantagens emocionais na tentativa de me desestabilizar e assim, numa remota possibilidade, voltarmos a ter algo.

É engraçado, ai ai… Em pensar que você concordou com o fim como se a razão fosse sua e praticamente gorava que eu ia correr atrás, me arrepender e me ajoelhar pra você. Quem diria.
Hoje vejo você se comportando como um anjo indefectível, como se jamais erraria. Até a sua fisionomia mudou, só não você por essência, percebo isso nas três primeiras palavras totalmente pensadas pra me impressionar ao invés de me convencer.

Você precisa entender que quanto mais força a barra para eu voltar mas você me joga pra longe.

Sério, não quero que pense que estou dificultando as coisas, que estou sendo resistente por orgulho, quero sim que pense de uma vez por todas que acabou, que não vai dar mais certo, não agora, não nos próximos meses, não nos próximos anos e você deveria ficar feliz por eu ter tanta lucidez e falar desse jeito ao invés de sentenciar um NUNCA MAIS.
Você perdeu tanto tempo com a certeza de que eu me arrependeria, enquanto eu aproveitava o mesmo tempo com a certeza de que esse seria o fim mais honesto pra nós. Entende o seu erro nesse caso? Por quê afinal se quando pensou que estava me perdendo definitivamente não fez algo que fosse realmente útil pra gente voltar a conversar? Por quê esperou que eu fizesse algo ao invés de você fazer algo?

Você esperou tanto que eu fui lá e fiz. Só não o que você esperava.

Por favor, me deixe viver.
Você vai continuar pra sempre comigo como uma história pra lembrar e uma lição aprendida e se quiser eu nem me importo de pertencer na sua história ou não, o fato é que eu não consigo mais aguentar você insistindo por algo que está claro que não dará mais certo, algo que pra mim está claro.

Sem covardia ou cara de pau, mas sem essa de “a amizade continua”, a verdade é que não conseguimos mais sustentar qualquer relação de contato, pelo menos não agora. Você precisa de espaço pra esvaziar a cabeça e focar nas coisas da sua vida enquanto preciso de espaço pra fazer o mesmo além de seguir uma história que já comecei e que tem me feito muito bem.
Entenda que você é uma pessoal especial pra mim, mas não estamos na fase de nos falarmos tanto, por isso, pare de me ligar, de me mandar mensagem, de falar comigo nas redes sociais, de falar com meus amigos sobre mim, pare de viver sua vida em função da minha e viva por você.

É isso que eu te peço e é a última vez que toco nesse assunto com você.

Já Pode ir Escolhendo o Vestido

Leia ouvindo:

Acho que já deixei bem claro o quanto você é importante pra minha vida, né? Já tivemos profundos momentos de desabafos e eu falei tudo o que eu sentia e na verdade falei até  demais, sempre me emociono e fico com vergonha por isso, haha.
Só que agora eu gostaria de te falar da importância que eu posso ter na sua vida. É claro que à partir do momento em que concordamos que estávamos prontos pra viver uma história, concordamos também em um participar ativamente da vida do outro em tudo que fosse possível. E olha, temos ido muito bem, poder te contar sobre os fantasmas da minha cabeça me salvou de tanta coisa que nem imagina.

Só que eu quero ser mais do que tenho sido pra você.
Acho que posso ser mais e aos poucos eu vou mostrar isso.

Quero participar da sua vida como alguém que está ao seu lado e não só como alguém que vive uma história com você. Ainda não aconteceu, mas você vai reclamar do seu trabalho, vai morrer de dor pela danada da cólica, vai brigar com seus pais, enfim, não quero ser pessimista e parecer que estou prevendo coisas ruins pra sua vida, mas essas são coisas que acontecem com qualquer pessoa. A diferença é que existem pessoas privilegiadas que contam com ajuda de alguém pra atravessar essas dificuldades, e eu quero ser esse alguém pra você.

Não tenho mais idade pra brincar de ser feliz, esse negócio de engatar uma relação atrás da outra pra mim não está com nada e acho que embora as pessoas digam que “acontece”, “a fila anda”, elas só estão tentando fugir e no fundo só querem ter alguém para construir algo. Mas isso é outra história. Falo por mim, vejo a nossa relação como algo mais profundo. Penso que nós podemos crescer muito tendo um ao outro, que as nossas incríveis diferenças é o que nos completam, afinal, tem horas que te empresto a minha ansiedade pra você transformar em euforia, já em outras, você me empresta sua tranquilidade para que eu transformar em sabedoria. Ninguém é completo nesse mundo, mas a vida nos apresenta pessoas que nos ajudam a ser melhores.

Quando somos mais jovens as nossas preocupações ao termos alguém são bem rasas. Primeiro nos desesperamos em ter alguém, depois exigimos alguém do jeito que gostamos e quando conseguimos algo parecido, a primeira dificuldade é uma tempestade e os nossos amores são sempre os maiores da vida. Aí a gente cresce, vive os dias e novas experiências e vemos que o próximo amor é sempre melhor, que é claro, guardamos pra sempre as pessoas especiais, aquelas que nos marcam, mas vemos como a vida é justa e coloca em nossa vida a pessoa certa para nossa fase.

Hoje eu posso agradecer por ter alguém que entende as coisas que nem eu entendo, alguém que pelo menos tenta e o mínimo que eu posso fazer é oferecer o mesmo.

Outro dia conversamos sobre o passado e você detalhou todas as coisas que viveu, as pessoas que passaram pela sua vida e como não deu certo, assim como fiz certa vez. Enquanto você falava eu mergulhava em cada um dos acontecimentos para entender e ver da minha maneira como essas pessoas erraram, como você errou e como é possível evitar esse sofrimento de novo. É claro que seria perfeito se eu falasse: “Já sei o que fazer pra você nunca mais sofrer!” só que infelizmente ainda não consigo fazer isso. Quando digo que mergulhei nas suas histórias significa que consegui enxergar algumas coisas que você passou e que agora eu tenho a obrigação de evitar que aconteçam de novo.

A gente pode brigar mil vezes, contanto que não sejam sempre pelos mesmos motivos.

Estou aqui pra te fazer alguém melhor e não pra te fazer lembrar do que você tenta esquecer.

A gente não precisa ter pressa de viver.
Na nossa história, não precisamos nos preocupar com nada além de nós mesmos. Nossas qualidades são duplicadas ao sermos um só e nossas deficiências são ultrapassadas também ao sermos um só. Vivemos por algo em comum, pelas melhores coisas, pelos melhores momentos e nossas experiências, na verdade os nossos pontos de vista. Sem previsão, sem saber como vai ser amanhã ou na próxima ligação ainda hoje, sem roteiro, só nós dois assim, vivendo.

Eu não posso te prometer muito além do meu melhor pra você.

E se continuarmos como estamos – continuaremos!, já pode escolher os padrinhos também.

Você Terá Tudo, Menos o Que Tanto Deseja

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Então continue vivendo sua vida do jeito que tem vivido. Continue abrindo o seu coração para quem não quer entrar, continue mostrando sorrisos pra quem não quer ver, continue falando com quem não quer te escutar.

Ou se preferir, respire antes de suspirar, não continue mais nada.
Antes de começar qualquer coisa pense no que deve terminar.

É tão difícil eu sei, os fins de semana passam devagar, as estreias no cinema são sempre tentadoras e as datas comemorativas apunhalam tanto o peito, materializando motivos parar querer logo que o novo aconteça. No entanto, perceba e reconheça: talvez não seja a hora.

E jamais confunda “não ser a hora” com o “nunca será”. Eu sei que você entende a diferença. A exemplo do sol bem como a noite, perceba: tem hora pra aparecer e eles não são negligentes, só respeitam os dados momentos.

Apesar desse meu apelo eu entendo o seu certo desespero, pudera, o horóscopo de toda manhã diz tudo sem dizer nada, ou não diz nada dizendo tudo desenhando possibilidades na sua cabeça: “É hoje!”, “Será neste mês!”, “Preciso fazer algo!”. Só que o efeito único é te dar um abraço em palavras. Acompanhe como uma palavra de conforto, mas desconfie das previsões. Garanto que compensaria mais trocar a ansiedade pela concretização das previsões por uma dose de atitude, daquelas de aceitar pessoas novas em sua vida e permitir que novos sorrisos façam parte do seu dia. Considere tentar.

Você tem passado a maior parte do tempo pensando no que quer viver ao invés de viver o que quer. Anseia pelo querer tendo nas mãos o que anda merecendo ter.
Sabe, talvez eu esteja sendo cético demais com o que você tem sentido, talvez pareça que estou sendo detentor de uma verdade absoluta, mas não é isso. É que se ninguém até hoje foi capaz de te falar o que você precisa ouvir e não tão somente o que deseja, que eu seja esse alguém agora.

Da mesma forma que a mão que carinha é a que agride, a palavra que preenche esvazia. O amor que te faz sorrir, um dia te fará chorar e ainda assim continuará sendo amor. O que estou tentando fazer com você e espero que consiga perceber, – afinal se você não fosse importante pra mim eu não estaria aqui bradando meia dúzia de pontos de vista – é te mostrar que as coisas não são sempre como nossos olhos veem ou como nosso coração sente. Este, que de fato é incontrolável e por vezes deliciosamente inconsequente como uma aventura adolescente, vez ou outra nos prega peças nos entregando a algo que se soubéssemos o que seria, rejeitaríamos viver. Sabe por quê ele faz isso? Porque nós precisamos viver algumas coisas, precisamos chorar algumas decepções, precisamos sangrar e precisamos rever tudo o que achávamos ser certo.

Pessoas passam pela nossa vida como tempestades de verão, ao mesmo tempo em que aliviam, destroem.
Sem muito esforço consigo imaginar uma porção de coisas pelas quais já passou em sua trajetória sentimental até aqui. Indo além, posso apostar que em muitas delas teve certeza de que não conseguiria superar, de que não conseguiria resistir e que em mais de uma vez pensou em abrir mão de tudo como se fosse se jogar do penhasco. Faz sentido. Acha que a sua dor é a pior que existe? Todos achamos que as nossas são as piores dores, que ninguém nos entende, que ninguém irá passar por algo pior que a gente. É um pensamento tão infantil quanto a história que ser uma boa criança durante o ano rende presentes no mês doze.

Olhe, não há uma tese que defina e nos traga uma linha de raciocínio a ser seguida mais racional do que aceitar que as coisas acontecem também com a gente. Os seus seriados preferidos são baseados em histórias quem podem acontecer com você e é exatamente por isso que você gosta tanto, tanto, que procura assistir até os bastidores e se fosse possível fazer com a própria vida, você o faria.

Não pense que estou dando voltas, não pense que estou em devaneios te enganando ou que estou falando difícil pra romantizar sua vida. Entenda que falar sobre você também faz com que eu reflita sobre mim, que me esforçar em te ajudar também faz com que eu veja de fora a minha própria história.

Ficaria feliz se você assimilasse metade do que praticamente discursei até aqui, gostaria que pelo menos tentasse ver como é tua vida pelo lado de fora da janela, que se esforçasse pra se ver como te veem, pra enxergar como tem sido seu comportamento e o que já fizeram com a sua vida, que acima de tudo, pelo amor de deus, que acima de tudo você entenda, não do meu mas do teu jeito, que você merece muito mais do que gastar sua vida recheando suas horas com interrogações sobre pessoas que não fazem A MENOR QUESTÃO DA SUA EXISTÊNCIA! PARE DE PERDER TEMPO COM GENTE QUE NÃO SE IMPORTA COM VOCÊ! POR FAVOR, PARE DE SE DIMINUIR, PARE DE SUBMETER A SITUAÇÕES QUE VOCÊ NÃO MERECE MAIS VIVER, PARE DE ACREDITAR EM QUEM NÃO QUER QUE VOCÊ ACREDITE, PARA DE REVIRAR O QUE JÁ FOI VIVIDO, PARE DE SE ALIMENTAR DE PALAVRAS QUE MUDARAM DE EFEITO EM SUA VIDA. PARE!

PARE! POR FAVOR, PARE!

Antes de querer tanto uma nova história, queira terminar as que já viveu.
Enquanto fantasmas do passado percorrerem os seus dias e sombrearem seus passos, você não vai conseguir escrever MAIS NADA! E enquanto você vestir sua melhor roupa para que aquela pessoa te perceba, enquanto você continuar postando coisas para chamar atenção, você terá tudo, menos o que tanto deseja.

Menos o que tanto deseja.

Das Vezes Que Te Ouvir Bater, Coração

Leia ouvindo:

 

Entendo se você é do tipo de pessoa que quando está perto do mês acabar sempre pensa em tudo que pode acontecer no mês seguinte. Fica olhando o calendário, pintando o dia de receber o salário se programando para todas as coisas que eu quer fazer. E o mesmo, claro, funciona quando um ano novo está para começar, né?
É tão gostoso, a gente se deixa  levar pela atmosfera que toma conta do mundo e é legal quando conseguimos canalizar nossas energias em sentimentos bons, dos que eu queremos dividir com alguém especial, com nossos amigos e nossa família.

Fim de ano serve para dar fim à algumas coisas.

Acho válido o exercício de dar uma parada pra pensar em tudo que aconteceu ao longo dos últimos 12 meses. É claro que não é algo tão gostoso de se fazer, mas vale recordar das vezes que choramos, das pessoas que nos fizeram chorar, das vezes que sorrimos e dos motivos que nos fizeram sorrir. Também é legal lembrar das coisas que eu queríamos comprar e das que finalmente compramos – são nossas realizações!, das noites em que saímos de casa e das que ficamos em casa esperando um convite ou aproveitando um DVD diferente.

Se as coisas não saíram como gostaria, veja de um modo que te faça um efeito especial. Sempre dá pra ver diferente e tirar proveito de alguma maneira.

Lembra das vezes que teu coração acelerou? Sabe aquela vez nesse ano que você começou a pensar demais nessa pessoa que está vindo à sua mente agora, começou a pensar tanto que a via nos reflexos do vidro no ônibus ou no metrô, a via nos refrões que nem conhecia pois os que conhecia, é claro, essa pessoa passou a morar lá. Lembra dessa fase? Não do que aconteceu depois, mas desse encantinho… Faz bem.

Nossa vida é feita de tentativas. Uma vida que não se tenta, não se aproveita.

E vez ou outra, claro, as coisas não acontecem como prevemos. Talvez nesse seu ano teve alguém que te confessou amor e que de uma hora pra outra você viu confessando o mesmo à outra pessoa. Vai ver aconteceu com você de ouvir de alguém que você é uma pessoa perfeita demais, que ela não consegue te recompensar, que você é tudo que sempre sonharam… E mesmo assim a pessoa preferiu partir. Ou talvez você tenha vivido algo parecido em querer se confessar pra alguém e simplesmente não conseguir, simplesmente se bloquear diante de tanto sentimento bom que deseja compartilhar, você simplesmente não conseguiu falar uma palavra de todas que representariam teu sentimento e aí você se sentiu um lixo e esbravejou pelos cantos da casa: “Vida injusta!”, “Sou uma pessoa que mereço morrer sem ninguém!”, “Ninguém presta nesse mundo!”, “Amor é uma bosta!” até o coração acelerar de novo na hora que, teoricamente, você menos precisava, né?

É que como já falamos aqui outrora, a vida te dá o que você precisa e não o que você quer.

Faz parte da gente não aceitar as coisas ruins. Queremos arco-íris sempre e não o cinza, só que mal sabemos que também há romance nos dias cinzas. Lembra do inverno? Quando tudo o que queremos é que os dias fiquem cada vez mais frios só pra gente poder passar horas abraçados, pedindo pra escada rolante demorar pra acabar, pro ônibus nunca passar, pra estação do metrô nunca chegar, pro filme demorar, pra noite se eternizar. Ou seja, o romance está onde queremos que esteja, seja num dia de verão na praia brincando de frescobol e passando protetor solar um no outro, ou na fumaça do chocolate quente em uma noite de sábado no inverno.

Páginas que escrevemos, são páginas que viramos. As outras nós rasgamos.

Como foi o seu esforço que deve ser infinito pelos melhores dias? A busca pelas mais especiais experiências nem que seja a mesma coisa feita todos os dias de formas diferentes? Lembra que o romance está onde você quer que ele esteja e não no que aparentemente está? Você lembra, eu sei.

Essa também é uma época de aspirações. É claro que não temos como prever o que vai acontecer ano que vem, se nem sabemos o que vai acontecer amanhã, o que dirá no próximo ano. Só que acabe a nós pensarmos nas coisas boas, sejam elas quais forem, não é necessariamente pedir para que aconteçam, mas mentalizar energia, sabedoria pra lidar com as surpresas, força pra respirar fundo quando for preciso dizer algo, sensibilidade pra reconhecer que também erramos, enfim, tanto eu quanto você sabemos quais são as coisas que esperamos do próximo ano.

E que tenha amor.
Pensa no amor, acredite no amor, defenda o amor, suspire amor. Não existem pessoas iguais nesse mundo, existem pessoas que se completam, que preenchem aqui e ali tudo o que não temos, que nos fazem rir de coisas que não riríamos, que nos fazem pensar em coisas que não pensaríamos. E isso é amor. E ele está em todos os lugares e pode acontecer a qualquer momento em qualquer dia de todos do seu calendário e em qualquer lugar que seus pisem ou que suas palavras cheguem.

O amor está sempre pronto para nos recepcionar.

E muito acontece por culpa da gente.
Vai ver aquela lágrima que derramou esse ano não teria acontecido se você tivesse se valorizado mais, vai ver ao longo desse ano você tenha desejado demais alguém que te ofereça algo que você não pode oferecer, quem sabe naquela vez se você tivesse falado o que sentia as coisas não seriam diferentes hoje? Talvez se você tivesse se respeitado não passaria por algumas coisas que passou.

Tem gente que simplesmente não merece a gente.
E nisso você pode acreditar.
É claro que insistimos no murro em ponta de faca porque há sentimento e ele é inexplicável, mas tem horas que nosso coração pede ajuda pro cérebro e a gente ignora. Você sabe quando isso acontece. Entendo, cada pessoa vê as horas do jeito que quer, cada uma sabe dos limites, sabe a hora de parar, de tentar. Nisso não há regra, não há quem diga que estamos errados, afinal, a vida que estamos colocando em jogo é apenas a nossa e os sorrisos e lágrimas que virem com ela serão só nossos. Mas algumas vezes a gente pode usar os olhos também pra enxergar, né?

Amor no dicionário possui uma definição poética, mas aquele que você sente só você sente. E não possui definição.

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